<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207</id><updated>2012-01-15T23:18:14.575+01:00</updated><category term='Retrospectiva'/><category term='Agenda'/><category term='Conto'/><category term='Café Espacial'/><category term='Brasilidades'/><category term='Crônica'/><category term='Cartas'/><category term='Assassinos S/A'/><category term='Resenha'/><category term='3:AM Magazine'/><category term='Conselhos grátis'/><category term='Fotos'/><category term='Utilidade Pública'/><category term='Poesia'/><category term='E-Blogue'/><category term='Narrativa-Crônica'/><category term='Deus'/><category term='Entrevista'/><category term='O TÚMULO DO LADRÃO'/><category term='TODOS CONTRA O CRACK'/><category term='Desenho'/><category term='Videos'/><category term='Jana Entrevista'/><category term='PUBLICAÇÕES'/><category term='Publique'/><category term='Uma Carta por Benjamin'/><category term='Resumindo'/><category term='Coletâneas'/><category term='Colorada'/><category term='Lançamento'/><category term='LITERARTE'/><category term='Explicando'/><category term='Tópicos'/><category term='Querido Blogue'/><title type='text'>Blogue da Jana</title><subtitle type='html'>Opinativo, porém sem pretensão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://janalauxen.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>359</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7811534915206803328</id><published>2012-01-15T23:18:00.000+01:00</published><updated>2012-01-15T23:18:14.583+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>2011.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se 1933 foi um ano ruim, 2011 foi um ano bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Principalmente por que muitos anos couberam dentro de 2011, pelo menos para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho uma mania estranha, que é a seguinte: em determinadas datas, gosto de me lembrar de como eu era e onde estava há um mês, um ano, uma década atrás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesta virada de ano, de 2011 para 2012, também me lembrei: há um ano minha aparência era diferente, meu cabelo era comprido e loiro e é inegável que eu estava mais magra. Mas, de tudo, estas são as mudanças que menos importaram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu continuo sendo um ser humano mais pra lá do que pra cá, como somos quase todos, mas fico feliz em dizer que mudei para melhor nestes 365 dias que separaram 2011 de 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que, no dia 3 de janeiro de 2011, eu escrevi um texto (&lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/complicadas-resolucoes.html"&gt;se quiser, você pode lê-lo aqui&lt;/a&gt;) que falava sobre o ano que começava e nossos desejos - aqueles que costumamos anotar por ordem numérica de importância em um papelzinho para, três dias depois, não sabermos mais em que lugar enfiamos o maldito do papelzinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo continua igual, nos deixando cada vez mais frustrados, neuróticos&amp;nbsp;e ansiosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falava, na ocasião deste post, que costumamos desejar, para o ano que se inicia, desejos mesquinhos, como emagrecer 5 quilos ou trocar de carro, sem percebermos que estes pequenos anseios não tornam nossa vida mais feliz, senão momentaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu desejei, para 2011, ser uma pessoa menos colérica e preguiçosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detectei estes dois defeito graves em minha personalidade, e percebi que, de uma maneira ou de outra, eram eles que geralmente atravancavam meu caminho e deixavam minha vida empacada. E disse: ou eu acabo com eles, ou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, deixa pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARO que não&amp;nbsp;me tornei&amp;nbsp;um modelo de ser humano pacificado e ágil. Vira e mexe preciso respirar fundo e contar até dez para não puxar uma submetralhadora do meu bolso e atirar em todo mundo, e tenho de me dedicar com amor e carinho para levantar minha bunda grande e branca da cadeira e ir fazer o que deve ser feito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, se comparar agora com um ano atrás, posso dizer que estou bem satisfeita com as minhas conquistas. Pequenas, sim, mas melhor do que nada, como sempre foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não emagreci cinco quilos (muito, muito pelo contrário) nem troquei de carro, mas hoje sei que sou uma pessoa mais feliz e realizada porque venci a primeira batalha contra aquele que é o pior inimigo que temos: nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado que esta ideia, de que não existe no mundo adversário pior do que você mesmo, é super difundida e beira o clichê, mas ainda é dificílimo vermos pessoas capazes de colocá-la em prática. Isto é, capazes até são. O que geralmente acontece é que, na maioria das vezes, ninguém quer porque dói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, nunca é fácil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Determinadas mudanças representam verdadeiras mutilações em nossa personalidade. Estamos tão acostumados a sermos de determinado jeito e a reagirmos de determinada maneira a determinadas situações, que mudar pode significar uma agressão, uma violência, uma transformação que nunca – e eu disse NUNCA – acontece sem dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vale tentar, gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E faz a vida começar a fazer algum remoto sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque vencer a si mesmo, se tornar uma pessoa melhor, conseguir transpor um defeito cretino que somente nos faz sofrer é, talvez, a grande satisfação de se estar aqui, vivos. É aquela conquista que, ao contrário de cinco quilos perdidos ou um carro novo, de fato preenche nossa vida e nos faz acordar pela manhã mais dispostos. E bem mais fortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos, ainda, muito frágeis enquanto seres. Coisas pequenas são capazes de nos derrubar com força no chão, e nossas pernas ainda tremelicam toda a vez que precisamos nos reerguer. É evidente que precisamos nos fortalecer, senão não chegaremos até o fim desta aventura. E para nos fortalecer, precisamos vencer o homem velho e xarope que vive dentro da gente há dez mil anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, olhando para trás, vejo que eu mesma insistia nos erros que mais me faziam sofrer, e que por isso minha vida não andava: ficava estagnada, comigo ali, a repetir incansavelmente as mesmas falhas, e apanhando, apanhando, apanhando. E, males dos males: apontando o dedo para os outros para encontrar culpados pela minha tragédia pessoal, sem ver - sem querer ver - que a responsabilidade era minha. Somente minha, e de mais ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque podemos escolher entre aprender pela dor ou pelo amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente nunca escolhemos aprender pelo amor, porque somos teimosos e pretensiosos em níveis surpreendentes. Mas o triste mesmo é que, mesmo pela dor, levamos tempo demais para ver o óbvio. E haja chibatadas da vida em nossos lombos doloridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quando mudamos, nem que seja um tiquinho assim, somente um pequenino passo para frente, a vida inteira muda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudando, muda a maneira como as pessoas interagem e reagem à gente; muda a energia que ronda nossa vida, mudam os acontecimentos, muda-se o foco dos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudando, crescemos; crescendo, amadurecemos; e amadurecendo, aprendemos a lidar melhor com nossos defeitos, com as pessoas que nos rodeiam e com o mundo todo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, BINGO! Ficamos mais felizes. Mesmo com cinco quilos a mais e um carro enguiçado na garagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Custo benefício medido, pesado, avaliado e considerado suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2012 eu pretendo continuar nesta peleja acirrada contra a preguiça e a cólera, sabendo que agora eu estou em vantagem, pois estou mais forte, mais malandra e mais armada. E ainda quero arrumar briga com a minha desorganização (um monstro de desorganização!) e com o &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/profissao-juiz-implacavel.html"&gt;juiz implacável&lt;/a&gt; que vive dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a contar pelo tamanho da vontade com a qual eu quero que isto aconteça, tenho certeza de que, no início de 2013, estarei aqui outra vez, escrevendo mais uma vez e dizendo que saí, se não ilesa, pelo menos vencedora desta batalha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apanhando, mas batendo também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que 2012 seja lindo de viver, minha gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que possamos sair dele mais fortes do que quando nele entramos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7811534915206803328?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7811534915206803328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7811534915206803328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2012/01/2011.html' title='2011.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-547463331209092936</id><published>2011-10-22T17:17:00.002+02:00</published><updated>2011-12-03T18:26:12.902+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conselhos grátis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Revisão Gramatical.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como alguns de vocês sabem, meu nome é Jana Lauxen, tenho 26 anos e, desde os 18 anos, quando descobri que amava literatura do mesmo jeito que amo bolo de chocolate, tenho trabalhado no meio literário, nas mais diferentes disposições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade de Passo Fundo (UPF), e autora do livro &lt;i&gt;Uma Carta por Benjamin&lt;/i&gt; (Ed. Multifoco, 2009). Trabalhei como editora do &lt;i&gt;Selo&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Literarte&lt;/i&gt; (Ed. Multifoco) e organizei, ao lado de outros escritores, as coletâneas &lt;i&gt;Assassinos S/A&lt;/i&gt; (contos policiais, com Frodo Oliveira), &lt;i&gt;Crônico!&lt;/i&gt; (crônicas brasileiras, com Beto Canales) e &lt;i&gt;Quadrinhos em Histór&lt;/i&gt;ia (HQs, com Sergio Chaves). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente sou colunista da revista independente &lt;i&gt;Café Espacial &lt;/i&gt;(Marília - SP)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;do jornal &lt;i&gt;O Caiobá &lt;/i&gt;(Tapejara&amp;nbsp;- RS)&lt;i&gt; &lt;/i&gt;e da revista &lt;i&gt;Zena &lt;/i&gt;(Recife - RE). Publiquei também a historieta &lt;i&gt;Pela Honra de Meu Pai&lt;/i&gt;, pela Mojo Books, inspirada na banda &lt;i&gt;Pata de Elefante&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui editora da versão brasileira da revista eletrônica inglesa &lt;em&gt;3:AM Magazine, &lt;/em&gt;e também uma das idealizadoras do projeto &lt;i&gt;E-Blogue.com&lt;/i&gt; (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;in memorian&lt;/i&gt;). Participei de mais de 10 coletâneas, sendo a mais recente &lt;i&gt;Galeria do Sobrenatural&lt;/i&gt;, da Terracota Editora. Se desejar, veja meu currículo completo clicando &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2008/10/curriculo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto serviu para que eu entendesse melhor como funciona e de que maneira se movimenta o mercado editorial no Brasil. E, seja no Brasil, seja no restante do mundo, uma coisa é fato: o novo autor, que deseja ser publicado por uma editora séria e comprometida, não pode, de jeito nenhum, enviar seu original para avaliação com erros gramaticais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece óbvio, mas não é tão óbvio assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante os quase três anos em que trabalhei analisando os originais recebidos pela Editora Multifoco, vi muito livro com histórias muito boas, porém com erros gramaticais primários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque isto acontece? Acreditem: não é porque o autor não domina as regras gramaticais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocorre que o autor precisa se preocupar com o enredo, com os personagens, com o andamento do livro, com a lógica da história, e lê e relê seu próprio originais dezenas, às vezes centenas de vezes. Isto gera uma espécie de vício de leitura, onde, depois de tanto ler e reler, muitos erros gramaticais acabam passando despercebidos, como se simplesmente não existissem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre sugeri a estes autores que entregassem seus originais para alguém revisá-los gramaticalmente. Não somente alguém em quem eles confiassem (como a mãe e a vó), mas alguém&amp;nbsp;que, de fato, dominasse&amp;nbsp;a gramática, para que organizasse devidamente todas as correções. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Recentemente, já afastada de minhas funções de editora da Multifoco, por conta de novos trabalhos e desafios que vi surgirem, resolvi oferecer a estes autores meu trabalho como revisora gramatical.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma forma dos autores garantirem que seus livros serão enviados para avaliação sem erros de português e de digitação, garantindo assim uma apreciação muito mais receptiva por parte das editoras, que simplesmente descartam livros que contenham muitos erros gramaticais - e&amp;nbsp;descartam, meus amigos, podem acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos das dificuldades naturais que todo novo autor (ou nem tão novo assim) enfrenta para publicar em nosso país. Então, se podemos eliminar esta dificuldade, já estaremos um passo a frente de autores que não consideram esta revisão, feita por um profissional, tão importante assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu posso garantir aos autores que enviarem seus originais para minha revisão que seu livro será devolvido sem erros de português nem de digitação, por um preço acessível, num prazo curto e com facilidades de pagamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A correção já será feita dentro das novas regras gramaticais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os originais deverão ser enviados em fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 em arquivo simples de Word, para o e-mail &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O investimento do autor será de R$1.50 (um real e cinqüenta centavos) por página, sendo a metade do pagamento feito&amp;nbsp;à vista, no momento em que o autor envia seu original, e a outra metade na entrega do trabalho. O pagamento poderá ser feito através de depósito bancário ou boleto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O prazo para a entrega do original revisado é o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Até 50 páginas:&amp;nbsp;10 dias*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Até 100 páginas: 20 dias*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Até 150 páginas: 30 dias*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acima de 200 páginas: 45 dias*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acima de 350 páginas: 60 dias*&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* dias úteis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enviando seu livro devidamente corrigido, as chances de aprovação por parte de uma editora renomada crescem substancialmente. E digo isto porque já trabalhei com avaliação de originais, e sei que livros com erros gramaticais costumam ser sumariamente excluídos, antes mesmo do término de sua avaliação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aguardo seu contato, querido autor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E qualquer dúvida, não deixe de escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OBS.: Também trabalho com revisão gramatical de trabalhos escolares, monografias, teses, artigos. O preço é o mesmo, assim como o prazo de entrega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-547463331209092936?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/547463331209092936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/547463331209092936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/10/revisao-gramatical.html' title='Revisão Gramatical.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5149552982506360982</id><published>2011-10-06T22:00:00.000+02:00</published><updated>2011-10-06T22:00:57.774+02:00</updated><title type='text'>EU SOU GAY!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Vocês lembram que, há algum tempo atrás, eu publiquei aqui no Blogue da Jana (que, aliás, é um blogue muito gay) &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/04/bolsonaro-tas-e-os-caes-que-ladram.html"&gt;um texto falando sobre o Bolsonaro, o homossexualismo e os cães que ladram enquanto a caravana passa&lt;/a&gt;? Pois é. Neste post eu aproveitei para falar sobre um projeto lindo e lúdico chamado EU SOU GAY, onde pessoas de todos os lugares, raças, times, partidos políticos,&amp;nbsp;cores e amores, independentes de sua opção sexual, deveriam enviar uma foto para o e-mail &lt;span style="color: windowtext;"&gt;&lt;a href="mailto:projetoeusougay@gmail.com"&gt;projetoeusougay@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; com somente um dizer: EU SOU GAY (saiba mais clicando &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/04/sejamos-gays.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  O objetivo era, posteriormente, fazer um vídeo &lt;span style="color: black;"&gt;para ser divulgado no YouTube e por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e, principalmente, no monitor de várias pessoas mundo afora.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Imaginem vocês, meus leitores queridos e invisíveis, se eu ia ficar fora dessa! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ByTBfhP7NiM/To4HVZLPgeI/AAAAAAAACms/ah7vu0rWxlA/s1600/A+Jana+Tamb%25C3%25A9m+%25C3%25A9+Gay.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ByTBfhP7NiM/To4HVZLPgeI/AAAAAAAACms/ah7vu0rWxlA/s320/A+Jana+Tamb%25C3%25A9m+%25C3%25A9+Gay.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;CLARO QUE NÃO!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mandei minha foto e aguardei o resultado final, que, aliás, está bem aqui embaixo. Mas antes, permitam-me copiar e colar o que diz a postagem do &lt;a href="http://projetoeusougay.wordpress.com/"&gt;blogue oficial do projeto&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;strong&gt;"Sim, somos muitos universos. E a quem ainda não acredita que um mundo com mais respeito e paz é possível, essa é a resposta que vocês têm a dar":&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/mU3AFlThrdk/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mU3AFlThrdk&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/mU3AFlThrdk&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Vejam se não ficou de chorar, de tão bonito? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu amei para sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Felizmente o projeto recebeu tantas fotos, mas tantas fotos (mais de duas mil e quinhentas!) que infelizmente nem todas puderam aparecer no vídeo – o que incluiu a minha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Mas não há problema nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Me sinto muito, muito, muito feliz e honrada de ter podido participar de um projeto tão&amp;nbsp;incrível, tão sensacional, tão bacana, e sugiro a vocês que, apesar do vídeo já estar pronto, continuem a enviar suas fotos com&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;os dizeres EU SOU GAY. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Todas as fotos – e eu disse TODAS – serão postadas no &lt;a href="http://projetoeusougay.tumblr.com/"&gt;TUMBLR&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E se não for pedir demais, vocês bem que poderiam me ajudar, nos ajudar, a divulgar este vídeo tudo de bom por todos os lugares que existem no universo, né? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  É a nossa forma pacífica de protestar contra uma bestialidade descabida, sem nexo, que virou mexeu aparece nas páginas dos jornais e na tela da televisão&amp;nbsp;- quando não aparece bem embaixo das nossas fuças, da nossa casa, trabalho, do nosso portão -&amp;nbsp;sem que consigamos compreender qual é o motivo para tanto ódio, para tanta violência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  É o nosso jeito de dizer CHEGA!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Porque somos do amor e queremos PAZ!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E, sendo hetero (serei?), eu nunca pude imaginar que teria tanto orgulho de dizer que EU SOU GAY.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5149552982506360982?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5149552982506360982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5149552982506360982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/10/eu-sou-gay.html' title='EU SOU GAY!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ByTBfhP7NiM/To4HVZLPgeI/AAAAAAAACms/ah7vu0rWxlA/s72-c/A+Jana+Tamb%25C3%25A9m+%25C3%25A9+Gay.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5149068916637515268</id><published>2011-09-27T19:49:00.000+02:00</published><updated>2011-09-27T19:49:16.060+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>Meritocracia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Esta palavra esquisita, que aparece como título neste texto é, em minha opinião, a única saída para vivermos em um mundo melhor, mais justo e, porque não dizer, mais feliz e suportável também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Para quem não sabe, meritocracia vem do latim &lt;i&gt;mereo&lt;/i&gt;, que significa merecer. Trata-se de um sistema que considera o mérito a razão para se atingir determinada posição. Resumidamente quer dizer que, se você não faz por merecer, você não ganha. Ponto final. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Muita gente, naturalmente, é contra a meritocracia. Dizem que, numa sociedade desigual, é impossível aplicá-la sem cometer injustiças terríveis. Ora, argumentam, como um aluno sem condições de estudar pode, por exemplo, competir com outro, que teve acesso às melhores escolas e cursinhos, baseado apenas no seu mérito? As chances de um são, claramente, inferiores as do outro. Igualá-los baseado unicamente no mérito seria uma injustiça, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Muito pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  No caso do exemplo dado, sempre pensei que, em se tratando de educação, 50% do mérito está, sim, com a escola e com os professores (teoricamente melhores, em instituições privadas). Mas os outros 50%, sem dúvidas, estão com os alunos. Isto é: se o estudante quiser aprender, ele irá aprender, não importam as adversidades – basta, para isto, que se dedique. Basta que tenha seus méritos pessoais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu mesma estudei a vida inteira em colégio particular, fiz minha faculdade em uma universidade também particular, e sinceramente: meus professores, tanto do colégio quanto da faculdade sempre me pareceram mais perdidos do que cachorro em dia de mudança, e eu posso contar nos dedos aqueles que tinham, verdadeiramente, algo a ensinar. E destas salas de aulas pelas quais passei, despontaram alunos sensacionais, quase geniais (não, realmente não foi o meu caso), e alunos sofríveis (oi!), que possivelmente saíram sabendo menos do que quando entraram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Como se explica isso, se todos tiveram os mesmos professores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Através dos outros 50%, que dizem respeito aos alunos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Pode-se sair de colégios tradicionais e caríssimos alunos completamente abestalhados, e de escolas pobres e públicas estudantes altamente competentes, pois não há instituição capaz de suprir os 50% que dizem respeito, unicamente, a cada aluno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu até compreendo que aplicar a meritocracia integralmente, em um país com tantos problemas básicos seja, para dizer o mínimo, complicado. Mas trata-se de um dos poucos sistemas no qual eu acredito, o único que talvez colabore para que se aumente a qualidade, seja da educação, seja da saúde, seja da política, seja lá do que for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Mas vamos continuar na sala de aula. Imaginemos uma turma com 20 alunos, prontos para fazer uma prova. Nesta turma, alguns estudaram muito, outros estudaram pouco e outros simplesmente não estudaram. A professora aplica a prova, todos respondem as questões e, ao final, a docente avisa que a turma não terá notas individuais, e sim uma nota média entre todos os alunos. Somar-se-ão todas as notas, e dividir-se-á pelo número de estudantes. Qual o resultado? Os alunos que não estudaram e que iriam se dar mal de qualquer maneira, possivelmente não iriam reclamar. Mas e o que dizer daqueles que, sim, estudaram, se esforçaram, e agora terão a nota baseada na média da turma? É provável que, já na próxima prova, estes alunos estudiosos não o fizessem com tanto afinco, chegando até mesmo a deixar de estudar, já que não faz a menor diferença; já que seu mérito não será levado em consideração.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E o resultado final desta ‘igualdade’ será uma turma inteira com notas pífias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Agora imaginemos que não estamos em uma sala de aula, mas em um país. Que país será esse? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Há quem diga, ainda, que o mérito é algo difícil de medir. Afinal, quem decidiria quem tem e quem não tem mérito? Bem, eu acho esta questão muito simples, e depende apenas da área na qual o profissional em questão atue: é professor? Seu mérito pode ser medido pelas notas e pelo aprendizado de sua turma. É vendedor? Baseiam-se, então, nos números de sua venda. É pintor, médico, pedreiro, cozinheiro, arqueólogo? Tudo medido através da qualidade e dos frutos de seu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Não tem erro e fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Acontece que muita gente, principalmente aqueles alunos que não estudaram para a prova, teme a meritocracia. Afinal, sabem, seu mérito é ínfimo, e com uma avaliação baseada neste mesmo mérito, sem dúvidas sairão prejudicados. Porém o que devemos entender é que são justamente estes que empacam e não deixam andar para frente nenhum trabalho e nem nenhum país, porque não fazem a sua parte e nem o seu trabalho direito, e ainda por cima desmotivam aqueles que fazem - e que ganham o mesmo salário, ou as mesmas notas, de quem não faz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Na faculdade (particular, lembrem-se) que eu fiz, a meritocracia só não passava mais longe do que a qualidade do ensino. Aliás, posso dizer que se aplicava ao inverso: cansei de ver excelentes professores serem sumariamente demitidos porque não participavam da panelinha triste que era a direção de minha faculdade. Vi sair, sem maiores esclarecimentos, professores idolatrados pelos alunos porque tinham o que ensinar - e ensinavam. Enquanto outros, que mal entendiam a diferença entre dia e noite, permaneciam perpetuamente ensinando o que simplesmente não podiam ensinar – porque não sabiam sequer do que se tratava. Se fosse aplicado na UPF o sistema de meritocracia, ouso dizer que não sobraria uma viva alma no núcleo de professores da Faculdade de Artes e Comunicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Tem também quem pense que a meritocracia poderia gerar uma sociedade demasiado competitiva. No entanto, o que são os países de primeiro mundo, senão sociedades altamente competitivas? Ser competitivo não significa passar uns por cima dos outros e viver como abutres doidos por sangue. Significa apenas competir, tentar ser sempre o melhor, ganhar espaço,&amp;nbsp;superar seus concorrentes e a si mesmo. E quem ganha com isso? Todo mundo – menos aqueles que não possuem mérito algum. E se não possuem mérito algum, é simplesmente porque não querem; porque são preguiçosos, acomodados e, arrisco afirmar sem medo de errar: estúpidos também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu acredito na meritocracia, seja em se tratando de nação, seja em se tratando de pequeno núcleo familiar. Pois é justo que aqueles que fazem mais e melhor sejam reconhecidos por seu esforço e dedicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Além do mais - e me desculpem aqui os socialistas-comunistas-anti-capitalistas - eu não creio na igualdade social. Não que eu não gostaria que ela existisse; é óbvio que sim. Mas qualquer pessoa que pense por um minuto vai perceber que a igualdade plena é completamente utópica. Evidente que eu acredito que é possível acabar com a miséria, onde ainda vivem inacreditáveis bilhões de pessoas ao redor do mundo, mas igualar a todos, no mesmo patamar social, é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Se o mundo, o Brasil, nosso estado, nosso bairro, nosso emprego e nossa família adotassem a meritocracia como sistema vigente, ao contrário do que muitos pensam, seria mais difícil o acometimento de injustiças. E, vejam bem: a meritocracia não se abaliza através de quem é o melhor. Mas de quem merece. E esta diferença é muito importante de ser entendida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  O que me lembra outro exemplo, que gostaria de dar por ilustrar magistralmente esta questão: como alguns de vocês sabem, eu organizei duas coletâneas pela Editora Multifoco, a &lt;em&gt;Assassinos S/A Vol. I&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;II&lt;/em&gt;. Nesta ocasião, tive oportunidade de ler textos deveras sensacionais, de autores verdadeiramente promissores e talentosos. Porém – e sempre há um porém – tratavam-se, igualmente, de autores descompromissados, megalomaníacos, metidos a besta e, acima de tudo, chatos. Chatíssimos, chatésimos, super chatonildos. Em compensação, tive acesso a textos medianos, de autores também medianos, mas que, ao contrário, eram dedicados, compromissados, responsáveis. Quais eu escolhi? Optei pelos medianos em detrimento dos excepcionais. E aí alguns de vocês me dirão: mas isto não vai contra o que diz a meritocracia? Não deveriam ser os melhores a serem escolhidos? E eu lhes respondo: não. Porque, no caso do exemplo citado, o melhor escritor não é, apenas, aquele que escreve os melhores textos, do mesmo jeito que o bom médico não é aquele que detém os maiores conhecimentos sobre medicina. Imaginou um super médico, mas que não cumpre horário, não atende nos finais de semana, não é capaz de tratar seus pacientes com consideração e carinho? De que adianta ser um super médico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Meritocracia não é premiar, necessariamente, quem é melhor, mas quem é merecedor, e alguém só se torna merecedor se for esforçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu sei que tudo o que escrevi aqui não deixa de ser, também, um pouco utópico, e é complicado encontrar uma única solução que resolva todos os problemas que, atualmente e enquanto nação, enfrentamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Mas fico feliz que esta palavra tão estranha – meritocracia – já esteja começando a ser levantada, debatida, analisada. Talvez levemos mais 500 anos para conseguir encontrar o jeito certo de colocá-la em prática, de modo a não piorarmos o que já está ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Contudo, não me resta nenhuma dúvida de que, apenas valorizando o esforço e, conseqüentemente, o mérito de uma pessoa, é que poderemos fazer justiça, e ver nosso país realmente crescer e prosperar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Quem faz o que deve fazer, da melhor maneira que pode fazer, não precisa temer a meritocracia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Ela só é perigosa para quem sabe que ocupa uma posição e recebe um salário que simplesmente não condiz com aquilo que merece. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5149068916637515268?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5149068916637515268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5149068916637515268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/09/meritocracia.html' title='Meritocracia.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-4012806344787957560</id><published>2011-09-22T16:42:00.003+02:00</published><updated>2011-09-22T16:52:20.801+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><title type='text'>Café Espacial: TRI CAMPEÃ!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com muita alegria e satisfação (e um pouquinho de atraso, admito)&amp;nbsp;que o Blogue da Jana, o menor portal de opiniões da Internet, vem a público trazer uma estupenda novidade: a &lt;a href="http://www.cafeespacial.com/"&gt;Revista Café Espacial&lt;/a&gt;, da qual esta que vos escreve é humilde colaboradora, ganhou pela terceira vez consecutiva o &lt;a href="http://trofeu-hqmix.blogspot.com/"&gt;Troféu HQMix&lt;/a&gt; 2011 como &lt;i&gt;Melhor Publicação Independente de Grupo&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se, na verdade, do quinto Troféu conquistado pela revista, se considerarmos que a Café já levou o Troféu Bigorna (2008) e o Prêmio DB Artes (2009). Isto sem contar a formidável indicação, em 2011,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ao&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;38º Festival International de La Banda Dessinée de Angoulême &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;na categoria ‘alternative’ – com a revista Café Espacial e com o informativo Expresso Café Espacial.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yAI2F45PwlU/TntIGyPbp-I/AAAAAAAACmo/mEfzRvHXQpE/s1600/trofeu-2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-yAI2F45PwlU/TntIGyPbp-I/AAAAAAAACmo/mEfzRvHXQpE/s320/trofeu-2011.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a palavra, Sergio Chaves:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“É uma honra conquistar mais um Troféu HQMix. Agradecemos a todos os leitores e colaboradores que tornaram o projeto Café Espacial possível. Premiações como esta é mais do que ganhar um troféu; é ver seu trabalho reconhecido e valorizado, um incentivo a continuarmos a apresentar trabalhos cada vez melhores”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A estatueta deste ano, feita pelo artista plástico Olintho Tahara, é do personagem Geraldão, de Glauco, falecido em 2010.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lrU6UmYqq3k/TntHgZL7VQI/AAAAAAAACmk/7hMXGPB5cwg/s1600/geraldao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-lrU6UmYqq3k/TntHgZL7VQI/AAAAAAAACmk/7hMXGPB5cwg/s320/geraldao.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Amay!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais dizer? Que tenho sorte, muita sorte, de fazer parte de um projeto tão bacana, tão profissional, tão querido, tão, tão, mas tããão legal que chego a ficar emocionada. É sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rumo ao tetra, é claro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OBS: Para conferir os nomes dos premiados nas categorias deste ano &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-08_22_18_34-135059040-25"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-4012806344787957560?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4012806344787957560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4012806344787957560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/09/cafe-espacial-tri-campea.html' title='Café Espacial: TRI CAMPEÃ!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yAI2F45PwlU/TntIGyPbp-I/AAAAAAAACmo/mEfzRvHXQpE/s72-c/trofeu-2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7447855586017966294</id><published>2011-08-23T19:01:00.003+02:00</published><updated>2011-08-24T03:27:05.367+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>O meu vô Rudy.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sexta-feira, dia 19 de agosto de 2011, um cartaz apareceu colado nas ruas de Carazinho: era uma nota de falecimento. A nota de falecimento do meu avô. Estava escrito ali, Luiz Rudy Becker. Fiquei olhando para aquele pequeno anúncio, quase imperceptível no meio da correria frenética da cidade, e pensando, incrédula: que absurdo. O vô Rudy não pode ter morrido. Isso não faz sentido nenhum. Mas a nota de falecimento dizia, repetia, gritava: Luiz Rudy Becker.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu avô foi e sempre será um grande cara. Trabalhou como prefeito, vereador, professor, foi condecorado pelo exército e muitas outras referências importantes, e as pessoas que o conheceram costumam se referir a ele como um homem, acima de tudo, trabalhador e honesto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém o que todas essas pessoas não sabem é que, além de vereador, prefeito, professor, trabalhador e honesto, Luiz Rudy Becker foi meu avô. E digo mais: um grande avô. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um tipo que levou ao pé da letra a história de que os pais educam e os avós deseducam. Um homem que mimou a mim e aos meus três primos a um nível que ultrapassou infinitamente o tolerável. Eu lembro bem. Ele nos levava para comprar brinquedos e, depois, quando minha mãe e minha tia olhavam torto para ele (“não deveria dar presentes assim, fora de hora e sem motivo algum!”), ele fazia uma cara de vítima e dizia: eles me obrigaram, sou inocente. E ria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de prefeito e vereador, era Luiz Rudy Becker quem fazia uma pizza de salame abarrotada de cebola, que eu adorava e na qual me jogava sem medo de ser feliz. E comprava pacotes e mais pacotes de salgadinho, os deixando em cima do armário, a nossa disposição. No verão, sempre havia sorvete na geladeira, e ele comprava também as casquinhas porque, segundo ele, na casquinha o sorvete tinha mais sabor. Ir passar um final de semana na casa do vô era ir para o céu. Ninguém precisava de Disneylândia; éramos netos de Luiz Rudy Becker.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na páscoa, então? Era certeiro! Todo ano ele escondia as cestas de chocolates no mesmo e indefectível lugar: atrás da mesa, na sala de jantar. Eu e meu primo nem procurávamos. Íamos direto e lá estavam elas. “Mas pai, porque você não esconde em outro lugar?”, indagava minha mãe, minha tia, minha vó. “Mas pra que fazê-los sofrer, procurando a cesta?”. Era o que ele respondia. Luiz Rudy Becker era um homem que sabia das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem que, todos os dias, vinha me visitar logo depois do almoço, trazendo em suas mãos um monte de chocolates. Não havia dia em que faltasse. &lt;/div&gt;Ah, e como eu lembro dele rindo! &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em toda a imagem do vô que surge na minha cabeça, ele aparece rindo. E é por estas, e por muitas outras, que eu gostaria de dizer que, sim, meu avô Luiz Rudy Becker foi um grande político, um grande homem, trabalhador e honesto, prefeito, professor, vereador, mas foi, antes, um avô sensacional. Este, sem dúvida, o título mais importante que ele conquistou, dentre todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O&amp;nbsp;meu avô sabia surpreender através dos menores gestos. Um homem justo, lúcido e inteligente, que sempre preferiu dar a receber. De um coração gigante, de uma generosidade que parecia não ter mais fim. Alguém que, apesar de todos os problemas que o assolaram, especialmente em seus últimos anos de vida, jamais – e eu disse jamais – abriu a boca para reclamar. Muito, muito pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje percebo, com clareza, que apesar de eu ter crescido, me tornado adolescente, arrumado namorados, depois um marido, e por fim ter me tornado adulta, o vô Rudy nunca deixou de me trazer chocolates todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até sexta-feira, 19 de agosto de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda olhando aquela nota de falecimento ali, colada na minha frente, pude compreender algo de que não me esquecerei jamais: não era a toa que, na minha cabeça, era impossível meu avô morrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que eu tive a sorte de ter, muito além do homem público que todos conheciam e respeitavam, um Luiz Rudy Becker que, para mim, não era ninguém mais além do vô Rudy. E na minha vida, eu estarei sempre no banco de trás de seu corcel marrom, indo comprar um brinquedo, esperando ele chegar com os chocolates depois do almoço, procurando a cesta de páscoa, comendo salgadinhos e bombons e tomando sorvete na casquinha,&amp;nbsp;sentada no chão de sua sala. Ele me olhando e sorrindo feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vi meu avô ser tudo aquilo que dizem que ele é, e a lição de integridade e honestidade que ele deixa marcada em mim, não há como agradecer e muito menos apagar. Não há como morrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo agora é um lugar mais triste e menos vibrante sem Luiz Rudy Becker. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no meu mundo não existe nenhuma nota de falecimento. Eu o mantenho intacto, do jeito que ele sempre foi e&amp;nbsp;será para mim: o vô Rudy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele que só eu tive, e que comigo seguirá vivo e sorrindo, para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bpgTzGDl-UE/TlPWbvfpr2I/AAAAAAAACmg/KrdGwMSH08g/s1600/Foto0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-bpgTzGDl-UE/TlPWbvfpr2I/AAAAAAAACmg/KrdGwMSH08g/s320/Foto0001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7447855586017966294?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7447855586017966294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7447855586017966294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/08/o-meu-vo-rudy.html' title='O meu vô Rudy.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bpgTzGDl-UE/TlPWbvfpr2I/AAAAAAAACmg/KrdGwMSH08g/s72-c/Foto0001.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1783269218472615223</id><published>2011-08-11T16:25:00.001+02:00</published><updated>2011-08-11T16:36:13.763+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Mais um texto clichê para Amy Winehouse.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste texto que, tardiamente, escrevo para Amy Winehouse, eu poderia dizer muitas coisas, sendo que a maioria destas coisas já foi dita a exaustão: que Amy era um gigante da música contemporânea. Que cantava lindamente. Que tinha estilo, presença e muita originalidade. Que suas letras faziam mais sentido do que nossa vã filosofia poderia supor. Que era intensa e perturbadoramente verdadeira. Uma diva, em toda sua significação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, na minha cabeça, Amy, antes de ser tudo o que dizem que ela era - e ela era - era tão somente uma menina. Uma garotinha com planos, família, amores, fantasmas e vícios. Uma menina que amou até seu amor virar doença, e quando viu este amor terminar, achou que iria morrer junto com seu coração. Uma menina que, por saber que iria perder seu amor, manteve sempre uma garrafa por perto, e disse não, não, não para a reabilitação. Porque Amy não queria reabilitar-se; queria viver sua dor em sua plenitude, independente do quão politicamente incorreto isso podia parecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amy conheceu a fama cedo, e cedo viu o mundo inteiro curvar-se aos seus pés. Mas não soube como lidar com tudo isso, e sucumbiu a si mesma porque, lembrem-se: antes de tudo e por de trás do delineador marcado e do cabelo armado, Amy era só uma menina. Uma menina como eu, você, sua filha, amiga ou irmã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que verdadeiramente dói em toda a história de Amy Winehouse foi a maneira triste e vulgar, porém nada surpreendente, com que o mundo consumiu não sua música, mas sua degradação, seus papelões públicos, seu desequilíbrio e agonia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amy era, sim, a alegria de todos que amavam a boa música, mas era também motivo de festa e renda para paparazzos e tablóides sensacionalistas que, tal e qual urubus, espreitam a surdina, só esperando a hora em que seu alvo desfalecerá para, mesmo vivo, consumir-lhe o resto de vida que lhe sobrou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais angustiante desta história toda é ter a certeza de que, se existem paparazzos e tablóides sensacionalistas, é porque existe muita gente que, doentiamente, consome estas notícias com o mesmo prazer mórbido que sentimos quando vemos um inimigo cair. Mas Amy não era inimiga de ninguém, além dela mesma. E isto foi um prato mais do que cheio para que o mundo assistisse na primeira fila deste circo de horror, aplaudindo e comendo uma pipoquinha, sua peregrinação rumo à morte certa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amy se matou, é verdade, mas foi também assassinada. Tal e qual Lady Diana, a princesa de Gales, que foi perseguida por fotógrafos malucos que não sossegaram enquanto seu carro não espatifou-se em um túnel escuro. Antes de chamar a ambulância para tentar salvar-lhe a vida, consideraram mais prudente fazer algumas fotos. “Vão valer uma fortuna”, “Preciso comprar o leitinho das crianças”, “Cada um se vira como pode”, “Etc”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um jeito ou de outro, todos aqueles que consumiam mais o martírio de Amy do que sua boa música (e como é boa, meu Deus!), foram também co-autores deste crime que deixa órfãos todos aqueles que pouco se importavam se Amy bebia, batia ou caía: o que nós queríamos era vê-la cantando, brindando nossos ouvidos e corações com toda sua verdade que, de tão intensa, parecia doer na gente também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós só queríamos Amy viva e bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As fotos, resultado desta perseguição maquiavélica pela sua desgraça mais recente, estão aí para comprovar: Amy devastada, atirada nas calçadas, maquiagem borrada, pés ensangüentados, batendo em fãs e fotógrafos, caindo no palco, errando letras, seminua e aos prantos durante a madrugada. Imagino que as fotografias eram escolhidas a dedo: a mais degradante será publicada. Quanto pior melhor. Que se dane Amy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei. Ninguém a obrigou a usar drogas, nem a cair em calçadas ou andar seminua e aos prantos madrugada adentro. A diferença está em como sua tragédia pessoal foi tratada, sem nenhuma compaixão nem muito menos generosidade. Ninguém se preocupou em preservá-la, ninguém quis saber que muito ajuda quem não atrapalha. Ninguém pensou que Amy poderia ser sua irmã, sua filha, amiga ou namorada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ela poderia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amy estaria viva se a tivessem deixado em paz? Nunca saberemos. Só sabemos que sua morte, no último dia 23 de julho, foi a cereja do bolo para esta imprensa marrom e detestável, que deveria estar na cadeia carregando pedras de um lado para o outro ao invés de estar aí, vendendo revistas e jornais e enriquecendo cada dia mais. “Não fui eu quem criou o sistema”, se defenderão alguns. Mas são de pessoas como estas que este sistema pérfido se alimenta para continuar existindo, e se o mundo é um lixo, não precisamos ser lixo também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, nada disso importa agora. Amy morreu. Uma morte anunciada e, porque não dizer, aguardada também. O triste fim de uma menina que poderia ser eu, você, sua filha, amiga ou irmã, e que gerou milhões para gravadoras e muitos outros milhões para estes abutres sanguessugas. Quem se importa se Amy era filha, era amiga, era irmã? Ela era apenas e tão somente alguém capaz de fazer o dinheiro multiplicar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estarão eles satisfeitos agora? Ou já estarão procurando sua próxima vítima, aquela ou aquele que passará a ser o perseguido da vez, o gerador de polêmicas e descalabros que esta imprensa tanto adora e, mais do que isso, necessita para continuar existindo? Deverão, creio eu, estar bem chateados. Sua fonte de níqueis secou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amy sai de sua história triste para entrar para o hall dos grandes que, tão cedo, nos abandonaram. Deixou a vida tal e qual a levou: solitária e entorpecida, assombrada por todos os demônios que a habitavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que agora, longe dos holofotes e das câmeras indiscretas, possa Amy encontrar e usufruir daquilo que tanto lhe fez falta nesta vida curta e intensa que levou: a paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durma com os anjos, Amy. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pesadelo, pelo jeito, chegou ao fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rnw8gNnpMx4/TkPj3zJNkNI/AAAAAAAACmM/KrcovEahFD8/s1600/amy-winwhouse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-rnw8gNnpMx4/TkPj3zJNkNI/AAAAAAAACmM/KrcovEahFD8/s320/amy-winwhouse.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1783269218472615223?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1783269218472615223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1783269218472615223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/08/mais-um-texto-cliche-para-amy-winehouse.html' title='Mais um texto clichê para Amy Winehouse.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rnw8gNnpMx4/TkPj3zJNkNI/AAAAAAAACmM/KrcovEahFD8/s72-c/amy-winwhouse.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-8492866869529265922</id><published>2011-07-19T23:11:00.001+02:00</published><updated>2011-07-19T23:17:31.030+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colorada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>A Árvore do Infortúnio, O Futebol &amp; A Vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Já escrevi aqui uma vez, mas me repetirei apenas para ilustrar esta introdução: certa ocasião me perguntaram por que diabos eu gostava tanto de futebol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Afinal, Janaína, qual o sentido de ver 22 homens suados correndo atrás de uma bola durante 90 minutos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu respondi que era porque, na minha cabeça, o futebol e a vida tinham muitas coisas em comum. E como eu gosto da vida, natural que&amp;nbsp;eu&amp;nbsp;goste também do futebol. E disse mais: que se o futebol não fazia sentido, o que dizer então da vida? Pelo menos no futebol há um objetivo, que é fazer gol, já a vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém sabe direito qual a razão de ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, quanto mais o tempo passa, e mais coisas acontecem em nossas vidas, e mais reviravoltas dá o futebol, mais eu percebo o quanto fui sensata quando, certa vez, comparei um com o outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explico-me: há menos de um mês, Renato Gaúcho, ídolo e então técnico gremista, foi demitido (ou se demitiu, pouco importa) porque, segundo deu a entender a direção, era sua culpa, sua máxima culpa, os maus resultados do Grêmio. Achei um absurdo, mas, enquanto colorada, fiquei muito satisfeita, já que considero Renato Gaúcho não somente um baita técnico, mas um verdadeiro santo milagreiro – já que ele fez coisas pelo Grêmio que Deus está tentando entender até agora. E, acreditem: vocês não sabem o quanto eu odeio dizer isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois ontem foi a vez do Internacional ver o seu ídolo, Falcão, se despedir do comando técnico do Clube. Foi demitido, junto com Roberto Siegmann, nosso vice de futebol, por causa dos últimos resultados do Inter que, depois de ganhar por três vezes consecutivas, perdeu pelas mesmas três vezes consecutivas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Grêmio estava mal por causa do Renato e o Inter estava mal por causa do Falcão. &lt;em&gt;The End&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo muito simples. Tudo simples até demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, é importante frisar: quem faz uma instituição de futebol? Quem faz o Inter, quem faz o Grêmio? Com certeza não é única e exclusivamente seus técnicos, tendo em vista que compõe um clube de futebol jogadores, auxiliares técnicos, preparadores físicos, direção e mais uma galera. E, tendo tanta gente envolvida neste imbróglio futebolístico, parece razoável mandar uma única pessoa embora e crer piamente que todos os problemas acabaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Óbvio que não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No futebol, tal e qual na vida, as pessoas cometem o erro mais elementar que qualquer ser que respire e ande sobre esta terra é capaz de cometer: aparar os ramos da árvore que produz o mal, ao invés de arrancá-la pela raiz e ainda cavoucar bem com a enxada, que é para garantir. Varrer os problemas para debaixo do tapete ao invés de entrar com rodo e balde e fazer uma faxina geral na casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso os problemas (os nossos, os de nossos times e os de todo o universo) nunca terminam: eles são, somente, resolvidos provisoriamente. Até que os ramos novamente cresçam e floresçam, até que não haja mais lugar para tanta poeira embaixo do tapete. Então o mal volta a nos assombrar e lá vamos nós podar os ramos, varrer a poeira e demitir os técnicos, num ciclo eterno e inútil que só cansa nossa beleza e acaba com a jovialidade da nossa pele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal é, e sempre será, muito mais fácil e simplório arrancar alguns ramos desta árvore pérfida do que ter todo o trabalho de removê-la em sua raiz. É mais cômodo e menos trabalhoso esconder a sujeira do que limpá-la de verdade com água sanitária e Veja Limpeza Pesada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece-me evidente que tanto Inter quanto Grêmio vivem uma crise. Mas uma crise interna. A atuação dos jogadores em campo apenas reflete uma situação que se desenrola nos bastidores do futebol – aquele lugar onde nós, as crianças, não podemos brincar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O time está ruim? Está. Então, ao invés de trocar o técnico, quem sabe se troca a direção, que geralmente é a mãe e a mantenedora de todos os problemas. Quem sabe se contrata jogadores, já que não existe técnico neste mundo capaz de tornar vencedor um time de pernas de paus e jogadores desmotivados. Quem sabe se inicia todo um novo processo de regeneração do Clube, que passa desde as finanças até sua organização estrutural enquanto instituição. Quem sabe elimina-se a politicagem e a corrupção, que sem dúvidas não assola somente nosso congresso; assola também o nosso futebol (beijo Ricardo Teixeira!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Citei aqui Inter e Grêmio, mas qual time brasileiro não tem a mania de, ao menor problema, bastando engrenar duas ou três derrotas, ao invés de fazer uma auto-avaliação e encontrar a raiz do problema (ou da árvore), não acha mais fácil simplesmente trocar o técnico e pronto, fim, oba, tudo certo? Veja o caso do São Paulo: na estréia do Campeonato Brasileiro, se tornou o primeiro clube a vencer cinco partidas seguidas na história dos pontos corridos. Todo mundo feliz e alegre abrindo um champagne. Paulo César Carpegiani era o técnico mais sábio e extraordinário do sistema solar. Perdeu, em seguida, dois ou três jogos e Carpegiani foi rebaixado de super-técnico a culpado-maior por todos os problemas da vida do São Paulo. Terminou mandado embora abaixo de vaias e ovos podres. OI?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil é mais fácil o Sarney ir para a cadeia do que um técnico de futebol permanecer no mesmo clube por mais de um ano. Se ficar dois, é recorde digno de Guinness Book. Já na Europa, onde, além dos países, o futebol também é de primeiro mundo, técnicos chegam a passar mais de duas décadas atuando no mesmo time. Eu disse duas décadas! E estou falando de times do porte do Manchester United. Digam-me, caros leitores: vai dizer que, em 25 anos, o Manchester United nunca, nunquinha, nem uma única vez passou por crises, dificuldades, nunca perdeu um jogo ou um título? Evidente que sim. Mas lá, ao invés de todo mundo ficar histérico, dar gritinhos, bater o pé no chão e partir para a politicagem vulgar e barata de ‘dar uma satisfação aos torcedores’, eles param, pensam, identificam o erro (que, na maioria das vezes, não está no treinador) e resolvem. Cortam a raiz do mal. Batem o tapete na calçada e passam cera no chão. E aí sim os torcedores ficam felizes e satisfeitos: porque sabem que seu time está sendo comandado visando o bem geral, com soluções não somente a curto prazo, mas a médio e longo prazo também. Talvez por isso, Manchester United tenha doze títulos da Premier League, e seja, desde 1889, o maior campeão do Campeonato Inglês. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falcão sequer teve tempo hábil para organizar o time – afinal, o que se faz em termos de organização em 99 dias? Eu não consigo organizar meu guarda-roupa em 99 dias! Mas nosso excelentíssimo presidente Giovani achou por bem mandá-lo embora, fazer um barulho danado e dar a impressão de que está trabalhando arduamente. E agora deve estar todo contente em sua sala, com aquela sua cara de quem comeu e não gostou, sentindo-se muito orgulhoso da sua decisão e afirmando para si mesmo que 'os torcedores não sabem nada do seu clube, agem somente pela emoção'. Lá está ele acreditando que acabou com todo o mal enquanto a árvore do infortúnio já se prepara para fazer nascerem novos ramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me se alguém o avisou que o Internacional, em poucos dias, estará na Alemanha, disputando a Copa Audi ao lado de ninguém mais ninguém menos que Barcelona, Milan e Bayern de Munique. E vai de que jeito, Senhor Doutor Presidente? Inseguro, atrapalhado, pisando em ovos. OREMOS, em Caps Lock.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demitir Falcão e Renato Gaúcho foi, sim, uma estupidez imensa. Uma precipitação. Um descalabro. O Ó. Porque se Falcão e Renato deixaram o comando de seus times, a direção continua lá, os jogadores ruins e desmotivados continuam lá, a corrupção e as dívidas continuam lá, até o Ricardo Teixeira continua lá. Resumindo: a raiz do mal continua lá. E irá continuar se refletindo nos frutos desta árvore, que continuarão a germinar sem sabor, azedos, feios e estragados. Resultado este que aparecerá dentro dos campos e que acabará em uma dor de barriga abissal em nossos corações (e estômagos) de torcedores apaixonados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque somos nós, os torcedores apaixonados, que teremos de comer desta fruta perniciosa, que teremos de engoli-la e digeri-la, custe o que custar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é como disse Falcão: “O Inter é maior do que qualquer pessoa. E certamente, no momento certo, terão pessoas com a grandeza do Internacional para dirigi-lo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nós, torcedores, continuaremos bem aqui, comprando camisetas e DVDs, pagando nossa mensalidade de sócio em dia e acendendo velas para Santo Expedito, aquele das causas impossíveis, apenas aguardando o dia em que isso irá, finalmente, acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-97YJ0zJtdrI/TiXnDTclMqI/AAAAAAAAClw/jDImBb8yO3w/s1600/falcao-vip470.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-97YJ0zJtdrI/TiXnDTclMqI/AAAAAAAAClw/jDImBb8yO3w/s320/falcao-vip470.jpg" width="241px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Obrigada, e até a próxima, Falcão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E que a próxima esteja mais próxima do que possamos imaginar em nossos sonhos mais queridos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-8492866869529265922?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8492866869529265922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8492866869529265922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/07/arvore-do-infortunio-o-futebol-vida.html' title='A Árvore do Infortúnio, O Futebol &amp; A Vida'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-97YJ0zJtdrI/TiXnDTclMqI/AAAAAAAAClw/jDImBb8yO3w/s72-c/falcao-vip470.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-8611663487321814925</id><published>2011-06-12T16:04:00.003+02:00</published><updated>2011-06-12T16:06:33.652+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenho'/><title type='text'>Um Quadro para a Chelle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Lembram que eu disse que estava fazendo um quadro para uma amiga querida, que é psicóloga e se chama Chelle, colocar em sua sala de atendimento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não lembram? Tudo bem, memória fraca é uma benção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o&amp;nbsp;fato é que, depois de muita enrolação, dor nas costas, calos bizarros&amp;nbsp;e tendinites mil, eis que o quadro finalmente ficou pronto, ó:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6fE7CxBwP8E/TfTF-SuEDwI/AAAAAAAACls/lqjvbUL_Zpc/s1600/QuadrodaChelle2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://3.bp.blogspot.com/-6fE7CxBwP8E/TfTF-SuEDwI/AAAAAAAACls/lqjvbUL_Zpc/s320/QuadrodaChelle2.jpg" t8="true" width="257px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O tamanho? 100cm x 90cm - O preço? R$850 - Você quer um? Beijo, me liga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Ok. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A foto ficou BEM tremida, mas dêem-me um desconto, tendo em vista que nestas alturas do campeonato eu já havia ingerido 3 garrafas de cerveja e precisei subir em uma cadeira nada segura para fotografar o quadro de cima, já que ele é abissalmente grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quadro foi feito todo com canetinhas. Sim, canetinhas, aquelas de 24/36 cores da Faber-Castell que você compra para seu afilhado rabiscar no papel e parar de te encher o saco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um trabalho que eu adoro, que me distrai, mas que acaba com meus ligamentos musculares, por isso preciso ter cautela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ficou maneiro, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então tá. Feliz dia dos namorados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-8611663487321814925?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8611663487321814925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8611663487321814925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/06/um-quadro-para-chelle.html' title='Um Quadro para a Chelle'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6fE7CxBwP8E/TfTF-SuEDwI/AAAAAAAACls/lqjvbUL_Zpc/s72-c/QuadrodaChelle2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-3913295597511287219</id><published>2011-05-31T19:23:00.003+02:00</published><updated>2011-06-01T13:01:52.361+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Movido apenas por...?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li uma entrevista com o mega empresário Marcelo de Carvalho, que além de mega empresário é um dos donos da RedeTV!, apresentador &amp;amp; padrasto de um dos filhos do Mick Jagger. Isto não importa. O que importa é que, nesta entrevista, concedida à revista Playboy, Marcelo conta sua trajetória empreendedora e etc, e mostra porque de rapaz classe-média se tornou um mega empresário mega rico apresentador do mega senha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá pelas tantas, perguntado pela repórter se venderia sua parte na RedeTV!, Marcelo respondeu que não tinha planos, mas que, se alguém fizesse uma proposta, ele ouviria e, sendo boa, venderia sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei lá, eu fiquei meio chocada. Talvez porque seja eu uma pessoa que, de fato, desenvolve laços fortíssimos com tudo com o qual me envolvo, e o trabalho faz parte deste tudo. Se eu fosse dona de metade de uma emissora de TV, certamente teria por esta&amp;nbsp;metade um carinho tão profundo, tão especial, que me impediria de vendê-la,&amp;nbsp;não importando a quantia oferecida. Se eu fosse dona de metade de uma emissora de TV, seria porque amaria aquilo, e sem aquilo não poderia viver sem morrer de tédio; logo, nenhum dinheiro do mundo pagaria esta satisfação que tal trabalho me daria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, vejam bem: eu sou uma sonhadora, besta e ingênua, e não estou me colocando contra o posicionamento (bem-sucedido, diga-se passagem) de Marcelo de Carvalho. Muito, muito, muitíssimo pelo contrário. Marcelo é um investidor e, como todo bom investidor, está em busca de dinheiro. Ele é dono de uma parte da RedeTV!, mas não é apegado a isto. Não desenvolveu laços fortíssimos e profundos com este empreendimento porque tal atitude o impediria de lucrar mais – e ele somente o mantém por causa dos lucros. Natural então que, se alguém lhe oferecer mais lucros para que ele o venda, ele o venderá, ora, porque não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por mais que isto soe um pouco agressivo e politicamente incorreto para nossa sociedade romanesca e idealista, esta é a realidade. É atrás de dinheiro que Marcelo de Carvalho está, e é atrás de dinheiro que está a maioria de nós, e não tem nada de errado nisto num mundo onde você paga caro até para abrir a janela e deixar o sol entrar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, foi depois de ler esta parte de sua&amp;nbsp;entrevista que antevi meu pior defeito, meu grande erro, meu equívoco capital, que pelos mais românticos pode ser tomado por qualidade: eu não sou movida única e exclusivamente por dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que eu preciso dele, assim como todo mundo precisa, e trabalho porque quero ter recompensas, e entre estas recompensas está ganhar dinheiro e viver confortavelmente. Mas espero outras recompensas também, e é aqui que reside o mal maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso sentir satisfação no que faço. E encontrar algum sentido nisso. Preciso desenvolver com o meu trabalho uma relação maior que simplesmente financeira: preciso amá-lo, senão não dá. Não posso passar oito horas por dia - ou mais - desempenhando uma atividade que nada me diz nem me faz algum sentido. Considero de fundamental importância acreditar no que se faz, independente se você corta lenha, pinta muros, é ator em Hollywood, trabalha em Wall Street, vende seguros de vida ou herbalife. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto, convenhamos, limita um bocado o meu leque de opções e, pior:&amp;nbsp;o leque de opções lucrativas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que explica o fato de, aos 26 anos, eu não ter um metro quadrado de chão onde cair morta, nem um mísero salariozinho mínimo a receber ao final de cada 30 dias. Quando penso no que posso fazer para ganhar um dinheiro e manter minha dignidade, mil idéias me vêm à cabeça, mas mais da metade delas eu descarto porque elas não me movem, não me excitam, não fazem sentido nenhum para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcelo, com 14 ou 18 anos, não importa, passou a exportar calcinhas e badulaques para o Uruguai, e foi ali que iniciou seu império. Eu, com 14 ou 18 anos, queria era fumar cigarros escondida das professoras no banheiro do colégio, namorar e ser uma escritora de sucesso mundialmente conhecida, tipo o Paulo Coelho, haha. É sério. Não pensava em ganhar dinheiro; pensava em sentir prazer, em fazer o que eu gostava. O mesmo aconteceu quando entrei pra faculdade. Não fui atrás de nenhum curso cujo mercado de trabalho se mostrasse promissor. Não! Fui atrás de um no qual eu pudesse escrever e desenhar, duas coisas que sempre me entusiasmaram de verdade. Deu publicidade na cabeça. Estudei e me formei, depois de cinco anos e muitos mil reais investidos numa faculdade que jamais, e eu disse JAMAIS, me deu algum retorno financeiro. Me deu outros retornos, é verdade, como grandes amigos, memoráveis festas, lembranças sensacionais e boas histórias para contar. Mas nada disso, meus amigos, paga o meu aluguel que, aliás, já está para vencer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior é que hoje, quando penso sobre tudo isso e o remorso por ter feito escolhas, no mínimo, equivocadas, chega chegando, paro e vejo que, se&amp;nbsp;pudesse voltar&amp;nbsp;atrás, faria tudo igualzinho novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que só comprova minha burrice, pois é o que são aqueles que persistem no erro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é que eu não poderia, não conseguiria, não quereria e não teria a menor chance de fazer, por exemplo, uma faculdade de engenharia civil só porque o mercado de trabalho promete. Nem poderia exportar calcinhas para o Uruguai, mesmo que isso enchesse meus fadados e ocos bolsos de dinheiro, porque não faria nenhum sentido para mim exportar calcinhas para o Uruguai. Não sou uma investidora, sou uma apaixonada. E isto, caros e caras, é uma merda, ao contrário do que podem imaginar os poetinhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem os bem sucedidos que, para se ter sucesso na vida, é preciso, antes de tudo, fazer o que se gosta. Quem trabalha por obrigação jamais terá algum sucesso, muito menos algum dinheiro, e muito menos ainda alguma realização pessoal. E eu acredito piamente nisso. O problema é quando a maioria das coisas que você gosta de fazer pagam salários de fome – quando pagam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma música do Reynaldo Bessa e do Zé Rodrix, cantada lindamente pelo Ira!, que diz: &lt;em&gt;movido apenas por amor vou em frente&lt;/em&gt;. E eu poderia, tranquilamente, tatuar esta frase no meu braço, bem ao lado daquela que diz &lt;em&gt;cada um de nós é um universo&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ser movido por amor, meus queridos leitores imaginários, só é bonito na literatura, na novela, no cinema, no teatro, ou quando acontece com os outros - especialmente quando os outros são herdeiros de milhares de milhões - o que definitivamente não é o meu caso e, provavelmente, nem o seu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas e aí? O que fazer? Se sujeitar a um trabalho medíocre (conceito absolutamente pessoal, entendam) e ganhar uma graninha amiga, ou fazer o que se ama e morrer de fome?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segredo é o MEIO-TERMO. Tudo em maiúsculo, porque é o meio-termo o segredo do universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um dia em que eu acordei, sentei na cama e pensei: preciso ganhar dinheiro gente! E para isso, preciso parar de escrever ou, ao menos, diminuir o ritmo, para utilizar uma parte deste tempo para me dedicar a alguma tarefa que me pague bem. Ou que só me pague, coisa que a literatura nunca fez. Afinal, devemos trabalhar por amor, sim, mas lembrando que o locatário do seu apartamento não recebe o aluguel em amores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, passei um longo tempo matutando arduamente sobre o que eu gostava e poderia fazer e que me daria um dinheiro. Parece simples, mas não é. E após pensar até cozinhar meus miolos cheguei a algumas conclusões, e estou me dedicando a isto agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, apesar da minha escolha ser referente a algo que eu gosto, que me dá prazer e faz, para mim, algum sentido, ainda tenho certeza absoluta de que nunca reunirei sob meu comando um grande patrimônio. Nunca serei rica, nunca serei um exemplo de mulher-moderna-bem-sucedida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque movida apenas por amor vou em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é sempre apenas por amor que eu reduzo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer saber? Não importa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Importa é que faça algum sentido me dedicar a uma única coisa durante oito horas por dia&amp;nbsp;- ou mais - todos os dias da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda assim, Marcelo de Carvalho: TE INVEJO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quero ser como você na próxima encarnação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque nessa, já era.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: white; font-size: xx-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5NZVq_QhDg8/TeUd5YtzvOI/AAAAAAAAClo/VJPf_ckgFQE/s1600/marcelo_carvalho_redetv.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" src="http://2.bp.blogspot.com/-5NZVq_QhDg8/TeUd5YtzvOI/AAAAAAAAClo/VJPf_ckgFQE/s320/marcelo_carvalho_redetv.jpg" t8="true" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;BEIJO!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-3913295597511287219?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3913295597511287219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3913295597511287219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/05/movido-apenas-por.html' title='Movido apenas por...?'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5NZVq_QhDg8/TeUd5YtzvOI/AAAAAAAAClo/VJPf_ckgFQE/s72-c/marcelo_carvalho_redetv.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-6284929394723391112</id><published>2011-05-21T19:25:00.001+02:00</published><updated>2011-08-18T04:23:03.722+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Atencão moças de Passo Fundo &amp; região.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oioioi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando para deixar uma dica bacanérrima para as belas meninas de Passo Fundo – ou aquelas que puderem se deslocar até lá numa quarta-feira à tardinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que assim ó: como quem passa pelo Blogue da Jana já está careca de saber, estou fazendo um curso de maquiagem no &lt;a href="http://www.institutoembelleze.com/"&gt;Instituto Embelleze&lt;/a&gt;. E como a maquiagem, assim como quase tudo nessa vida, é mais prática do que teoria, estamos precisando &lt;strike&gt;desesperadamente&lt;/strike&gt; de modelos dispostas a entregar seus lindos rostinhos para nossos pincéis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, girls, você não ganharão dinheiro com isso, mas vejam pelo lado positivo: tampouco precisarão pagar, iés.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então se você está interessada em ganhar uma maquiagem de graça (o que é de graça nesse mundo hoje em dia hã? HÃ?), basta que me mande um e-mail através do &lt;a href="mailto:3am.jana@gmail.com"&gt;3am.jana@gmail.com&lt;/a&gt; ou &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt; dizendo que sim, gostaria, e compareça no Instituto Embelleze, que fica na rua XV de Novembro, 777 – sobreloja, numa quarta-feira, que pode ser a próxima, ou a próxima, ou qualquer próxima quarta-feira até o início de agosto, que é quando o curso termina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrando que estaremos por lá todas as quartas, entre 18:30 e 22:30.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se joga, gata, e não perde essa oportunidade não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aguardo seus e-mails em minha caixa de entrada, combinado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;BEIJA.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-6284929394723391112?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6284929394723391112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6284929394723391112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/05/atencao-mocas-de-passo-fundo-regiao.html' title='Atencão moças de Passo Fundo &amp; região.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7080614166992459900</id><published>2011-04-19T05:30:00.002+02:00</published><updated>2011-05-31T19:28:29.768+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Sejamos gays.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Texto retirado do blog &lt;a href="http://projetoeusougay.wordpress.com/"&gt;#EuSouGay&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Acreditem: vale cada segundo de leitura.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Observação: os negritos são meus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro, que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque &lt;strong&gt;estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. &lt;strong&gt;Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero então compartilhar essa ideia com todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sejamos gays.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Enviar essa foto para o mail &lt;a href="mailto:projetoeusougay@gmail.com"&gt;projetoeusougay@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) E só. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem&amp;nbsp;que será&amp;nbsp;divulgada no You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas&amp;nbsp;premiados como&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5673"&gt;Café com Leite&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI"&gt;Eu Não Quero Voltar Sozinho&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diria uma canção de ninar da banda Belle &amp;amp; Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar.&amp;nbsp;Acordar Adriele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3qzgvSqOTbY/Taz-rpcQJuI/AAAAAAAACk8/OUqgG-eH0aE/s1600/Projeto+EuSouGay.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-3qzgvSqOTbY/Taz-rpcQJuI/AAAAAAAACk8/OUqgG-eH0aE/s320/Projeto+EuSouGay.jpg" width="240px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vai dizer que tu não é?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7080614166992459900?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7080614166992459900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7080614166992459900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/04/sejamos-gays.html' title='Sejamos gays.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3qzgvSqOTbY/Taz-rpcQJuI/AAAAAAAACk8/OUqgG-eH0aE/s72-c/Projeto+EuSouGay.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-154270048964010154</id><published>2011-04-13T20:40:00.005+02:00</published><updated>2011-06-01T13:16:10.301+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Bolsonaro, Tas e os Cães que Ladram.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿A história foi assim: o deputado federal Jair Bolsonaro participou de um quadro do programa CQC, da Rede Bandeirantes, chamado &lt;em&gt;O Povo Quer Saber&lt;/em&gt;, onde respondia a perguntas feitas por diferentes pessoas, de diferentes lugares e sobre os mais variados assuntos. Nesta pequena entrevista, nosso excelentíssimo deputado fez o que todos esperavam que ele fizesse: repetiu seu discurso preconceituoso sobre negros e gays sem tirar nem pôr. Sim, porque Bolsonaro nunca disse absolutamente nada de diferente do que falou no CQC. Seu histórico racista e homofóbico data dos primórdios de sua candidatura, e mesmo assim ele está em seu sexto mandato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É. SEXTO. Durmam com um barulho desses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que eu não havia visto o CQC neste dia, mas passei a semana inteira ouvindo falar sobre o assunto, que repercutiu estrondosamente. O programa seguinte eu estava assistindo, e naturalmente o tema foi abordado mais uma vez, até porque o episódio, que tanto pano deu pra manga, aconteceu justamente ali. Os CQCs entrevistaram pessoas, políticos e, claro, o próprio Bolsonaro, que não retirou nada do que disse, mas puxou do bolso uma foto de um sujeito que, segundo ele, é seu cunhado – além de mulato – e pronunciou: vejam, ele é negro, é meu cunhado e eu o amo. Ok. Não foi exatamente isso, mas era por aí. Quando voltou ao estúdio, Marcelo Tas também puxou de baixo de sua bancada uma foto de sua filha Luiza, de 22 anos, que estuda nos Estados Unidos, possui excelentes credenciais e é gay. Marcelo afirmou que sente muito orgulho dela, e terminou o CQC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu achei aquilo bem bacana da parte do Tas, e até comentei o acontecido com a minha mãe. &lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JNuap3h8XUE/TaXnmzaRy5I/AAAAAAAACks/G63DzSr3ZuA/s1600/Tas+e+sua+filha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="216px" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-JNuap3h8XUE/TaXnmzaRy5I/AAAAAAAACks/G63DzSr3ZuA/s320/Tas+e+sua+filha.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Luiza e Tas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿﻿No entanto, durante a semana, ouvi comentários de alguns chatonildos sobre o que consideravam a ‘atitude mesquinha’ de Marcelo Tas. Disseram que mostrar a imagem de sua filha e dizer que ela é gay e que tem orgulho dela e iabadabadú foi ‘apelativo e desnecessário’. Aparentemente, algumas pessoas acharam que Tas insinuou que ‘APESAR DE’ gay, ele se orgulhava de sua filha – logo, foi preconceituoso também. E mais: que nem deveria ter dado espaço em seu programa para xiitas malucos da categoria de Bolsonaro, pois isso apenas insuflava e dava eco aos cidadãos que não somente pensam como Bolsonaro, como também votam nele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma frase que muito li e ouvi por parte destas pessoas foi a proferida certa vez por Millôr Fernandes: “Não se amplifica a voz dos imbecis”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem. Eu não acredito em nada disso, e considero o conceito de imbecil tremendamente relativo, já que aquilo que é imbecil para mim pode não ser para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas acredito, sim, que somos todos iguais, não somente perante a lei, mas perante qualquer situação. Nossa constituição diz exatamente a mesma coisa. No entanto, apesar disso, muita gente, muita gente mesmo, pensa diferente de mim, de ti e da constituição, e acredita piamente que algumas pessoas, por serem gay, negras ou jogadoras de rúgbi, são diferentes, e mais: são inferiores também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;É um absurdo, eu sei, mas o mundo está cheio de militantes hitleristas disfarçados sob as mais variadas formas – e é exatamente aqui que reside o problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É consenso que ninguém tem o direito de atentar violentamente contra quem quer que seja. Contudo, a mesma lei que pune crimes como homofobia e preconceito, garante o direito a liberdade de expressão de qualquer cidadão, independente de suas crenças e opiniões, e isto se chama DEMOCRACIA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Como disse o economista americano - e negro - Walter Willians, em entrevista que tive oportunidade de ler recentemente, “o verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso significa que, por mais que eu, você e nossos amigos acreditemos na igualdade, e achemos o preconceito de qualquer espécie tão absurdo que chega aos limites do inacreditável, nem todo mundo concorda conosco. E da mesma maneira que temos o direito garantido por lei de acreditar que somos todos iguais, outros possuem o mesmo direito, garantido pela mesma lei, de achar que não, que não somos todos iguais.&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XzYWENC33xc/TaXuq6w75II/AAAAAAAACk4/KLsr7AQaK34/s1600/Jair-Bolsonaro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-XzYWENC33xc/TaXuq6w75II/AAAAAAAACk4/KLsr7AQaK34/s1600/Jair-Bolsonaro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Bolsonaro&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿Preconceito, homofobia e racismo são assuntos que precisam ser levantados e debatidos à exaustão, bem como, por exemplo, aborto e legalização de drogas. A discussão destes temas, por mais inútil e desagradável que nos pareça, necessita acontecer com a seriedade e a atenção devida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O CQC, quando trouxe Bolsonaro para uma entrevista, sabia o que Bolsonaro pensava. E o objetivo era justamente este. Colocar um homem que ocupa um cargo representativo em nossa sociedade na frente dos holofotes, e apresentar a quem pudesse interessar tudo o que ele pensa, tudo no que ele acredita. E, sendo ele representante de uma parcela da população brasileira (repito: ele está em seu sexto mandato), expor o que boa parte dos brasileiros também pensa, também acredita. Pois, podem crer os politizadões: a maioria das pessoas sequer sabia que o Bolsonaro existia. Trazendo o Bolsonaro para a TV aberta, em um programa assistido por milhares de jovens (muitos, apesar da pouca idade, já bastante preconceituosos), o CQC, além de apresentar para a maioria da população brasileira o excelentíssimo deputado e suas excelentíssimas opiniões, trouxe também à tona o assunto preconceito &amp;amp; homofobia. A prova foi a semana que procedeu a fadada entrevista, onde todo mundo se debruçou sobre este assunto que, inacreditavelmente e em pleno século 21, ainda é tabu. Pode não ser para mim, pode não ser para você nem seus amigos; mas o é para mais gente do que sua vã filosofia pode supor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de suma importância que entendamos que o problema é bem maior do que parece, ou do que nos é confortável acreditar. E quando arrancamos um assunto deste porte do fundo do baú e nos propomos a falar sobre ele, encara-lo de frente, nem que seja na marra, alguma coisa começa a se modificar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso é saudável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente falando sem medo sobre um tabu é que poderemos quebrá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tas mostrou a foto de sua filha para nada, além de dizer para um país preconceituoso, porém enrustido, que ele tem uma filha homossexual e não somente caga para isso como se orgulha dela pela pessoa que ela é. E Tas, independente do que você pense sobre ele, é um homem conhecido, respeitado e solicitado, ídolo de algumas milhares de pessoas que o vêem como exemplo, que o admiram, que assinam embaixo de tudo o que ele escreve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acham pouco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois saibam que existem mais pais e mães escondendo até mesmo de si próprios que o filho é gay do que andorinhas no verão. Logo, não seria corajoso assumir isto assim, ao vivo, publicamente, nacionalmente e, mais importante do que tudo: tranquilamente? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acho que é. E digo mais: tenho certeza absoluta que mais da metade destes cães que agora ladram contra a atitude de Tas não teriam a mesma coragem que ele teve, caso estivessem em seu lugar, ocupando a sua posição.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-size: xx-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XQR8eIWKG0E/TaXnqUwExSI/AAAAAAAACk0/80-KoYmC63g/s1600/C%25C3%25A3o+latindo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-XQR8eIWKG0E/TaXnqUwExSI/AAAAAAAACk0/80-KoYmC63g/s1600/C%25C3%25A3o+latindo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cão latindo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Lógico que isso devia ser comum, e dizer em rede nacional que sua filha é gay deveria ser tão sem sentido quanto dizer que sua filha é, sei lá, ruiva. MAS NÃO É ASSIM QUE É, BÊIBES. Para além dos barzinhos onde as pessoas alternativas-e-descoladas se reúnem para tomar cerveja e citar Rimbaud existe um mundo alienado, potencialmente perigoso, que não pode ser ignorado. Que não deve ser renegado nem mesmo desmerecido em sua importância. O preconceito existe, e muito, quer queiram, quer não queiram, e para ser eliminado precisa, antes de tudo, ser identificado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveito para deixar aqui &lt;a href="http://projetoeusougay.wordpress.com/"&gt;o link de um projeto muito legal chamado &lt;strong&gt;Sejamos Gays&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A idéia é que cada pessoa envie para o e-mail &lt;a href="mailto:projetoeusougay@gmail.com"&gt;projetoeusougay@gmail.com&lt;/a&gt; uma foto sua (“sozinho ou acompanhado da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta”) com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo é usar estas imagens numa vídeo-montagem que será divulgada no YouTube. A idéia é, nada mais nada menos, do que manter este assunto em voga, mais ou menos como eu tentei fazer com a campanha &lt;a href="http://www.todoscontraocrack.blogspot.com/"&gt;Todos Contra o Crack!&lt;/a&gt;, pois, como já disse a Avon, é conversando que a gente se entende. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso e muito mais, apóio a iniciativa #EUSOUGAY, e em breve enviarei minha foto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também apóio o CQC, e achei a atitude do Tas bacana e corajosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, muito importante: apóio qualquer iniciativa que saia dos barzinhos alternativos-e-descolados, onde os cães politizadões ficam sentados a madrugada inteira acreditando que o mundo é um submarino amarelo, e vá para as ruas, alcançando o máximo possível de pessoas e esfregando em suas caras uma verdade que, apesar de discordamos, de repugnarmos, de abominarmos, existe, e precisa ter um fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E este fim só acontecerá quando pararmos de agir baseados naquilo que deveria ser, e não naquilo que é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-154270048964010154?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/154270048964010154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/154270048964010154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/04/bolsonaro-tas-e-os-caes-que-ladram.html' title='Bolsonaro, Tas e os Cães que Ladram.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JNuap3h8XUE/TaXnmzaRy5I/AAAAAAAACks/G63DzSr3ZuA/s72-c/Tas+e+sua+filha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-6317754324050201516</id><published>2011-04-05T02:14:00.002+02:00</published><updated>2011-04-05T02:34:56.686+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Email que recebi sobre a Associação Amigo Bicho e a Feira de Pequenos Animais: LEIAM!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Só lhes peço perdão pela ortografia, leitores queridos, mas publico a mensagem recebida na íntegra)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;From: &lt;a href="mailto:homemdogato@hotmail.com"&gt;homemdogato@hotmail.com&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;To: &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subject: mostra de pequenos animais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Date: Sat, 26 Mar 2011 03:16:56 +0000&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;BOA NOITE JANA SE DEPENDER DE PESSOAS RADICAIS COMO VOCÊ O MUNDO ACABA AMANHÃ. SE A FEIRA DE PEQUENOS ANIMAIS TEM PROBLEMAS LEGAIS CERTAMENTE SERÃO RESOLVIDOS POIS UMA MOSTRA DE SUCESSO HÁ 25 ANOS NÃO VAI ACABAR PORQUE MEIA DUZIA DE "BURGUESES" QUE SE DIZEM DEFENSORES DE ANIMAIS A QUEREM ACABAR POR MOTIVOS BANAIS , POIS NÃO PROPÕEM UMA NEGOCIAÇÃO . NEGOCIAR É UMA ATITUDE INTELIGENTE E SENSATA DE PESSOAS E ENTIDADES QUE QUEREM MELHORAR O MUNDO. EM TEMPO : QUE ANIMAIS VOCE CRIA? RAÇAS E NOMES DOS MESMOS? SE NÃO LI ERRADO VOCE FAZ PARTE DE UM GLEBA DE ESCRITORES" ASSASSINOS S.A." . É MUITO TRISTE NÃO RECONHECER QUE A FEIRA É GERADORA DE EMPREGO. PARA MIM SE ACABAR VOU A JUSTIÇA TAMBÉM REQUERER QUE MEUS GANHOS HÁ 10 ANOS NESTA FEIRA SEJAM PAGOS PELA ENTIDADE QUE SE ACHA DONA DA VERDADE . MOSTRE DOCUMENTOS QUE PROVEM TUDO QUE VOCE AFIRMA, BUSQUE AS DONAS DE ANIMAIS MORTOS PARA RELATAREM COMO CUIDARAM DOS MESMOS POIS EM TODO O PLANETA NASCER E MORRER É EXPLICADO CIENTIFICAMENTE E ATÉ PELOS DESIGNIOS DE DEUS. SE TODO SALÃO DE BELEZA TIVER TANTAS VERDADES NÃO PRECISAMOS DE MIDIA BASTA REUNIR AS FITAS DE VIDEO DOS MESMOS. SEJA MAIS AMIGA NÃO SÓ DOS ANIMAIS MAS ACIMA DE TUDO DE PAIS DE FAMILIA QUE VIVEM HONESTAMENTE HÁ MUITOS ANOS DE TRABALHAR EM FEIRAS DE PEQUENOS E GRANDES ANIMAIS.GUARDE SEU RANCOR PARA VOCE E OS SEUS USE A INTERNET PARA UM MUNDO MELHOR NÃO PARA ATACAR PESSOAS DE FORMA GRATUITA COMO SE "ASSASSINOS" FOSSEMOS, POIS SE VOCE NÃO SABE LUTAMOS COM HONESTIDADE, BONDADE, E CUIDADOS CIENTIFICOS. A FEIRA DE PEQUENOS ANIMAIS DE PASSO FUNDO DURA APENAS 5 DIAS TEMPO INSUFICIENTE PARA GERAR TANTOS MALES QUE VOCE E SUA INSTITUIÇÃO PREGAM AOS ANIMAIS , QUE SE NÃO FOSSEM TRATADOS COM TANTO AMOR E CARINHO JAMAIS CHEGARIAM TÃO LINDOS PARA SEREM VENDIDOS. RECONHEÇA O TRABALHO DOS OUTROS PARA QUE POSSAM RECONHECER O SEU. SE OS ANIMAIS DA FEIRA SOFRESSEM O QUE VOCE DIZ , QUANDO CRIANÇA VOCE FOI DIVERSAS VEZES A FEIRA PORQUE NÃO OBSERVOU TUDO ISTO? PORQUE NÃO É TUDO ISTO!!!!!!!!!! AS CRIANÇAS SÃO AS PRIMEIRAS A OBSERVAREM TAIS MALDADES. ME PARECE QUE APENAS É UM PONTO DE VISTA MUITO ÍNFIMO PARA QUERER "ACABAR" COM UM EVENTO TÃO MARAVILHOSO . PEÇO RESPOSTA PARA ENTENDER MELHOR TUDO , MAS SE VOCE NÃO CRIA ANIMAIS POR FAVOR NÃO RESPONDA PORQUE HIPOCRISIA NÃO FAZ PARTE DO MEU MUNDO. MEUS FILHOS AMAM NOSSO BETHOVEN _CÃO PASTOR NOSSO MARAVILHOSO GUARDIÃO DE NOSSA CASA, MADONA NOSSA LINDA COELHA DE OITO ANOS, NOSSOS MARAVILHOSO GATOS GARFIELD , BRANCA E FLOCO DE NEVE NOSSA CASA É SÓ ALEGRIA COM ESSES ANIMAIS LINDOS , E OS SEUS? FALE DELES. A MOSTRA DE PEQUENOS ANIMAIS NÃO É SÓ ANIMAIS TEM OUTROS LINDOS E MARAVILHOSOS ATRATIVOS ME PARECE QUE VOCE E SUA ENTIDADE SÃO TÃO RADICAIS QUE NÃO MENCIONAM TUDO DE IMPORTANTE QUE ESTA SENSACIONAL FEIRA TEM . TEMOS QUE PARAR NO BRASIL COM PESSOAS E ENTIDADES DONAS DA VERDADE QUE NÃO RESPEITAM O PASSADO DE GLÓRIA TRABALHO E HONESTIDADE DE PESSOAS E EMPRESAS. ACREDITO NA LEI BRASILEIRA E TENHO CERTEZA QUE QUALQUER REVÉS GANHAREMOS NUM FUTURO BREVE TODO RESSARCIMENTO QUE QUEIRAM NOS ATINGIR, QUEM É HONESTO E ÍNTEGRO NADA TEME. NOS RESPEITEM, SOMOS DE DIÁLOGO POIS O DIÁLOGO É A FONTE DA SABEDORIA. ASSINO: FELICIANO FALCÃO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;From: &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;To: &lt;a href="mailto:homemdogato@hotmail.com"&gt;homemdogato@hotmail.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Subject: RE: mostra de pequenos animais&lt;br /&gt;Date: Tue, 5 Apr 2011 02:54:55 +0300&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá Feliciano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente gostaria de agradecer seu contato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sempre um enorme prazer receber e-mails dos leitores do meu blogue, especialmente os bem educados, como o seu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, não compreendi porque um pai de família trabalhador e honesto como você perdeu o seu precioso tempo escrevendo para uma burguesa radical e rancorosa como eu. Mas enfim, cada um gasta seu tempo como acha melhor, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo que entendi, você é um dos muitos que ganham dinheiro com a Feira de Pequenos Animais. E, veja bem, não estou dizendo que você maltrata os animais, mas tampouco acredito que esteja você em condições de defender TODOS os criadores de fundo de quintal que lucram com esta feira, assim como você lucra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos lá:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca nos recusamos a negociar, como você disse no início do seu e-mail. Muito pelo contrário. Quem parece se recusar a sentar, conversar e se acertar são os organizadores da feira que, assim como você, nos creditam como radicais, e acham que ganhar dinheiro é mais importante do que qualquer outra coisa – inclusive o bem-estar dos animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que animais eu crio? Você me pediu raças e nomes, correto? Pois eu simplesmente não lhe devo satisfações da minha vida, meu caro, mas esta pergunta faço questão de responder: crio três cachorros e três gatos. Seus nomes: os cães Fredi e Capitão (da raça Collie), Zé Ruela (vira-lata) e os gatos Gorda, Pequena e Ceguinho, todos vira-latas também, sendo o último, como o próprio nome diz, cego. Fora os Collies, os outros animais eu peguei na rua, sendo que o Zé, o mais velho (tem 15 anos e câncer) estava semi-morto no meu portão depois de uma noite terrível de chuva invernosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não, você não leu errado. Eu sou escritora sim, e Assassinos S/A não é uma ‘gleba de escritores’, como você gentilmente escreveu, mas uma coletânea de contos policiais brasileiros voltada para publicar jovens escritores que não encontram espaço em grandes editoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sinceramente? Eu não reconheço uma feira geradora de emprego que se baseia em maus tratos em prol do lucro. Ah, ela dura cinco dias e isto não é tempo suficiente para matar os animais? Concordo. Porém, caso você não saiba, os animais não existem somente durante aqueles cinco dias. Antes de chegar naquele pavilhão horroroso, abafado e abarrotado de gente eles já existiam, e os maus tratos começam desde a procriação indiscriminada das fêmeas, até a falta de assistência durante a gestação, bem como a ausência de vacinação dos filhotes e as condições em que são mantidos até chegarem lá. Veja bem: eu não estou julgando o seu trabalho – ao contrário do que fez ao meu trabalho – e talvez você seja, sim, um criador sério. Mas me desculpe: você não está em condições de falar sobre todos os criadores de animais que lucram com a amostra de pequenos animais. Ou você conhece todos, e acompanha seus trabalhos de perto, diariamente? Aposto que não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não queremos que a feira acabe. Se tivesse lido com atenção o post do meu blog, teria entendido esta parte. Mas já que você não fez isto, vou lhe explicar direitinho: queremos apenas que a feira se enquadre no que diz as leis estaduais e federais. Assim sendo, ela pode prosseguir acontecendo eternamente. Porém nos moldes como está não pode continuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não sou rancorosa como disse, e uso a internet para lutar por aquilo que julgo ser o correto, e, me desculpe: não vai ser um cara mal educado como você que vai me dizer o que escrever, ou não, em meu blogue. Se quiser crie um blogue pra você e defenda o que quiser lá dentro. Eu te garanto que não vou me meter, porque tenho mais o que fazer da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais: nem eu nem a entidade da qual faço parte nos dizemos donos da verdade. Quem parece ser sócio-proprietário da verdade absoluta aqui é você, que me mandou um e-mail grosseiro falando um monte de disparates infundados, baseados em nada mais do que a sua simplória opinião. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você acredita na lei brasileira? Eu também. Da mesma maneira que igualmente acredito que quem é honesto e íntegro nada deve temer, e que o diálogo é a única coisa que nos torna civilizados. Mas, se por acaso o resultado deste imbróglio sair diferente do que você imagina, faça exatamente como me falou que fará: vá a justiça requerer que seus ganhos sejam pagos pela nossa entidade. Isso só confirma o que eu penso sobre a feira, você e seus demais expositores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: não que lhe interesse, mas este é o site da Associação Amigo Bicho da qual faço parte e que, em seu e-mail, você chama de radical e burguesa: &lt;a href="http://amigobicho-pf.blogspot.com/"&gt;http://amigobicho-pf.blogspot.com/&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali você saberá mais sobre o nosso trabalho, e verá o trabalho (este sim maravilhoso, lindo e sensacional) que nossas voluntárias fazem em prol dos animais abandonados – muitos destes animais, inclusive, adquiridos de maneira impulsiva em feiras como esta, que o senhor promove e defende, e depois abandonados, pela falta de estrutura física e emocional de seus compradores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso, pelo jeito, não lhe interessa muito né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa importante: todas as voluntárias que trabalham pelos animais abandonados através da Associação Amigo Bicho NÃO GANHAM NADA PARA ISSO. Pelo contrário: gastam, e muito, com tratamentos, esterilizações e muitos outros cuidados que animais rejeitados e maltratados necessitam. E se quiser, aqui você poderá escutar a entrevista que a Maria de Lourdes, nossa representante, deu para uma rádio local falando sobre o nosso ponto de vista sobre a feira: &lt;a href="http://amigobicho-pf.blogspot.com/2011/03/amigo-bicho-na-radio-planalto-falando.html"&gt;http://amigobicho-pf.blogspot.com/2011/03/amigo-bicho-na-radio-planalto-falando.html&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, a propósito, agora deixe eu me intrometer um pouco na sua vida: você, que é tão trabalhador, honesto e pai de família, FAZ O QUE PELOS ANIMAIS ABANDONADOS?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não fizer nada, nem responda este e-mail, porque eu também não trabalho com hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passar bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jana&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-6317754324050201516?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6317754324050201516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6317754324050201516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/04/e-mail-que-recebi-sobre-associacao.html' title='Email que recebi sobre a Associação Amigo Bicho e a Feira de Pequenos Animais: LEIAM!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7005706067220724577</id><published>2011-03-29T20:44:00.001+02:00</published><updated>2011-03-29T20:51:37.271+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>A solução do Bullying – EU TENHO!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1996 eu estava na sexta série e tinha um colega chamado Paulo que era o terror. Ele literalmente transformava num inferno a vida de metade da turma, e é claro que eu estava nesta metade da turma que ele amava infernizar. O Paulo detectava e abertamente debochava de todos os nossos defeitos – até mesmo aqueles que a gente nem sabia que tinha. E eu, que era enormemente alta, terrivelmente desengonçada, gordinha e com um corte de cabelo semelhante ao de Rick Martin na época dos Menudos, era um alvo mais do que fácil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo tinha seus asseclas, é verdade. Meninos que, provavelmente para escapar de suas humilhações, uniam-se a ele e, junto dele, ajudavam a tornar a vida escolar de todos ainda mais difícil. O mais estranho e sinistro era que muitas das vítimas de Paulo, numa atitude claramente defensiva, transformavam outros colegas em suas vítimas também, como numa roda-viva malévola e aterrorizante. Nesta época ninguém falava em bullying. Tudo não passava de ‘brincadeiras de criança’, mesmo que as tais brincadeiras ferissem, machucassem e magoassem profundamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez que ouvi o tal termo, pensei: gente! era o que me acontecia, era o que acontecia a&amp;nbsp;boa parte de&amp;nbsp;nós. E, dentre outros, muitos outros, me lembrei do Paulo. Por isso, quando apareceu o vídeo do menino Casey que, cansado das agressões diárias sofridas no colégio e possivelmente fora dele também, resolve reagir, foi inevitável dar um sorrisinho brejeiro. Não sabe do que eu estou falando? Então, meu amigo, tire alguns segundos do seu dia e &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ya_z0slhiYw"&gt;dê o play&amp;nbsp;neste vídeo&amp;nbsp;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para entender. E se você foi vítima de bullyng, assista ao vídeo até sua internet cair, que o prazer é inenarrável e chega a beirar o êxtase.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Assistiram?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Pois acreditem: eu sou contra a violência. Porém, sou igualmente contra agüentar todo tipo de desaforo sorrindo e sem gemer. E da mesma maneira de Casey se tornou meu herói para sempre – o cara que, finalmente, reagiu às investidas do seu agressor – ele também se tornou o herói de todo mundo que um dia sofreu as humilhações gratuitas e violentas de algum coleguinha babaca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, disso já sabemos. O que queremos mesmo saber é o que fazer para terminar definitivamente com o bullying. Pois bem, caros leitores e leitoras: eu sei esta resposta. Sim, eu sei. Como a vítima de bullying que fui – e como algoz também, pois infelizmente, lá pelas tantas, aderi a sinistra roda-viva de que acima falei e passei a atacar aqueles a quem eu considerava mais fracos do que eu – voz digo com toda a certeza do universo: EU TENHO A SOLUÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a solução está na própria escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que educação vem de casa, e que se os pais fossem mais participativos e responsáveis teríamos crianças menos desequilibradas e violentas, mas esta não é uma alternativa viável, pois não há como fiscalizar todos os lares que possuam crianças e adolescentes para ver se estes estão recebendo a devida atenção e boa educação que merecem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema do bullying é que, em praticamente cem por cento dos casos, a escola é a primeira a se omitir, a fingir que nada houve, a varrer a sujeira para debaixo do tapete e sair chupando um picolé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu pergunto: cadê a direção da escola que não viu Casey ser socado e maltratado em pleno corredor, em pleno horário de aula? Onde estavam os professores, diretores, administradores e toda essa gente que fez faculdade de pedagogia e mestrado e doutorado e toda essa porra do caralho? Tomando cafezinho na sala dos professores? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resposta: possivelmente sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha época e na época do Paulo era assim. Ele fazia o que queria e ninguém via, ninguém ouvia, ninguém sabia. A direção só ia se meter se começasse um quebra-pau, mas no caso do bullying, sabemos: dificilmente se inicia um quebra-pau. O bullying acontece silenciosamente, à surdina, justamente porque o agressor não quer ser descoberto, e o agredido tem medo de denunciar e sofrer ainda mais maus tratos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem também um detalhe, que não deve ser regra, mas era o que acontecia na Escola São José Notre Dame, de Não-Me-Toque, onde eu estudava nesta época que tento esquecer: Paulo tinha dinheiro. Seu pai era um empresário bem sucedido que trocava de carro todo ano e pagava as altas mensalidades daquele apavorante colégio de freiras malucas em dia. Ora, como poderemos punir o filho do &lt;em&gt;senhor doutor excelentíssimo&lt;/em&gt; Fulano de Tal? E assim Paulo foi acobertado durante toda a sua maldita infância e adolescência, e nós, que não éramos filhos de nenhum &lt;em&gt;senhor doutor excelentíssimo&lt;/em&gt;, e que talvez nem pagássemos nossas mensalidades em dia (eu não pagava), que agüentássemos o cretino e suas ‘brincadeiras de criança’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CANSEI de ver a direção fazer vista grossa para o Paulo. CANSEI de ver a vítima levar castigo enquanto ele saía assobiando e rindo – sim, RINDO! E, vejam bem: Paulo era o algoz da minha turma, mas havia os outros algozes, das outras turmas e, no fim das contas, todo mundo acabava machucado, menos os autores de tanta violência e bestialidade. E a direção? Tomando cafezinho na sala dos professores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu quero dizer é que enquanto as escolas não punirem severamente os promotores do bullying nos aposentos de suas instituições NADA VAI MUDAR. É preciso colocá-los de castigo, repreendê-los publicamente, dar-lhes punição, suspensão, expulsão. E que se dane se um ou outro é filho daquele ou daquela. O cara é um aprendiz de bandido, minha gente, e fim de papo! Afinal, se com 13 anos o animal está chutando um coleguinha caído no chão com a anuência da direção da escola (eu vi isso acontecer, juro!), o que fará quando tiver 20, 30, 40 anos? Cortará a garganta da namorada e atirará seu corpo num córrego? Abafa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam novamente o vídeo de Casey: vítima e carrasco, aparentemente, estão na hora do recreio ou algo que o valha, nos corredores do colégio, com vários alunos em volta. O pobre Casey tomou vários socos e cadê a direção? CADÊ A MALDITA DIREÇÃO?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, apesar de ser contra a violência sempre, deixo aqui uma salva de palmas ao Casey. Porque eu o entendo. Não havia ninguém ali para defendê-lo. Todos estavam fazendo de conta que o seu martírio não existia, e ele precisava se proteger. E por isso – só por isso - praticamente quebrou no meio seu agressor com um golpe que deixaria Steven Segall inspirado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu confesso que me vi ali, fazendo o mesmo com o Paulo e com tantos outros que conheci, e isso fez com que eu me sentisse muito bem, obrigada. Porque não há nada pior do que a injustiça, do que a covardia – e do que o consentimento de quem não poderia, jamais, se omitir numa situação como esta. E já que quem está sendo pago para manter a ordem dentro da escola não faz nada – direção, professores, enfim – então que façamos nós mesmos, do jeito que der. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as escolas simplesmente se recusam a tomar qualquer iniciativa, então que não reclamem quando as vítimas de bullying resolverem fazer justiça com as próprias mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E neste caso, a violência só tenderá a aumentar, até que perderemos o controle que sequer sabemos se ainda temos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira, te amo Casey.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7005706067220724577?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7005706067220724577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7005706067220724577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/solucao-do-bullying-eu-tenho.html' title='A solução do Bullying – EU TENHO!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1113870204339459640</id><published>2011-03-24T15:41:00.001+01:00</published><updated>2011-08-18T04:25:43.722+02:00</updated><title type='text'>NO AR: Bendita Make.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando para avisar as garotas e os garotos, as vovós e os vovôs, os cachorros e os papagaios que tem blogue novo da Jana na avenida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não estou aposentando este daqui, até porque SOFRO DE APEGO e provavelmente estarei neste mesmo bat-link postando bat-textos com bat-opiniões que ninguém pediu e respondendo o que ninguém perguntou até meu derradeiro suspiro – o que eu espero que leve, ainda, uns oitenta aninhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blogue novo se chama &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.benditamake.blogspot.com/"&gt;Bendita Make&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e, como o próprio nome sugere, vai tratar de maquiagem e Cia. Ltda. Não somente disso, é verdade, mas principalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, como contei para vocês não faz muito, estou fazendo um curso de Maquiagem Profissional no &lt;a href="http://www.institutoembelleze.com/"&gt;Instituto Embelleze&lt;/a&gt; de Passo Fundo, e ó: TÔ AMANDO PRA SEMPRE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As aulas são sensacionais, a profe é uma querida e minhas colegas são todas loucas. Ou seja: tô super em casa. Tão em casa que até me permitiram dar minhas baforadinhas num cigarro amigo no jardim de inverno da instituição – apesar da fadada plaquinha de PROIBIDO FUMAR AQUI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-mj1h2sVI0kA/TYtW2IVcD7I/AAAAAAAACkg/DKL4nB7GpFs/s1600/BenditaMake.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-mj1h2sVI0kA/TYtW2IVcD7I/AAAAAAAACkg/DKL4nB7GpFs/s320/BenditaMake.jpg" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que estou aprendendo muito, lendo muito, maquiando muito e acreditando plenamente num futuro mais belo e feliz, e o &lt;strong&gt;Bendita Make&lt;/strong&gt; vem com a finalidade de reunir links, dicas, entrevistas, matérias e tudo o que eu li, vi e gostei, como também tudo o que eu ainda lerei, verei e gostarei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ÓBVIO ULULANTE que não é um blogue voltado para profissionais da maquiagem – quem sou eu para ensinar os padres a rezarem a missa. Mas justamente para quem está, assim como eu, engatinhando neste mundo encantador da maquiagem, e poderá encontrar por lá algumas coisinhas que descobri. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até porque eu, por exemplo, me maquio desde que existo e realmente acreditava que sabia TUDO de make. Inclusive admito, não sem vergonha na cara, que entrei para o curso crente de que teria muito pouco a aprender e GENTE: tô bege com a minha ignorância. Milhares de certezas que eu tinha já caíram por terra (ex.: Leite de Colônia), e não há uma aula sequer em que eu não saia pensando sobre como eu não sabia nada de nada a respeito de maquiagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira vamos nos divertir muito por lá, EU SINTO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.benditamake.blogspot.com/"&gt;Cliquem aqui para conferir o blogue&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e depois digam-me o que acharam, beleza? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AH! Também criei um twitter do blogue novo. A quem puder interessar, é só dar um &lt;strong&gt;&lt;a href="http://twitter.com/benditamake"&gt;FOLLOW bem&amp;nbsp;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e correr para o abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então vou indo, deixando uma beijoca na ponta de seus narizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Nota do dia 17 de agosto de 2011:&lt;/b&gt; Bendita Make cresceu, amadureceu, saiu do twitter, se formou, começou a trabalhar e se transformou oficialmente no site &lt;a href="http://www.janamakeup.org/"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;www.janamakeup.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Me dedico, beijo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1113870204339459640?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1113870204339459640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1113870204339459640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/no-ar-bendita-make.html' title='NO AR: Bendita Make.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-mj1h2sVI0kA/TYtW2IVcD7I/AAAAAAAACkg/DKL4nB7GpFs/s72-c/BenditaMake.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1166680950788813691</id><published>2011-03-23T05:47:00.006+01:00</published><updated>2011-08-18T04:20:26.548+02:00</updated><title type='text'>Jana Make Up</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.janamakeup.org/"&gt;Jana Make Up&lt;/a&gt; é meu outro blogue, cujo único e benfazejo objetivo é esquecer todas as questões existenciais, sociais, espirituais e antropológicas da humanidade e focar no que realmente interessa: maquiagem, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Acesse: &lt;a href="http://www.janamakeup.org/"&gt;http://www.janamakeup.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Escreva: &lt;a href="mailto:contato@janamakeup.org"&gt;contato@janamakeup.org&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1166680950788813691?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1166680950788813691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1166680950788813691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/bendita.html' title='Jana Make Up'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1423149256258080321</id><published>2011-03-09T15:15:00.000+01:00</published><updated>2011-03-09T15:15:42.423+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Pelo FIM da Feira de Pequenos Animais em Passo Fundo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente. Pára tudo agora que o assunto é sério, é muito sério, é seriíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguinte: em Passo Fundo (RS) acontece, há&amp;nbsp;mais de&amp;nbsp;20 anos, a Feira Nacional de Pequenos Animais (ou Mostra Nacional de Pequenos Animais). Este ‘evento’ já se tornou tradicional na cidade e na região. Eu mesma me lembro de ir visitar a Mostra com meus coleguinhas de escola quando estava, sei lá, na quarta série. Trata-se de um pavilhão enorme, onde animais de todos os tipos, raças, cores&amp;nbsp;e tamanhos ficam expostos durante dias, para que os visitantes possam escolher qual deles irão querer comprar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí, nenhuma novidade, tendo em vista que existem zilhões de feiras de pequenos animais espalhadas Brasil afora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema desta feira a qual me refiro aqui são as condições nas quais estes animais ficam expostos: o pavilhão onde eles se encontram é abafado devido ao telhado de zinco e praticamente sem nenhuma iluminação. Os bichinhos ficam presos em gaiolas minúsculas e de higiene duvidosa, vivendo todo o estresse físico e psicológico que a imensa movimentação da feira causa, chegando alguns ao ponto de adoecer e morrer lá mesmo. Sem contar os filhotes que são comercializados e, na maioria das vezes, sequer desmamaram, logo, não puderam tomar nem mesmo as primeiras vacinas, ficando expostos a toda sorte de moléstias como cinomose, parvovirose e rinotraqueite, além da disseminação de diversas outras doenças infecto-contagiosas. Os criadores de fundo de quintal – como são conhecidos os ‘criadores’ que reproduzem seus animais indiscriminadamente, com o único intuito de lucrar, fazendo, por exemplo, a fêmea-mãe dar cria duas, até três vezes por ano, debilitando seriamente sua saúde e muitas vezes a sacrificando&amp;nbsp;– fazem a festa, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para se ter uma idéia, semana passada eu estava no curso de maquiagem que faço em Passo Fundo uma vez por semana e, conversando com algumas colegas, uma delas me relatou que três amigas suas tinham adquirido animais na última feira, e os três (OS TRÊS!) morreram poucos dias depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo, meu povo: o que acontece nesta Feira Nacional de Pequenos Animais – e com o aval das autoridades, que se sublinhe este fato – É CRIME. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando digo CRIME, quero dizer CRIME MESMO, previsto em lei e etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal ‘evento’ desrespeita leis como, por exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• a Estadual de nº. 12.131/04: o seu art. 2º, II, menciona a vedação de manutenção de animais em local que lhes impeçam a movimentação ou os privem de ar e luminosidade; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• a Estadual nº. 13.252/00, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação de um microchip de identificação eletrônica em todos os cães comercializados no Estado do RS;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• a lei nº.9.605/98, no seu art.32, pois praticam abusos em busca de lucro fácil. Desmamam precocemente filhotes que, por não possuírem as vacinas e entrarem em contato com tantos outros animais, acabam vítimas de doenças como a cinomose, parvovirose e rinotraqueite. Usam de má-fé e dolo ao vender esses animais como se vacinados fossem. Ora, é de conhecimento do homem comum que a primeira vacina só pode ser dada após os 40 dias de vida, e os animais ali vendidos não possuem, muitas vezes, sequer um mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém – e graças a Deus – existem pessoas e entidades comprometidas com a causa animal, e que estão cansadas, deveras cansadas, de tanto ABUSO. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://amigobicho-pf.blogspot.com/"&gt;Associação Amigo Bicho&lt;/a&gt; é uma delas, e não há feira de pequenos animais em que eles não estejam lá, panfletando, tentando colocar dentro da cabeça das pessoas que elas não podem, não devem e não precisam participar de uma feira de pequenos animais descomprometida com o bem estar dos pequenos animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, ações como a panfletagem organizada pelos voluntários da AAB é ínfima perto do poder econômico de seus organizadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, a Amigo Bicho está promovendo entre os internautas uma campanha para meter uma pressão no promotor de justiça de Passo Fundo, Paulo Cirne, bem como no Ministério Público Estadual, pedindo que acabem, e já, com este entrevero sem noção que, duas vezes por ano, é promovido CONTRA os pobres animaizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até mesmo a &lt;a href="http://www.wspabrasil.org/"&gt;WSPA&lt;/a&gt; (Sociedade Mundial de Proteção aos Animais) entrou na briga, e já contatou tanto o promotor de Passo Fundo quanto o Ministério Público Estadual, pedindo o fim imediato da Amostra. Ou seja: a briga está começando a se tornar honesta; está começando a ficar de igual para igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você pode nos ajudar, caro amigo leitor-internauta-cidadão-consciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é bem fácil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta que você copie o texto que se encontra logo abaixo e envie para os seguintes e-mails:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:pscirne@mp.rs.gov.br"&gt;pscirne@mp.rs.gov.br&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;- Paulo Cirne, promotor de justiça de Passo Fundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="mailto:mppassofundo@mp.rs.gov.br"&gt;&lt;strong&gt;mppassofundo@mp.rs.gov.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; - Ministério Público Estadual&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não vai perder cinco minutos do seu dia, e, além de fazer a sua parte nesta luta que é de todos nós, ainda vai estar super-colaborando com esta campanha que busca tão somente a justiça, a manutenção do que está previsto em nossa legislação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que fique muito claro: nada contra feira de animais. Desde que elas aconteçam DENTRO DA LEI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consciente de que posso contar com vocês, que além de meus leitores queridos são também pessoas do bem, conscientes de sua função enquanto cidadãos, enquanto parte de uma sociedade, vou desde já agradecendo, em meu nome, em nome da Associação Amigo Bicho de Passo Fundo e, principalmente, em nome de todos os animaizinhos que deixarão de passar por tantos maus tratos – e, repito: com o aval das autoridades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o texto (substitua no final do texto a parte em vermelho por seu nome e cidade):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Exmo. Sr. Paulo Cirne, Promotor de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Nos termos do art. 225, VII da Constituição Federal e em caráter de urgência, solicito providências do MP para determinar o cancelamento da Feira de Pequenos Animais prevista para o mês de abril.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;O grupo responsável pela barbárie pretende a manutenção da mesma pelo prazo de um mês, o que é uma afronta a nossa sociedade que repudia maus-tratos e se vê impotente em face do poderio econômico dos organizadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;O “evento” incorre na infração de leis como:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;• a Estadual de nº. 12.131/04: o seu art. 2º, II, menciona a vedação de manutenção de animais em local que lhes impeçam a movimentação ou os privem de ar e luminosidade; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;• a Estadual nº. 13.252/00, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação de um microchip de identificação eletrônica em todos os cães comercializados no Estado do RS;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;• a Lei nº.9.605/98, no seu art.32, pois praticam abusos em busca de lucro fácil. Desmamam precocemente filhotes que, por não possuírem as vacinas e entrarem em contato com tantos outros animais, acabam vítimas de doenças como a cinomose, parvovirose e rinotraqueite. Usam de má-fé e dolo ao vender esses animais como se vacinados fossem. Ora, é de conhecimento do homem comum que a primeira vacina só pode ser dada após os 40 dias de vida, e os animais ali vendidos não possuem, muitas vezes, sequer um mês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;É uma barbárie que em nada contribui para nossa cidade. Os feirantes vêm ao nosso município, trazem animais doentes e maltratados e levam consigo as divisas do Município, deixando para trás focos de sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;A cada feira temos mais problemas. Animais comprados por impulso, que são abandonados à sua própria sorte. Doenças que são trazidas para cá com vírus cada vez mais fortes e de difícil tratamento. Fêmeas que reproduzem indiscriminadamente e têm seus filhotes abandonados por proprietários descomprometidos com a ética e o bem-estar animal. E, principalmente, a forma como são expostos os animais: um galpão escuro e com telhado de zinco (quente, abafado), onde os animais são encarcerados em gaiolas minúsculas por dias, estressados pelo movimento e a convivência com outros animais, sem direito ao descanso previsto em lei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Rogo ao MP que ponha fim ao foco de tanta crueldade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Atenciosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;(seu nome – sua cidade)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-3xus95N4uIc/TXeCzC2qjZI/AAAAAAAACjc/YJmCz6qTGSg/s1600/amigobicho_diganaoparafeiraseventosqueexploramanimais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="102" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-3xus95N4uIc/TXeCzC2qjZI/AAAAAAAACjc/YJmCz6qTGSg/s320/amigobicho_diganaoparafeiraseventosqueexploramanimais.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Ah! &lt;a href="http://amigobicho-pf.blogspot.com/2011/03/pelo-fim-da-mostra-de-pequenos-animais.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; você pode ler a carta que a WSPA enviou às autoridades (in)competentes, e também saber maiores detalhes sobre o desenrolar desta história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo dia 15 de março, às 14hs está marcada uma audiência com o promotor Paulo da Silva Cirne e Diretoria da Associação Amigo Bicho, para tratar do assunto "Mostra Nacional de Pequenos Animais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos torcer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mantenho vocês informados, beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-wRiaPPBodZI/TXeDDYMO58I/AAAAAAAACjg/WQW7B0FyV0Q/s1600/Lindo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" q6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-wRiaPPBodZI/TXeDDYMO58I/AAAAAAAACjg/WQW7B0FyV0Q/s320/Lindo.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como seus animais são tratados." &lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;(Mahatma Gandhi)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1423149256258080321?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1423149256258080321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1423149256258080321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/pelo-fim-da-feira-de-pequenos-animais.html' title='Pelo FIM da Feira de Pequenos Animais em Passo Fundo!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-3xus95N4uIc/TXeCzC2qjZI/AAAAAAAACjc/YJmCz6qTGSg/s72-c/amigobicho_diganaoparafeiraseventosqueexploramanimais.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5551341412371507957</id><published>2011-03-08T19:33:00.000+01:00</published><updated>2011-03-08T19:33:57.895+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Profissão: Juiz Implacável.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém gosta de ser julgado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sempre que o somos, ficamos com aquela sensação revoltosa que nos faz pensar: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas quem é você para dizer isso ou aquilo sobre mim? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que você sabe da minha vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Te conheço?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E estamos com a razão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucas coisas são piores do que sermos avaliados (duramente avaliados, diga-se de passagem) por pessoas sem conhecimento de causa que, invariavelmente e sem remissão, acabam nos condenando - na maioria das vezes, injustamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lamentável, mas ainda não inventaram um jeito de impedir que os outros achem coisas sobre nós que não correspondem a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, cento e um por cento das pessoas que costumam reclamar que são julgadas implacavelmente, são as primeiras a vestir a toga e a peruca branca com cachinhos e sair Brasil afora batendo o martelinho e apontando o dedo para os alheios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou falando sobre isso porque eu sou exatamente assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevi &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/complicadas-resolucoes.html"&gt;em um post não muito remoto&lt;/a&gt; que 2011 seria um ano para rever velhos conceitos, consertar velhos defeitos, e tentar deixar a velha e sonsa Janaína (com seus ranços e dissabores) definitivamente para trás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, cá estou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E admito, não sem dor no coração: eu sou, sim, uma juíza besta e insensível, que acredita piamente que conhece tudo sobre todos e todas as coisas e, por isso, posso dar meus veredictos nada misericordiosos indiscriminadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada aconteceu um episódio que me fez ver que, ao contrário do que gostaria de acreditar e até mesmo aparentar, eu não era nem nunca cheguei perto de ser a flor de candura que supunha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bom senso me impede de relatar aqui, minuciosamente, o que de fato aconteceu e me fez&amp;nbsp;ter este duro e doloroso choque com a realidade, nem quais pessoas estiveram envolvidas neste imbróglio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, posso dizer que havia uma moça a qual eu detestava. Sim, detestava, e nada do que viesse dela era considerado por mim aprazível nem, ao menos, suportável. Ela chegava e eu já estava toda armada, e bastava ela dar um pio que eu já revirava os olhos e pensava: qualquer dia eu mato essa desgraça de mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta moça, de fato, é meio xarope. Fala besteiras o tempo inteiro, e ri das próprias besteiras que, a rigor, não têm graça nenhuma. Mas é só. Fora isso, a pobre nunca fez absolutamente nada contra mim. Na verdade, nunca fez nada contra ninguém. Eu é que impliquei, e para ela não dava tréguas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece que esta moça é da minha família, de modo que eu não tinha como não conviver com ela. E justamente por ser parente, eu me munia de hipocrisia e civilidade para que, pelo menos, pudesse estar ao lado dela sem ter ímpetos de pular em seu pescoço e mastigar sua jugular enquanto a chamava de nomes pérfidos. E pelo jeito sou boa em fingir que gosto de quem não gosto porque ela, aparentemente, nunca percebeu minha ojeriza, e sempre me mandava beijos, me abraçava e me tratava com todo carinho e consideração. E eu ali, remoendo minha fúria assassina pelo que eu considerava sua enorme estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi que foi que esta moça ficou doente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não uma doença física, que pode ser tratada com comprimidos tarja preta, mas uma doença emocional. Esta doença emocional a fragilizou de tal forma que eu fui obrigada pela minha humanidade (sim, eu a tenho) a me compadecer dela. Não importa o quanto detestamos alguém; quando vemos este alguém sofrendo, fodido e esculhambado – e se não formos sociopatas malucos – iremos nos sensibilizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta moça adoeceu, e eu fiquei com muita pena dela. E, comovida pela minha própria compaixão alheia, me aproximei dela de um jeito improvável. E sem querer, esta moça deixou transparecer para mim todos os seus problemas e dificuldades, que datam inclusive de sua infância. Problemas estes que eu nunca enfrentei. Dificuldades estas que sequer conheço. Nada é o que parece. Acreditem nisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi ali, naquele momento, percebendo tudo o que ela havia vivido de ruim, e eu não, que compreendi o quão idiota e intransigente eu estava sendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia criado mil teorias escrotas sobre ela. Julguei-a implacavelmente, sem querer saber como ou porque ela havia chegado até ali. De súbito, até seu jeito meio descompensado de ser, com suas piadas sem graça e sua risada fina que tanto me aborreciam, pareceu apenas uma maneira de se defender de uma vida que não havia pegado leve com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta percepção, que se descortinou bem na minha frente, me fez deitar na cama e, naquela noite, no silêncio sepulcral da madrugada, chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ela, mas, principalmente, por mim. Por vergonha de ter falado e pensado tudo que dela falei e pensei. Por ter agido exatamente da mesma maneira que eu tanto repudiava, quando quem agia eram os outros. Logo eu, que sempre me achei tão tolerante e sensacional, tão libertária, liberal e compreensiva, de uma hora para outra me vi como uma déspota sem noção que odiava tudo e todos que não coubessem em meus apertados padrões Janaína Lauxen de qualidade. Justo eu, que sempre abominei gente que julga sem de nada saber, estava ali, o indicador apontado para o outro, discorrendo minha opinião vazia de quem não conhece deste outro senão a superficialidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto me fez pensar em todas as vezes que, assim como fiz com esta moça, julguei e condenei os outros sem dó. Em quantas vezes fui injusta e babaca - e porque não dizer, maldosa até.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade, meus amigos, é que se não estamos dentro das calças do outro, não podemos falar sobre ele. Podemos, sim, ter uma opinião, mas de maneira alguma temos o direito de transformar nossa simplória opinião em verdade absoluta, e sentenciar que fulano ou beltrano é isso ou aquilo. Porque fulano e beltrano são muito mais do que isso ou aquilo; muito mais do que nossa vã percepção pode apreender. Fulano e beltrano são, como somos todos, um universo imenso, cheio de becos, vielas, ruazinhas sem fim, buracos e ruas íngremes. E somente cada um sabe sobre si tudo o que carrega em seu coração. Mais ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho tatuado em meu braço um trecho de uma música do saudoso Raul Seixas que diz exatamente isso: &lt;em&gt;cada um de nós é um universo&lt;/em&gt;. E apesar de tê-la eternizado em meu braço, parece mais difícil do que podemos imaginar entender esta pequena frase em sua magnitude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu sugiro que pensemos melhor antes de reclamarmos que estamos sendo julgados, que estão apontando o dedo para nós, que estão falando da gente sem saber da missa a metade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomendo que reflitamos com clareza e lucidez se, nós mesmos, não estamos dando uma de juízes, de sócios-proprietários da verdade, e condenando a todos com rigor e severidade, como se fossemos perfeitos, como se estivéssemos em condições morais de apontar o dedo para alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deveríamos – e esta é a verdade – ter pelo próximo a mesma clemência que temos para com a gente mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque se você se sente julgado pelos outros, não esqueça de que, para os outros, o outro pode ser você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5551341412371507957?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5551341412371507957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5551341412371507957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/03/profissao-juiz-implacavel.html' title='Profissão: Juiz Implacável.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-3281965446669886597</id><published>2011-02-21T21:59:00.000+01:00</published><updated>2011-02-21T21:59:20.371+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicando'/><title type='text'>Pra não dizer que eu não atualizo este blogue.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mantenho o Blogue da Jana desde 2008, e esta não é a primeira vez que fico milênios sem publicar nada. Não que não haja assunto – assuntos sempre existem, feliz ou infelizmente – mas nenhum têm me interessado o suficiente a ponto de me fazer discorrer sobre, neste espacinho virtual que chamo de meu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso estou corrigindo meu próximo livro, que se chama &lt;em&gt;O Túmulo do Ladrão&lt;/em&gt; (leia o capítulo 1 clicando &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2011/02/primeiro-capitulo-do-meu-proximo-livro.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e com o qual tenho me sentido bastante satisfeita. Corrigir um livro é mais difícil do que escrever um livro, porque, para escrever, basta uma idéia na cabeça e uma página de word em branco aberta na frente do teclado. Mas para corrigir é preciso muito mais. E você apaga e reescreve e relê e anota dúvidas e procura sinônimos e pensa pensa pensa, até que sua cabeça explode e seus olhos lacrimejam e você precisa de uma aspirina e gotas de colírio Moura Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é fácil, mas é divertido. Não parece, só que é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também tenho pensado o que farei com este livro depois que ele estiver pronto. Andei conversando com meu namorido, que também é escritor, e concluímos que, já que não vamos nunca na vida ganhar dinheiro com literatura, então que pelo menos possamos fazer com que nossos escritos cheguem até o leitor por preços módicos, para não dizer simbólicos. Ou seja: é muito possível que eu não lance &lt;em&gt;O Túmulo do Ladrão&lt;/em&gt; em formato de livro. Tampouco o lançarei como e-book nem o postarei na internet, porque detesto ler na internet e, baseada em mim, penso que todo mundo é igual. Mas deve existir outras maneiras de se imprimir uma história e fazê-la chegar a quem gostaria de lê-la por menos de cinco reais. E é o que farei, possivelmente. Daí quem não comprar não vai comprar porque não quer, e não porque está falido, como estamos todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também estou me preparando para começar um curso de maquiagem no &lt;a href="http://www.institutoembelleze.com/"&gt;Instituto Embelleze&lt;/a&gt; de Passo Fundo. Inicia nesta quarta-feira e dura seis meses. Estou empolgadíssima com a idéia de ganhar meu próprio dinheiro e não ter de ficar mendigando reais para pai-marido-avô. Não havia pensado nisto quando decidi ser escritora, mas chega um momento em que a falta de verba começa a abalar sua auto-estima e isto é perigoso. É claro que, até agora, eu não fui muito esperta, e só o que fiz da minha vida nos últimos sete ou oito anos foi escrever e esperar o momento em que aquilo tudo me daria um retorno financeiro. O que não aconteceu nem acontecerá, e então eu decidi que não poderia continuar aqui parada à espera de um milagre. E como amo maquiagem, optei por este curso sabidamente. Em seis meses serei uma maquiadora profissional e viverei feliz deixando o mundo e todas as coisas esteticamente mais agradáveis, isto é: além de ganhar meus pilas e poder pagar meu cigarro sem mendicância, ainda colaborarei para salvar da ruína o amor-próprio de mulheres como eu, você, sua mãe e sua namorada. Não é perfeito? Também acho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa na qual tenho me dedicado e que me faz um bem danado é a pintura. Desenvolvi uma técnica altamente apurada (haha) de pintura com canetinha. Sim, canetinha. Aquela mesma que você compra para seu sobrinho ficar quieto desenhando em cima da mesa de centro da sala e te deixar em paz por alguns minutos. É super bom e gostosinho, e enquanto eu desenho não fumo, não penso, não como frituras nem faço nada que possa comprometer minha saúde ou o bem-estar físico das pessoas que eu amo. E, veja só, estou ganhando até um dinheirinho camarada: minha &lt;em&gt;best friend forever&lt;/em&gt; Michele, que é a psicóloga mais incrível do condado, me pediu um quadro para colocar no seu consultório, e para isto que tenho vivido nos últimos dias também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é isso, leitores queridos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permanecerei algum tempo ainda distante, resolvendo minha vida, terminando quadros feitos com canetinhas de crianças e cursos de maquiagem, além do meu livro, mas voltaremos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e o Walter Ego, meu compadre que, junto comigo, está tentando entender algumas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-3281965446669886597?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3281965446669886597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3281965446669886597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/02/pra-nao-dizer-que-eu-nao-atualizo-este.html' title='Pra não dizer que eu não atualizo este blogue.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-23507900211989707</id><published>2011-02-01T13:13:00.000+01:00</published><updated>2011-02-01T13:13:27.204+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O TÚMULO DO LADRÃO'/><title type='text'>Primeiro capítulo do meu próximo livro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O TÚMULO DO LADRÃO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Bem vindo a Amorinha.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;1.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Comunicamos aos nossos prezados concidadãos que estamos trabalhando com todo nosso empenho e efetivo policial a fim de encontrar o delinqüente responsável pelos crimes de seqüestro que, repentinamente, assolaram nossa querida cidade nestes últimos dias. Prometemos que não apenas o encontraremos e o puniremos severamente, como também garantimos que as vítimas, nobres membros de nossa respeitável comunidade, serão devolvidas ao conforto de seus lares, sãs e salvas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O delegado Amorim se esforçava para convencer, mas não apaziguava os ânimos exaltados de ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também pudera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma semana, seis pessoas desapareceram sem deixar vestígios na cidade de Amorinha, e todo mundo precisava desesperadamente de uma explicação. Incluindo a polícia que, por mais que realmente estivesse trabalhando com todo seu efetivo para elucidar estes estranhos casos, não tinha uma pista, uma testemunha, sequer um ponto de partida por onde começar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pior era que estas seis vítimas não eram seis vítimas qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratava-se, sim, de seis nobres membros da respeitável sociedade Amorinense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A população precisava de respostas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E precisava imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu bem me lembro desta semana de desaparecimentos. Inicialmente, pensou-se até que se tratava apenas de um mal entendido. Depois do sumiço do Sr. Ataíde, na segunda, e da professora Coralina, no dia seguinte, chegou-se a cogitar que, possivelmente, eles não houvessem sumido coisíssima nenhuma – pelo menos não contra as suas vontades. Talvez tivessem saído de férias, ou ido passar uns dias na casa de algum parente numa cidade vizinha, por exemplo. Mas as famílias bateram o pé: não, eles não haviam saído de férias, e muito menos tinham ido passar uns dias na casa de algum parente numa cidade vizinha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manoela, amiga íntima de Coralina, contou para a polícia que ela e a amiga estavam em uma lanchonete quando Coralina avisou que iria ao banheiro. Perguntou se Manoela gostaria de acompanhá-la, mas esta preferiu primeiro terminar seu sanduiche. Passou-se cinco minutos, dez minutos, meia hora, e Coralina não retornou. Quando Manoela decidiu ir ao toalete ver se encontrava a amiga, não encontrou mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela sumiu sem levar a bolsa. E nenhuma mulher some sem levar a bolsa, a não ser que tenha sumido contra a sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que argumentou, sob os olhares circunspectos do delegado Amorim e seu escrivão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Maria Cândida, secretária do Sr. Ataíde, chegou ao consultório às oito horas da manhã, como fazia todos os dias. O psicólogo apareceu meia hora depois, deu-lhe bom dia, fechou-se em sua sala e de lá não saiu mais. Quando o primeiro paciente apareceu e Maria tentou contatar o doutor pelo telefone, ninguém atendeu. Ele já não estava mais lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No terceiro dia, quando a terceira vítima sumiu, a polícia percebeu que, de fato, alguma coisa muito errada estava acontecendo. E como coisas muito erradas não costumavam acontecer em Amorinha - cidade pacata e pequenina, com pouco mais de 30 mil habitantes localizada nas margens do lago Itu – deu-se início a investigação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, no quarto dia, lá se foi a quarta vítima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a quinta, e a sexta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No domingo, quando todo mundo já estava histérico, os sumiços simplesmente cessaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como diz o título desta postagem, eis o primeiro capítulo do meu próximo livro, &lt;em&gt;O Túmulo do Ladrão&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Lançamento este ano. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Ou não. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A gente nunca sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-23507900211989707?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/23507900211989707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/23507900211989707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/02/primeiro-capitulo-do-meu-proximo-livro.html' title='Primeiro capítulo do meu próximo livro.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-2485566719271396026</id><published>2011-01-26T21:09:00.002+01:00</published><updated>2011-01-26T21:36:17.377+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Uma Térmica de Café Espacial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei onde estava com a cabeça – mas desconfio – que me esqueci total e completamente de falar das mil e uma novidades da querida &lt;a href="http://www.cafeespacial.wordpress.com/"&gt;Café Espacial&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como sou adepta da doutrina do antes tarde do que nunca, cá estou para atualizá-los sobre tudo e mais um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Dia 21 de dezembro foi o lançamento da Café número 8, em Marília, no Café do Lado. A capa é do artista André Diniz Fernandes e você pode saber mais sobre esta edição clicando &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/2010/12/08/cafeespacial08/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TUDO LINDO. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É só o que eu tenho a dizer.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-size: xx-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB5mt-qKKI/AAAAAAAACi8/JmCICfXmM_o/s1600/cafc3a9-espacial-08-dez2010-capa-em-baixa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB5mt-qKKI/AAAAAAAACi8/JmCICfXmM_o/s320/cafc3a9-espacial-08-dez2010-capa-em-baixa.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* A Café iniciou 2011 desembarcando em terras portuguesas, mais especificamente na Bedeteca de Beja, uma espécie de biblioteca&amp;nbsp;que disponibiliza material&amp;nbsp;nas áreas de ilustração, cartoon e cinema de animação. O acervo inclui também centenas de álbuns, revistas e fanzines, além de uma galeria de exposições temporárias (é lá que nós estamos!), o auditório e a loja, onde podem ser adquiridas as edições da própria Bedeteca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confira &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/2011/01/19/cafe-espacial-em-portugal/"&gt;aqui&lt;/a&gt; toda a programação e, se estiver pelos lados de Portugal até final de janeiro, dê um tempo no bacalhau e vai conferir a exposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Dia 15 de janeiro rolou o lançamento da Café Espacial em Curitiba e, como sempre, foi tudo muito legal. Só estou falando sobre isso para poder postar aqui o cartaz-convite do evento, que ficou incrível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB392A24jI/AAAAAAAACi0/CKRfBs1FSaU/s1600/Cartaz+lan%25C3%25A7amento+Curitiba.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB392A24jI/AAAAAAAACi0/CKRfBs1FSaU/s320/Cartaz+lan%25C3%25A7amento+Curitiba.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* O Sergio Chaves, um dos editores da Café, deu uma entrevista bem legal para o Blog dos Quadrinhos, do UOL, onde fala, entre outras coisas, da decisão da revista de se desligar do coletivo &lt;a href="http://4mundo.com/"&gt;Quarto Mundo&lt;/a&gt;. Leiam &lt;a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2010-11-01_2010-11-30.html#2010_11-22_11_10_36-135059040-26"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Ignácio de Loyola Brandão que falou da Café Espacial no Caderno 2 do jornal Estadão? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morremos, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, você duvida? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clique &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101105/not_imp634955,0.php"&gt;aqui&lt;/a&gt; então. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB7TikK5aI/AAAAAAAACjI/1NDQlyqtO88/s1600/jornal-estadao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB7TikK5aI/AAAAAAAACjI/1NDQlyqtO88/s320/jornal-estadao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também foi lançado, em novembro do ano passado (Jesus, desatualizei sobremaneira!) o &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/expresso/"&gt;Expresso Café Espacial&lt;/a&gt;, com o objetivo de complementar o trabalho realizado com a revista, e também, é claro, de comemorar os três anos da nossa primeira edição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A distribuição é gratuita nos pontos de venda da revista, e em breve estará disponível para download no site. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avisarei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prometo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB6netkp3I/AAAAAAAACjE/BAT1nbVFUxU/s1600/expresso-cafe-espacial-01-novembro-2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB6netkp3I/AAAAAAAACjE/BAT1nbVFUxU/s320/expresso-cafe-espacial-01-novembro-2010.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, muitas novidades bacaníssimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveite a onda e adquira sua Café comigo, através do e-mail &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt;, ou com o Sergio Chaves, no e-mail &lt;a href="mailto:cafeespacial@gmail.com"&gt;cafeespacial@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AH! E dia 29, tem lançamento da Café Espacial #8 em São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vão, gente!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB6Muc0wlI/AAAAAAAACjA/4nXCN3tOB_Y/s1600/cartaz+lan%25C3%25A7amento+SP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB6Muc0wlI/AAAAAAAACjA/4nXCN3tOB_Y/s320/cartaz+lan%25C3%25A7amento+SP.jpg" width="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-2485566719271396026?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2485566719271396026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2485566719271396026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/uma-termica-de-cafe-espacial.html' title='Uma Térmica de Café Espacial'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TUB5mt-qKKI/AAAAAAAACi8/JmCICfXmM_o/s72-c/cafc3a9-espacial-08-dez2010-capa-em-baixa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7092633941212831273</id><published>2011-01-18T14:34:00.000+01:00</published><updated>2011-01-18T14:34:53.518+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>O Malucão e a Jana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que todos nós vamos concordar que o mundo está cheio de malucos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu ou você sejamos &lt;em&gt;Os Normais&lt;/em&gt;, mas convenhamos que a cota para doidos e dementes em geral está esgotada neste nosso planetinha febril.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as pessoas se perguntam: o que está acontecendo, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu creio que tenho uma resposta. Uma não. Duas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira é que chegaram os tempos em que ninguém mais esconde quem é. Aquela velha hipocrisia, o fadado bailinho de máscaras na qual dançava ritmadamente toda a sociedade ruiu, acabou, chegou ao seu derradeiro final. Você é tosco? Pois não irá mais conseguir esconder que é tosco. E, claro, esta falta de máscaras e disfarces gera uma ebulição de sandices, uma efervescência de insanidades porque, quem antes se escondia, agora não se esconde mais, porque não pode, porque não consegue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a&amp;nbsp;minha teoria de número um, ligada a uma filosofia mais transcendental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, minha teoria de número dois não tem nada de filosofia e muito menos de transcendental. Ela é bem prática mesmo, e diz mais ou menos assim: os malucos estão aí, fazendo a festa, porque nós, os menos malucos ou ‘quase-normais’ (sim, porque normal, normalzão mesmo, ninguém é) ficamos calados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ficamos calados pelos mais diferentes motivos: por medo, por pena, para preservar nossa intimidade e nossa integridade ou até mesmo para poupar nossa família e nossos amigos de encheções que consideramos desnecessárias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que o nosso silêncio serve, tão somente, para alimentar ainda mais os devaneios do maluco, que interpreta nossa discrição como estímulo, e não como “ó, tô cagando e andando pra ti”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reparem: todo mundo que sofre alguma espécie de assédio ou violência, seja física ou verbal, se cala durante muito tempo, até que, não suportando mais, fala. No fim, abre o jogo. Quando está a ponto de explodir, coloca as cartas na mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi o que fez, muito sabiamente e corajosamente, minha amiga e xará Jana Lisboa. Vocês a conhecem, do blog &lt;a href="http://sunflowerrecords.blogspot.com/"&gt;Sunflower Records&lt;/a&gt;, do E-Blogue.com, da coletânea &lt;a href="http://assassinos-sa.blogspot.com/"&gt;Assassinos S/A&lt;/a&gt; e de muitos outros lugares virtuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve que, ano passado, recebi um e-mail da Jana, enviado para mim e para vários outros amigos blogueiros seus, relatando uma história de arrepiar até os pelos pubianos da Claudia Ohana: um belo dia, Jana passou a receber comentários em seu blogue deste sujeito &lt;a href="http://memoriasdaliravelha.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que variavam dos elogios mais exagerados até as ofensas eróticas mais mesquinhas. Jana fez o que qualquer um faria em seu lugar: ignorou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passou e os comentários de seu blogue, bem como sua caixa de e-mails, continuaram contabilizando mensagens nefastas deste pobre rapaz, que aqui chamaremos de O Malucão. Então. O Malucão continuou a atormentando, até que um dia enviou-lhe um e-mail dizendo que estava indo para sua cidade lançar um livro, e gostaria de convidá-la para o tal evento. Jana mentiu que não estaria na cidade no dia e desejou-lhe boa sorte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, a vida seguiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu que numa manhã de um sábado qualquer, Jana recebeu o telefonema de sua irmã, avisando que havia um amigo dela, de São Paulo, sentado no sofá da sua sala, em Fortaleza. Jana levou algum tempo para se dar conta de que o amigo de São Paulo era O Malucão. Quando isso aconteceu, entrou porta adentro de sua casa aos berros, exigindo explicações sobre o que O Malucão fazia ali. E O Malucão, comprovando sua maluquice elevada ao cubo, respondeu que não havia lançamento de livro nenhum: ele havia saído de São Paulo e se deslocado até Fortaleza porque leu um texto da Jana sobre depilação e achou que ela estava pensando em se suicidar. Oi?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detalhe mórbido: até hoje, Jana não faz a menor idéia de como O Malucão encontrou sua casa, tendo em vista que ela nunca forneceu seu endereço em lugar nenhum e que o número do telefone, que consta na lista telefônica da cidade, está no nome de seu irmão, cujo sobrenome é diferente daquele que Jana usa para assinar seus textos na internet: Lisboa. Neste ponto precisamos admitir: tem coisas que só um Malucão faz por você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Jana e sua família falaram com a mãe d’O Malucão, que garantiu que o filho era malucão mesmo, porém inofensivo, e o resumo da ópera é este: O Malucão parou de atormentá-la por um tempo e agora voltou com força total, repetindo os comentários grosseiros e os e-mails inconvenientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No seu limite, Jana fez o que todos fazem quando chegam ao seu limite: estourou. E seu estouro resultou &lt;strong&gt;&lt;a href="http://sunflowerrecords.blogspot.com/2011/01/basta.html"&gt;nesta postagem em seu blogue, que eu sugiro a todos ler e comentar&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque estou contando tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para dizer que, não, não podemos nos calar quando sofrermos qualquer espécie de intimidação, ameaça, agressão. Não podemos ficar em silêncio, contando com o bom-senso de gente que sequer sabe soletrar bom-senso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes malucões, que existem as pás e que, por motivos que desconhecemos, OBECECAM em uns e outros, são, sim, pessoas ameaçadoras. Eu, particularmente, nunca duvido da capacidade de ser uma besta que todo mundo possui. Vejo que muitos, que duvidaram da capacidade de ser uma besta de um malucão, acabaram mal. Porque, contando com a discrição e com o medo que acreditam fomentar em suas vítimas, a malucagem de um malucão pode tomar proporções catastróficas, e terminar pessimamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, assim como todo mundo que anda sobre esta terra, já tive malucos na minha vida. Sim, tive. Um, em especial, eu até namorei. E como todo mundo, mantive-me calada, por medo, por pena, etc. E fiquei assim, em silêncio sepulcral, até que meu balde encheu e eu saí Brasil afora, falando, falando, falando sobre tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fiz isso por dois motivos principais: o primeiro era para o maluco saber que, se alguma coisa acontecesse comigo, haveria mil testemunhas que poderiam dizer: sim, foi ele, ela me contou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E segundo para mostrar que, se eu não tinha a força física e a psicopatia latente que ele tinha, eu possuía, pelo menos, voz. E uma voz saliente, diga-se de passagem. Por isso dei voz a todos os meus fantasmas. Se ele queria me tocar o terror, que tocasse, mas eu tocaria de volta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele precisava saber, definitivamente, que não era tão forte nem tão assustador quanto imaginava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resultado: o malucão sumiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, de uma coisa vocês podem ter certeza: esses malucões nem são tão malucões assim. Eles se aproveitam da nossa intimidação e do nosso medo para supervalorizar uma maluquice que,&amp;nbsp;a bem da&amp;nbsp;verdade, nem é tão maluca assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu só faço um questionamento para avaliar o grau de maluquice de um malucão: ele rasga dinheiro? Se não rasga, não é tão maluco quanto pode querer parecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, como disse acima, de médicos e loucos todos temos um pouco, e se tem um maluco te incomodando, mostre para ele que você pode ser tão ou mais maluca que ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você pode, acredite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, minha brava gente, este post é sobre isso: enfrente seus malucos. Não se calem perante eles, não lhes dêem mais forças do que eles têm, não lhes mostrem que vocês estão cagados de medo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo já precisou enfrentar um, e se você ainda não, prepare-se, pois vai precisar, mais cedo ou mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a melhor maneira de enfrentar um maluco é colocá-lo em evidência, é desmoralizá-lo, é dar nome e sobrenome e mostrar que você não tem medo dele – mesmo que tenha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escondê-lo, calar-se, dissimular e fingir que nada houve só servirá para deixá-lo ainda mais se sentindo o rei da cocada preta, e tudo que um maluco não deve se sentir é o rei de qualquer coisa. Porque, aí sim, ele passa a ser perigoso de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, parabéns Jana, minha doce xará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conte com a gente para o que der e vier.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, Maluco da Jana: arrume o que fazer, bróder. Existe um mundo bonito lá fora, além das fronteiras virtuais. Fica minha dica. Beijo na família e se liga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7092633941212831273?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7092633941212831273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7092633941212831273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/o-malucao-e-jana.html' title='O Malucão e a Jana'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-2586948342123093460</id><published>2011-01-15T16:36:00.000+01:00</published><updated>2011-01-15T16:36:22.201+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colorada'/><title type='text'>AQUI JAZ: FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o Internacional, meu time querido, perdeu o Mundial de Clubes para o obscuro Mazembe, em 14 de dezembro do ano passado, eu chorei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorei de enfiar a cabeça entre as pernas e soluçar e ficar com os olhos vermelhos e inchados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu marido, compadecido de minha penosa situação, me abraçou e disse uma coisa que ficou martelando na minha cabeça por vários dias:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jana: se os jogadores, que perderam dinheiro, não estão chorando, por favor, não vá você chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa frase doeu mais do que os dois a zero que levamos do time africano. E só doeu mais porque é a mais dura, crua e indecorosa realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sou ingênua e, creio que a esta altura do campeonato, ninguém mais seja. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que sabemos que aquilo que movimenta todos os clubes de futebol, sejam do Brasil, sejam do resto do mundo, são os cifrões, e não mais o amor pela camiseta. Aparentemente, não há amor de jogador que resista a alguns zeros a mais no contracheque. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Futebol arte? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vaga lembrança de um passado que eu, do alto dos meus 26 de idade, não vi, não vivi; só ouvi falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso dá nojo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DÁ NOJO, com caps lock e tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que por detrás de um time haja uma empresa, é a paixão que mantém os torcedores – e são os torcedores quem mantém os times. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é justamente por causa desta paixão – que, como toda paixão, é cega, burra, surda e completamente louca – que torcedor nenhum entende quando, por exemplo, um jogador-ídolo, que há pouco tempo atrás jurava paixão incondicional pelo seu clube, troque-o na maior cara dura só por causa de alguns níqueis a mais no final do mês. E o que mata é que este mesmo jogador, que largou o time pelo qual se dizia apaixonado por causa de um salário maior, já está mais cheio de dinheiro do que seu cofre é capaz de suportar. Ou seja: nem precisaria se vender. Se vendeu porque quis; se vendeu porque é, indiscutivelmente, uma PUTA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei bem como é isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivi na pele o desgosto de ver um ídolo cair quando nosso ex-capitão, &lt;em&gt;Fernandão, O Desgarrado&lt;/em&gt;, foi assobiando jogar fora do Brasil porque ‘a proposta salarial era interessante’ e, quando voltou, nem pudor teve de ir em NOSSO ESTÁDIO e na frente da NOSSA TORCIDA fazer um gol contra o NOSSO TIME e ainda por cima SAIR COMEMORANDO EFUSIVAMENTE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é por isso que, apesar da imensa rivalidade, inimizade e desprezo, estou, neste exato momento, completamente apiedada do torcedor gremista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vou além: não apenas do torcedor gremista, mas de todo torcedor, de todo mundo que gosta de futebol e, gostando, compreende todas as nuances dessa paixão que não se explica – somente se sente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem preciso contextualizá-lo, não é caro leitor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou falando dessa novelinha bagaceira e mal escrita protagonizada pelo Ronaldinho e seu irmão, Assis, que colocaram a última pá de terra sobre o caixão onde jaz tudo aquilo que é (era?) bonito no futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que esta história toda começou a se desenrolar, e que ficou nítido que tudo não passava de uma questão de quem pagava mais, eu me lembrei do que disse meu sábio marido, naquele 14 de dezembro de 2010:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jana: se os jogadores, que perderam dinheiro, não estão chorando, por favor, não vá você chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa frase ressoará no oco de minha cabeça para todo o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meu mundo perfeito, todos os times interessados em Ronaldinho – leia-se Grêmio, Palmeiras, Flamengo e Corinthias – deveriam, assim que perceberam o leilão ignóbil que Assis promovia do passe de seu irmão, se retirar das negociações. Isto sim, seria decente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E digo mais: estes clubes deveriam se retirar das negociações contando com o apoio irrestrito de suas torcidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem pagou mais e chorou menos foi o Flamengo, e a torcida – pobre torcida! – estava lá, felizona. Vinte mil flamenguistas foram recepcionar &lt;em&gt;Ronaldinho, O Prostituído&lt;/em&gt;, com festas e fogos. Como se ele merecesse!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto dói. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que perder o Mundial de Clubes para um time obscuro cujo goleiro pulula utilizando as nádegas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ver que todo o amor e toda a dedicação sincera da torcida – que vai ver os jogos e compra camisetas caríssimas e associa-se e, o mais importante: MANTÉM SEUS CLUBES FUNCIONANDO FINANCEIRAMENTE – é amoralmente utilizada para fazer com que meia dúzia de babacas, que sequer entendem de amor e dedicação, encham seus bolsos já abarrotados de mais &amp;amp; mais dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor e negócios não costumam casar bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por mais que eu entenda e, acredito, todos nós entendamos, que um time de futebol é, sim, uma empresa, e que precisa ser administrado como tal, seria pedir demais um pouco de decência, de ética, um mínimo de respeito pelo amor que os torcedores têm, não apenas pelo seu time, mas pelo futebol?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reconheço, com pesar, que algo que já estava trincado em mim se quebrou, definitivamente, depois desta patacoada armada pelos irmãos Assis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A réstia de esperança que ainda pulsava em meu coraçãozinho aflito de torcedora deu seu derradeiro suspiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal como chorar, amar, torcer e gastar seus últimos dinheiros comprando camisetas oficiais ‘para ajudar o clube’ quando tudo que jogadores, técnicos, direção, empresários e Cia. Ltda. querem é transformar o futebol num mercadão livre e vulgar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já disse um espertinho, certa vez: “Amigos, amigos, negócios à parte”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que parece, os negócios estarão sempre à parte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À parte do respeito, à parte da consideração, à parte da ética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E em se tratando de negócios – e aqui pouco importa se negociamos carros, azulejos, pastel de feira ou nossa mãe – vale tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando eu digo TUDO, quero dizer TUDO MESMO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até mesmo destruir e corromper com uma das poucas coisas que ainda despertam alguma paixão sincera e dão alguma alegria para nós, o fadado povinho brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oremos e choremos, prezados amigos torcedores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que nos resta fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-2586948342123093460?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2586948342123093460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2586948342123093460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/aqui-jaz-futebol.html' title='AQUI JAZ: FUTEBOL'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-4272908751811124768</id><published>2011-01-03T14:26:00.000+01:00</published><updated>2011-01-03T14:26:49.982+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Complicadas resoluções.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Virada de ano é a velha história: todo mundo de branco comendo uvas e lentilhas e fazendo listas de resoluções. Eu sempre achei as festas de final de ano meio xaropes porque tudo me parecia demasiado artificial, beirando a afetação. E nem falo das relações entre parentes que se odeiam e precisam dividir um chester no natal, mas do interminável protocolo das festas. É cheio de TEM QUE. Tem que ter peru à meia-noite e tem que ter árvore e tem que ter guirlanda e tem que comprar presentes e tem que ter Simone cantando ‘então é natal’ e ufa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reveillon então, requer uma verdadeira operação cerimonial. Tem que passar de branco e tem que comer porco e lentilha e pular ondas e estourar champagne e fogos de artifício e. Bem. Vocês já entenderam. Vocês conhecem bem todos os TEM QUE de festa de final de ano, tenho absoluta certeza disso. E era exatamente esta burocracia toda que me dava um tédio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o tempo passa e a gente cresce e descobre que existem problemas bem mais sérios do que se entediar com o natal e deixa isso para lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é justamente porque vivi num passado nada distante esta rixa com as festas de final de ano que eu sempre procurei me abster das formalidades. A última lista de resoluções que eu fiz tinha 11 anos e entre elas estava ‘jogar menos videogame’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, 15 anos depois, cá estou eu, decidida a fazer novamente a tal da lista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não sou maluca, coloquei nela apenas coisas que dependem de mim realizar - e somente de mim. Caso contrário precisaria contar também com a sorte, e sorte é o tipo da coisa com a qual temos de ter cautela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que desta lista exclui coisas como emagrecer cinco quilos ou ganhar mais e comprar um carro. Isto, por mais que pensemos o contrário, é fácil de obter. Um pequeno esforço e as chances de conseguirmos, ou chegarmos muito perto de, aumentam vertiginosamente. O que não entendemos é que, na maioria das vezes, nossos problemas não se resolvem emagrecendo, ganhando mais ou andando de carro novo. Isto pode, sem dúvidas, nos satisfazer momentaneamente, mas honestamente não é o que vai tornar nossas vidas melhores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que preferimos pensar que, sim, é claro que vai tornar nossa vida melhor. Afinal, o ser humano é adepto ferrenho da lei do menor esforço, e no fundo todo mundo sabe que é mais fácil comprar uma Ferrari amarela do que deixar definitivamente para trás velhos e desprezíveis hábitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca vi em lista de resolução de ano novo ‘ser menos egoísta’. ‘Tratar com mais afabilidade os outros’. ‘Ser mais tolerante e menos ferino’. ‘Exercitar a paciência’. Não. Ninguém pensa em mudar a vida que acontece dentro de cada um de nós; estamos interessados apenas na vida aqui fora – aquela que não faz sentido nenhum. E então temos um carro, estamos magros e ganhando bem e somos estressados. Agressivos. Impacientes. Preconceituosos. Estúpidos. Mal educados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizes e insatisfeitos, outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do que adianta, eu pergunto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta lista que busca resolver os problemas que de fato interessam é muito, mas muito mais difícil de cumprir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque estamos de tal forma enraizados em antigos e odiosos hábitos, que abandoná-los é quase uma mutilação. Sabemos quais são os nossos erros,&amp;nbsp; e mesmo assim continuamos errando, batendo com a cabeça na parede, teclando a mesma&amp;nbsp;tecla quebrada com compulsão. Aliás, é impressionante nossa incapacidade de aprender com&amp;nbsp; os nossos erros, mas isso já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que precisamos, todos nós, sem exceção, parar, sentar, pensar e escrever num papel quais os defeitos vamos nos comprometer a trabalhar para abandonar neste ano que se inicia. Naturalmente não podemos ser exagerados e querer virar Jesus Cristo em três centenas de dias, mas dá para começar aquilo que será uma verdadeira mudança&amp;nbsp;em nossas vidas. E para melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu mal, por exemplo, chama-se cólera e preguiça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou daquele tipo de pessoa que é adorável e querida, desde que tudo caminhe conforme eu quiser. Desde que não me contrariem. Caso contrário, deus do céu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a preguiça, essa vilã. Me esforço diariamente para vencê-la, mas quando vejo lá estou eu me entregando para ela, despudoradamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não dá mais para viver assim, e carro nenhum, salário nenhum nem cinco quilos a menos me tornarão alguém mais feliz, se eu continuar dando vez e voz para estes males que, apesar de parecerem inofensivos, podem ser fulminantes e fazer um tremendo estrago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E acredito que assim como eu, o que todos almejam, essencialmente, é a felicidade. Seja através de que resolução for, o que as pessoas querem mesmo é sentirem-se felizes e satisfeitas. Todavia, penso que seguimos o caminho proporcionalmente inverso e por isso estamos cada vez mais malucos e isolados dentro de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então este ano vamos tentar ser pessoas melhores. E eu disse apenas TENTAR. Vamos pensar em pelo menos um defeito que nos faz sofrer e batalhar para derrotá-lo. E quando digo batalhar, não uso nenhuma força de expressão. Abandonar um velho jeito de ser é mais complicado do que parece, e exige um policiamento diário e contínuo para que não nos entreguemos aos nossos desastrosos instintos. Mas quando conseguimos vencê-lo, ah. Que delícia. Isto sim é felicidade. Saber que evitamos sofrer e fazer sofrer apenas por nossa máxima vontade. Sentimo-nos fortes, seguros e contentes porque vencemos a nós mesmos – nosso único, maior e mais destemido inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece pequeno e pedante falando assim, em um blogue, em um início de ano. Mas se você parar para pensar, verá que é a mais pura verdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidente que não precisamos esperar nenhum reveillon para parar de repetir as mesmas idiotices de sempre, e que só nos colocam em enrascadas. Mas já que é tempo de resoluções, que optemos por começar já.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos tentar mudar para melhor neste 2011, meus amigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, é só o que eu posso desejar para todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-4272908751811124768?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4272908751811124768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4272908751811124768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2011/01/complicadas-resolucoes.html' title='Complicadas resoluções.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5666558334826540167</id><published>2010-12-17T11:37:00.003+01:00</published><updated>2010-12-17T11:44:41.232+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>“Aqueles que aprovam, permaneçam como estão”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Quando você, caro trabalhador brasileiro minimamente assalariado, quer um aumento, o que faz?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procura aperfeiçoar seu trabalho? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bajula o chefe? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pede com carinho? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Busca especialização? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, mesmo aperfeiçoando seu trabalho, bajulando o chefe, pedindo com carinho e buscando especializar-se, às vezes não rola, não é mesmo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou rola, mas menos, BEM MENOS do que você imaginava, gostaria ou supunha que merecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei como é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos sabemos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem algumas pessoas que, quando querem aumento de salário, só precisam “permanecer como estão”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes sortudos são as nossas vossas excelências, os políticos, e - pasme! – o patrão, que lhes aumenta o salário para que “permaneçam como estão”, somos eu e você. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não é um aumentozinho ordinário de 30 pilas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo de 62% de reajuste. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto sobre um salário que já estava bem longe de ser mínimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que aconteceu dia 15 de dezembro deste ano, quando 279 deputados federais apoiaram o requerimento de urgência para a votação do projeto de decreto legislativo que aumentou os vencimentos de deputados federais, senadores, presidente e vice-presidente da República, além de ministros de Estado, para R$ 26,7 mil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É. Eu disse VINTE E SEIS MIL E SETECENTOS REAIS. E uns quebrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A votação foi simbólica, ou seja, do tipo em que o congressista não declara seu voto. Neste tipo de votação, quem preside a sessão anuncia: “Aqueles que aprovam, permaneçam como estão”. Para, em seguida, emendar: “Aprovado”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lista com os nomes dos políticos e seus respectivos votos você encontra clicando &lt;a href="http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&amp;amp;cod_publicacao=35575"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira, eu, que sou gaúcha, me dei ao trabalho de pesquisar a cara de pau de cada um dos parasitas políticos do meu estimado estado que votaram a favor deste despautério. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus nomes e seus partidos estão logo abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você é gaúcho também, guarde estes nomes e, PELOAMORDEDEUS, não lhes dêem nem bom dia – quiçá seu voto!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cláudio Diaz PSDB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Darcísio Perondi PMDB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fernando Marroni PT &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Germano Bonow DEM &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;José Otávio Germano PP &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Luis Carlos Heinze PP &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Marco Maia PT &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mendes Ribeiro Filho PMDB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Osmar Terra PMDB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Paulo Roberto Pereira PTB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pompeo de Mattos PDT &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Renato Molling PP &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sérgio Moraes PTB &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vieira da Cunha PDT &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vilson Covatti PP &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿﻿﻿﻿﻿Mas se você não é gaúcho, veja a lista dos deputados do seu estado e não esqueça seus rostinhos feios e nomes-sobrenomes sob nenhuma hipótese. &lt;br /&gt;O novo salário entra em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2011.&lt;br /&gt;Ainda&amp;nbsp;no Rio Grande do Sul: Luciana Genro, do PSOL e Paulo Pimenta, do PT, votaram contra. Emilia Fernandes, também do PT, absteve-se de votar.&lt;br /&gt;Do montante total, 35 votaram contra, e são eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Henrique Afonso (PV – Acre) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Luiz Bassuma (PV – Bahia) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Augusto Carvalho (PPS – Distrito Federal) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Magela (PT – Distrito Federal) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Capitão Assumção (PSB – Espírito Santo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lelo Coimbra (PMDB - Espírito Santo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sueli Vidigal (PDT – Espírito Santo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Vander Loubet (PT – Mato Grosso do Sul) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Luiz Couto (PT – Paraíba) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Major Fábio (DEM – Paraíba) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Alfredo Kaefer (PSDB – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Assis do Couto (PT – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Gustavo Fruet (PSDB – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Marcelo Almeida (PMDB – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Reinhold Stephanes (PMDB – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Takayama (PSC – Paraná) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Raul Jungmann (PPS - Pernambuco) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Chico Alencar (PSOL – Rio de Janeiro) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Cida Diogo (PT – Rio de Janeiro) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fernando Gabeira (PV – Rio de Janeiro) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eduardo Valverde (PT – Rondônia) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ernandes Amorim (PTB – Rondônia) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mauro Nazif (PSB – Rondônia) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Décio Lima (PT – Santa Catarina) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dr. Talmir (PV – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Emanuel Fernandes (PSDB – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fernando Chiarelli (PDT – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ivan Valente (PSOL – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;José C Stangarlini (PSDB – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Luiza Erundina (PSB – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Paes de Lira (PTC – São Paulo) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Regis de Oliveira (PSC – São Paulo) Não &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Iran Barbosa (PT – Sergipe) &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, não é porque estes 35 votaram contra que não terão os mesmos 62% de aumento. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, por exemplo, se fosse da política (e, sendo da política, naturalmente seria canalha &amp;amp; cretina) votaria NÃO só para acharem que eu sou honesta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, dia primeiro de fevereiro, pegaria meu aumento bem feliz e com minha imagem pública intacta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ver se o aumento só valesse para quem votou a favor, se haveriam 35 contras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há esperança.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5666558334826540167?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5666558334826540167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5666558334826540167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/12/aqueles-que-aprovam-permanecam-como.html' title='“Aqueles que aprovam, permaneçam como estão”'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-601233070657396131</id><published>2010-12-15T16:36:00.000+01:00</published><updated>2010-12-15T16:36:34.756+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tópicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colorada'/><title type='text'>Jana vive.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muita gente me escreveu (mentira, foi só uma meia dúzia) perguntando se eu havia desistido da vida ou, pior, do meu blogue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, gente amiga, não desisti nem da vida nem do blogue. Apenas descobri recentemente uma vida bela e interessante para além das fronteiras da internet, e tenho me dedicado com afinco e ternura a ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enquanto eu me dedicava com afinco e ternura&amp;nbsp;a vida real, muitas coisas aconteceram. Coisas que, sem dúvidas, mereceriam minha atenção e, quiçá, um texto com muitos caracteres neste blogue opinativo, porém sem pretensão, mas que deixei passar, pensando: amanhã eu escrevo, amanhã eu posto, amanhã eu vejo como faço. E acabava não escrevendo, nem postando, nem vendo como fazia porcaria nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece que hoje acordei e decidi pedir para a vida real aguardar alguns instantes na sala de espera, porque eu estava com um pouquinho (só um pouquinho assim) de saudade da vida virtual. Por isso, ofereci para ela um cafezinho com bolinhos e disse que já voltava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E cá estou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como falei, muitos assuntos merecedores de atenção aconteceram nestes dias em que fiquei fora daqui e dentro dali, e por isso, claro, terei de ir por tópicos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para não virar bagunça, sabe como é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Prêmios Literários e Whiskas Sachê&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu que, para variar, o Chico Buarque levou todos os prêmios literários que existiam e, até mesmo, os que não existiam. A Editora Record, que &lt;u&gt;não&lt;/u&gt; publica o Chico Buarque e por isso mesmo ficou ofendidinha, largou um comunicado avisando que, a partir do ano que vem, não irá mais inscrever seus livros no Prêmio Jabuti, já que, de antemão, é o Chico quem leva tudo. Ok, o argumento não foi exatamente este, mas enfim. Não pude evitar um sorrisinho brejeiro e discreto no canto da boca quando li esta notícia. E nem é porque eu, enquanto mais uma nova autora no meio de uma multidão de novos autores, nunca ganhou absolutamente nada, mas porque enquanto leitora, vejo sempre os mesmos escritores abocanhando os mesmos prêmios, o que, lá pelas tantas, dá um tédio. Nunca havia me manifestado a este respeito para não parecer ranço de autor coitado que nunca ganhou nem bom dia de prêmios literários, mas depois que a Record resolveu reclamar, pensei que, afinal, eu não era uma autora amargurada cheia de ressentimento. Para variar eu estava certa, e há, sim, alguma coisa fedendo aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebam: nada contra o Chico. Gosto de algumas de suas músicas, apesar de achar que, de um modo geral, ele é superestimado. Superestimado como cantor, como letrista, como bonitão. Agora, em nenhuma categoria ele é mais superestimado do que como escritor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E antes que vocês comecem a gritar e a atirar pedras na Geni, respondam a esta pergunta: você já leu algum livro dele? Isto é, você conseguiu tamanha proeza? E gostou? Se sim, mande um e-mail que eu vou lhe mandar uma lembrancinha de natal, e você será considerado por mim meu mais novo herói. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu li quatro páginas de Budapeste, e depois que acordei sentada no sofá com o livro no colo e dor na nuca, atirei o livro na lixeira, horrorizada. Minha mãe, que é uma guerreira, pegou o livro do lixo e leu. Leu até o fim. Depois que acabou, ela mesma atirou o livro na lixeira, em lágrimas, pensando no tempo que perdeu lendo aquele troço. “Poderia estar lavando louça”, foi seu comentário mais sutil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que eu conheço pelo menos trezentas pessoas que escrevem melhor que o Chico. Porém, é o Chico quem abocanha todos os prêmios. E por quê? Ora, porque Chico tem uma coisa que falta a estas outras trezentas pessoas: ser o Chico Buarque. Afinal, só o Chico é o Chico. E Chico dá ibope, Chico aparece na TV, Chico traz credibilidade. Chico é celebridade. O resto é o resto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, ao invés de Chico Buarque, fosse o Manoel da Silva quem tivesse escrito Budapeste, ninguém sequer saberia que houve, um dia, um livro chamado Budapeste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito, tenho uma história sobre o Chico. A Universidade de Passo Fundo, d'&lt;em&gt;A Terra Onde Não Nasce Grama&lt;/em&gt;, promove, a cada dois anos, um charlatanismo literário grosseiro chamado Jornada Nacional de Literatura (leia o que eu penso sobre isso &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2009/11/jornada-nacional-de-patifaria.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Em 2005, Chico, para variar, levou o Prêmio Zaffari Bourbon de Literatura, que pagou pra ele a bagatela de 100 mil reais. Chico chegou a Passo Fundo em avião próprio, pegou seu cheque, deu tchauzinho pra galerê e foi-se embora. Tudo em cinco minutos. Mas passou no Jornal Nacional, e só isto já valeu o investimento dos cem mil, né &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_22JwwZh0vjY/S8yIym8Qm8I/AAAAAAAAAQQ/MdzrM1mQeqE/s1600/Prof+T%C3%83%C2%A3nia.jpg"&gt;Tânia Rösing&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acho meio perda de tempo e dinheiro participar destes prêmios e, assim como a Record porém por outros motivos, já sai de fininho e sem traumas faz tempo. Primeiro porque, à exceção de um ou de outro, a inscrição é caríssima. Você paga para participar da seletiva sabendo de antemão que não levará nada. E depois ainda precisa lidar com a frustração e com o rombo financeiro. E sabe quem fica com o seu suado dinheirinho de novo autor que mal ganha para pagar a garapa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele mesmo: o Chico Buarque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Invasão de favelas no Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu achei de uma beleza rara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que muitos chatos que vivem enfiados no apartamento da mamãe comendo pão com mortadela falaram muitas bobagens a este respeito, mas ignoremo-los e nos concentremos no que de fato interessa: a polícia brasileira, finalmente, mostrou para todos nós que, não, o poder paralelo e o crime organizado não são nem tão paralelo e nem tão organizado assim. Bastou que alguns fardados altamente aparelhados subissem morro acima para que os grandes e perigosíssimos bandidões fortemente armados fugissem que nem donzelas assustadas para debaixo da cama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, é claro: não adianta armar o circo, fazer o espetáculo e depois ir embora chupando um pirulito de uva. Mas não creio que farão isso. Que essas unidades de polícia pacificadora (UPPs) possam, de fato, fixar residência não somente na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, mas em todas as favelas do Brasil, e fazer o trabalho pelo qual são pagos para fazer: pacificar. Sim, porque não adianta passar o poder déspota e violento dos bandidos para as mãos dos policiais, e continuar mantendo a população subjugada e com medo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, nisso todos concordamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que eu considerei particularmente excepcional nesta história toda foi a total inversão de papéis. Quero dizer, a total reestruturação de papéis, porque inversão havia quando o bandido era herói e o herói era bandido. As crianças e jovens das favelas, que cresceram achando vagabundo violento seu modelo de vida, agora terão pelo menos a chance de perceber que eles não passam de ratos assustados e despreparados segurando bodoques. Com a entrada da polícia, esta meninada terá a oportunidade de se espelhar em um outro personagem, até então desprezado, achincalhado e ridicularizado por quem está dentro e fora da favela: a polícia. Que, teoricamente, está dentro da lei. Que, teoricamente, é do bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, desde que eu nasci (e lá se vão 26 anos) tenha sido esta a primeira vez que olhei para a polícia com olhos ternos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu não devo ser a única.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo, seus lindos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Inter perde Mundial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um jogo sofrível e triste, que quando acabou me fez derramar lágrimas sentidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo bem, a vida segue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém eu, que não sou tão boba quanto poderão supor os mais&amp;nbsp;incautos, tenho dois truques para defender minha integridade e serenidade em ocasiões como esta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São eles:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRUQUE 1: não pisotear seu rival quando seu time está por cima. Este é o ponto fundamental e mais importante. Por quê? Porque quando você e o seu time estiverem por baixo (como, no caso, agora) seu rival não terá o direito nem a legitimidade de vir pisotear você. Claro, não é fácil, e a vontade de tocar uma cornetinha no ouvido do adversário quando estamos numa boa é latente. Mas precisamos nos segurar, justamente porque futebol é uma caixinha de surpresas e nunca se sabe o dia de amanhã. De uma hora para outra tudo muda e aí. Bom, aí você não vai querer alguém jogando álcool e sal em cima das tuas feridas. Ou vai? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ganhamos a Libertadores, Deus sabe o esforço que fiz para comemorar sem desmoralizar ninguém, especialmente meus amigos irritantes e gremistas. Foi difícil, mas mantive-me caladinha, comemorando o lindo título de canto e sossegada. Bem que fiz, porque caso contrário, agora, além da dor incomensurável de ver nosso bi mundial descer ralo abaixo tal qual um xixicocô, ainda precisaria agüentar mil gremistas enchendo meu santo saco, e tornando meu luto ainda pior e mais dolorido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O raciocínio é simples e óbvio: se você não quer ser corneteado, não corneteie. É ruim quando estamos por cima, mas sensacional quando estamos por baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, sim. É claro que existem os sem-noção, que vem encher teu saco mesmo você não tendo enchido o saco deles quando poderia fazê-lo. Mas com estes a gente acaba na moral:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Presta atenção, ô (&lt;u&gt;insira aqui o nome do corneteiro)&lt;/u&gt;: se você quiser vir me azucrinar, venha, mas antes lembre-se de que, há bem pouco tempo atrás, quando teu time estava na zona de rebaixamento e o meu era campeão da Libertadores, eu não te azucrinei, respeitei tua dor e fiquei na minha, como manda as regras de civilidade e boa vizinhança - que eu, diferentemente de você, conheço. No entanto, apesar da consideração que tive contigo, vejo que você não tem a menor consideração comigo, e isso me faz ver que você não passa de um cretino que não merece sequer minha amizade e consideração. Não porque torce para o Grêmio ou para o Corinthians, mas porque está aporrinhando talvez a única pessoa que lhe poupou do ridículo, quando você e o seu time estavam em uma situação, no mínimo, ridícula. Lamento pela sua falta de maturidade e discernimento. Me esqueça e tchau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decorem este parágrafo e larguem para quem estiver te flauteando com os olhos marejados e a expressão séria. Funciona. Garanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRUQUE 2: Outra maneira importante de defender sua integridade e serenidade após seu time afundar-se no lodo da derrota é desligar a TV, não ler o jornal e, sob nenhuma hipótese, acessar o twitter. O motivo é simples: na TV, todos os programas estarão falando da sua derrota, mostrando detalhes, lances, fazendo comentários, e isto só servirá para reavivar sua dor. É tortura. Quando nos machucamos, colocamos um curativo sob o machucado, e não saímos por aí permitindo que qualquer desocupado coloque os dedos imundos em nossa ferida e a chafurde, correto? Vale o mesmo para estes dias de pós-derrota. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jornal, idem. Queime-o. Dê para o seu cachorro despedaçá-lo e o agradeça em seguida dando um biscoitinho sabor carne. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o twitter, bem. Este é o pior. Ali se concentram todos os flauteadores, e eles não medirão esforços para colocar no TT definições humilhantes e sofríveis a respeito do teu time. O que lhe fará ter desgostos, perder amigos e cogitar da hipótese de dar unfollow até mesmo em parentes próximos. Evite o calvário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, por exemplo, estou escrevendo este texto, depois lavarei roupa e louça, e lerei um livro, assistirei o Vale a Pena Ver De Novo e visitarei minha vizinha que odeia futebol e faz o melhor bolo de milho com café preto do condado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se você é colorado, sugiro que faça o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, ainda sobre o Inter, é imprescindível que eu diga uma coisa: não importa se ele perdeu o Mundial. Nos anos 90 eu tinha 10 anos e meu time não ganhava nem par-ou-ímpar e nunca - eu disse NUNCA - pensei em torcer para outro time ou me envergonhar do colorado. Eu amo o Inter, mesmo que ele caia para a vigésima nona divisão. E isto é o mais importante. Se eu estivesse em Porto Alegre, creia-me: iria ao aeroporto fazer festa para recepcionar os jogadores e agradecer pela tentativa. Sim porque, para perder um Mundial de Clubes, é preciso primeiro disputar um Mundial de Clubes, e para disputar um Mundial de Clubes é preciso antes ganhar uma Libertadores da América, e para ganhar uma Libertadores da América é preciso ser, no mínimo, um grande time. E o Inter é um grande time, gostem vocês ou não. E nem sou eu quem diz. É a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ranking_Mundial_de_Clubes_da_IFFHS"&gt;FIFA&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ademais, não se ganha sempre, e qualquer pessoa com dois neurônios sabe disso. E mesmo que nunca mais disputemos nada de importante, nada vai me separar do meu colorado, que eu amo e respeito de corpo, alma e coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa o que digam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha camisa vermelha eu levo comigo, até para a vigésima nona divisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TQjaLTg33kI/AAAAAAAACho/ccDuTERlpqo/s1600/inter2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TQjaLTg33kI/AAAAAAAACho/ccDuTERlpqo/s320/inter2.gif" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-601233070657396131?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/601233070657396131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/601233070657396131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/12/jana-vive.html' title='Jana vive.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TQjaLTg33kI/AAAAAAAACho/ccDuTERlpqo/s72-c/inter2.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-136665157341396920</id><published>2010-11-23T12:27:00.000+01:00</published><updated>2010-11-23T12:27:33.858+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERARTE'/><title type='text'>Meu desligamento do Selo Literarte.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois então. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Título auto-explicativo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este post é para avisar a quem puder interessar que, a partir de agora, não sou mais editora do Selo Literarte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por quê? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os motivos são muitos, mas principalmente porque estou envolvida até a raiz dos cabelos em outros projetos – projetos estes que inviabilizam minha participação efetiva dentro da editora Multifoco, e me obrigam a fazer escolhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nem sempre é coisa fácil, mas fazer o quê? A vida é feita de prioridades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, gostaria de deixar muito claro que minha decisão nada tem a ver com algum eventual problema ou atrito dentro da editora. Muito pelo contrário. Eu só tenho a agradecer à Multifoco, ao Frodo e a toda a equipe o carinho e a confiança dispensados a mim, além do enorme&amp;nbsp;respeito com que sempre me trataram – aliás, repito aqui: valeu mesmo, pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, se você deseja enviar um original para avaliação da Multifoco, vá em frente e mande para este e-mail aqui: &lt;a href="mailto:contato@editoramultifoco.com.br"&gt;contato@editoramultifoco.com.br&lt;/a&gt; ou diretamente para o Frodo Oliveira, que atende aqui: &lt;a href="mailto:anthology@editoramultifoco.com.br"&gt;anthology@editoramultifoco.com.br&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho certeza que a editora terá o maior prazer em avaliar seu livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você é um dos autores aprovados pelo Selo Literarte, fique bem sossegado que tudo seguirá conforme o combinado, e eu cuidarei pessoalmente dos seus livros, até que eles estejam devidamente impressos e em suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coletâneas &lt;em&gt;Crônico!&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Quadrinhos em Histórias&lt;/em&gt; também serão publicadas conforme o previsto, e eu passarei através deste blogue maiores informações sobre lançamentos e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem ficou com dúvidas ou deseja me convidar para um casamento, mande e-mail: &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, gente boa, a vida segue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um beijo meu pra vocês e toca o baile.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-136665157341396920?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/136665157341396920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/136665157341396920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/11/meu-desligamento-do-selo-literarte.html' title='Meu desligamento do Selo Literarte.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-4039746818970449670</id><published>2010-11-15T19:16:00.000+01:00</published><updated>2010-11-15T19:16:50.542+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa-Crônica'/><title type='text'>INADIMPLENTES.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando contraímos uma dívida, sabemos de antemão que, cedo ou tarde e querendo ou não, teremos de saldá-la. Podemos até fingir que não nos lembramos dela, fazer uma dancinha e atravessar a rua disfarçadamente para não passar na frente do credor. Mas a dívida continuará lá. Intacta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, nesta longa estrada da vida não somamos apenas dívidas financeiras. Estas são, a bem da verdade, as que menos importam, por mais que todo mundo acredite no contrário. Dívidas financeiras podemos renegociar, ganhar descontos, livrar-nos dos juros, quitá-las em suaves parcelas mensais. Mas estas outras dívidas as quais me refiro são inegociáveis. Elas devem ser pagas em seu montante,&amp;nbsp;a vista ou&amp;nbsp;a prazo, hoje ou amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo é dos nossos desacertos, das nossas decisões erradas, das coisas horríveis que, de vez em quando ou sempre, saem da nossa boca. De tudo que era bom e que deixamos de fazer por preguiça ou vaidade, e do que deixamos de aprender, e das pequenas ou enormes maldades que empreendemos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo vai sendo anotado no caderninho de contas da vida, e uma hora ela vem cobrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí não adianta chorar, espernear, se descabelar, ameaçar se atirar da ponte, tentar despertar compaixão. &lt;strong&gt;Você vai ter que pagar e fim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O melhor e mais inteligente a se fazer quando a vida vem cobrar nossas dívidas é pagá-la resignadamente. Até um pouco envergonhados, afinal não imaginávamos que nossa conta estivesse assim tão alta. Deveríamos baixar a cabeça e humildemente se comprometer a saldar tal débito o quanto antes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é o que fazemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do contrário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Damos escândalos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntamos onde está Deus nessa hora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atiramos um vaso contra a parede e gritamos despautérios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentamos no chão fazendo beicinho e dizendo que não brincamos mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Devo, não pago, nego enquanto puder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh Pai, como somos infantis!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independente de nossas idades, somos seres num estágio de evolução semi-fetal. Mal e mal engatinhamos. E birrentos e exagerados como toda criancinha mimada, não apenas não nos conformamos em pagar o que devemos, como ainda temos a petulância de dizer que estamos sendo injustiçados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que, na verdade, nem somos devedores, mas sim credores! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um absurdo demasiado humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, analise comigo: qual foi o último acontecimento que lhe fez sofrer? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrou dele? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora volte um pouco mais no tempo, e tente encontrar em que momento da sua vida você plantou o que está agora colhendo; sim, porque este momento existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode fingir que não, que é inocente, mas tenho certeza de que, se rememorar com carinho, vai se lembrar da ocasião em que semeou a semente que agora germinou e cresceu e virou um elefante numa loja de cristais. Pode até mesmo ter sido um instante apenas, algo quase insignificante. Uma decisão errada, uma palavra errada, na hora errada, para a pessoa errada. Talvez você até tenha sido, de fato, ingênuo e agido de boa fé. Não importa. O fato é que você semeou, e quem planta banana não colhe beterraba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece simples, e é, mas a gente complica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enquanto vamos complicando e empurrando nossas dívidas com a barriga, varrendo-as para debaixo do tapete e fingindo que elas não existem, novas vão sendo contraídas e mais ainda vamos nos enveredando no redemoinho de lástimas e desculpas para não pagarmos o que devemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já penso assim: se uma hora teremos de pagar - ou de colher, como achar melhor - não seria mais prudente e inteligente de nossa parte pagar ou colher de uma vez por todas e nos livrarmos definitivamente disso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero dizer, dar um basta na enrolação, assumir o que fizemos e tocar a vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma pessoa minimamente civilizada e honesta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, entendam: não estou aqui apontando o dedo para vocês. Pelo contrário. Enquanto escrevo este texto, estou olhando para minha própria cara refletida no espelho, e descrevendo o que enxergo ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu não gosto de pagar minhas dívidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero colher o que plantei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, estupidamente, fico batendo o pé no chão e resmungando, me achando &lt;em&gt;A Injustiçada do Ano&lt;/em&gt;. E enquanto isso minhas dívidas continuam lá, apenas esperando que eu me aprume e as pague antes que a soma fique tão alta que eu precise vender meu corpinho para saldá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se existe alguém sendo injustiçado nesta história, creiam: este alguém é a vida, e não nós. A vida, que não conspira contra, apenas nos devolve aquilo que oferecemos a ela. E nem sou eu quem diz.&amp;nbsp;É uma lei da física, chamada Ação &amp;amp; Reação; a terceira lei de um sujeito chamado Newton. Conhecem? “Toda ação provoca uma reação de igual intensidade”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, não faz nenhum sentido que outro seja acusado dos erros que nós cometemos, daquilo que nós escolhemos plantar. Não é correto responsabilizar a vida, o destino, deus ou o universo pelas nossas cagadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, meus caros, vamos tomar umas seis doses duplas e sem gelo de vergonha na cara e agüentar o tranco que sempre vem, como homens de verdade e não como moleques histéricos e bocós. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, se você fizer questão de apontar o dedo para alguém, faça como eu: procure um espelho, e ali você encontrará o responsável por virar sua vidinha pacata e feliz de cabeça para baixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-4039746818970449670?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4039746818970449670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4039746818970449670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/11/inadimplentes.html' title='INADIMPLENTES.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1229601587107585762</id><published>2010-11-02T15:04:00.000+01:00</published><updated>2010-11-02T15:04:28.796+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma Carta por Benjamin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista para o Paquidermes Culturais.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então que me escreveu um rapaz chamado Allan Pitz, que havia lido neste blogue o texto sobre &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/prepotencia-dos-novatos.html"&gt;A Prepotência dos Novatos&lt;/a&gt; e gostado. Trocamos alguns e-mails trocando algumas idéias, e por fim acabamos trocando foi nossos livros, naquilo que chamo carinhosamente de Escambo Literário. Adoro. Enviei o Benjamin para ele, e ele me enviou três de seus livros: &lt;em&gt;Visões Comuns de um Porco Esquartejado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Fuga das Amebas Selvagens&lt;/em&gt; e&amp;nbsp;&lt;em&gt;A Morte do Cozinheiro&lt;/em&gt;. Confesso que ainda não os li, mas só os títulos já me atraíram sobremaneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que ele leu a história do Ben, gostou e resolveu fazer uma entrevista comigo. Eu topei bem feliz, é claro, e rapidamente ele me enviou as perguntas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado pode ser conferido no blogue &lt;strong&gt;Paquidermes Culturais&lt;/strong&gt; (esse Allan é um gênio dos títulos, é isso?), clicando &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://paquidermesculturais.blogspot.com/2010/11/o-paquidermes-culturais-entrevista-jana.html"&gt;bem aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu admito que gostei muito da conversa fiada que tive com ele, e que acabou sendo muito esclarecedora para mim. Pois é, para mim. Vejam vocês&amp;nbsp;que damos uma entrevista para que os outros possam conhecer mais sobre a gente, e de quebra acabamos conhecendo mais sobre nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto só aconteceu porque, de alguma maneira, as perguntas me conduziram para tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma experiência bacana e preciosa, da qual gostei muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E espero que vocês também gostem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1229601587107585762?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1229601587107585762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1229601587107585762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/11/entrevista-para-o-paquidermes-culturais.html' title='Entrevista para o Paquidermes Culturais.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-141585391805359759</id><published>2010-10-21T16:04:00.005+02:00</published><updated>2010-10-26T16:44:46.211+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>Covil Tropical.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O debate político, que &lt;em&gt;deveria&lt;/em&gt; estar acontecendo nestas três semanas que separam o primeiro do segundo turno, virou uma guerra de travesseiros com direito a penas voando para todos os lados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propostas? Quase nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Promessas? Aos montes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ambos os candidatos fizessem um terço do que estão dizendo que farão, estaríamos salvos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ok. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que é assim em tempo de eleição, e até já nos acostumamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, nesta eleição em especial, presenciamos uma das mais explícitas e ordinárias troca de acusações e baixarias da história deste país, entre as duas pessoas que, dada a importância do cargo&amp;nbsp;que pretendem ocupar, precisavam estar mais preocupadas em discutir soluções e criar alternativas, e menos em coletar pedrinhas para atirar contra o telhado de vidro alheio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serra e Dilma -&amp;nbsp;e toda a corja que os acompanha -&amp;nbsp;mais parecem duas garotinhas mimadas disputando a mesma boneca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dez minutos diários a que cada aspirante a presidente tem direito, ao invés de tratarem sobre COMO cada um pretende resolver os problemas deste país (não seria este o objetivo? Sou ingênua?) viraram em travesseiradas e gritinhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada candidato se transformou numa metralhadora ambulante de apelações, e até deus já apareceu na história – e sem direito de réplica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num passe de mágicas, Serra e Dilma vestiram até mesmo a camisa verde da causa ambiental, e nunca pensaram tanto na preservação dos passarinhos amazônicos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada qual apregoando que, se não for eleito, o Brasil estará perdido; como se não estivéssemos perdidos de qualquer maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, sabem o que é o pior? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem é constatar que, apesar do meu incorrigível otimismo, nossa política desce, DE FATO, frenética ladeira abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior é ver que os eleitores, que deveriam ser os primeiros a cutucar o ombro de Serra e Dilma e dizer: &lt;em&gt;- Hã, oi? Quando terminarem o bate-boca, podemos começar a falar sério?&lt;/em&gt;, são os primeiros a&amp;nbsp;ingressar no batalhão de choque e partir para o ataque, se agarrando com unhas e dentes em discussões que saem do nada e vão para lugar nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste exato momento eles estão discutindo amenidades, no maior estilo ‘sou ruim mas você é pior’, e nós, os maiores interessados, estamos numa platéia batendo palminhas e empunhando bandeirolas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não, isto não é um jogo de futebol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não somos torcidas rivais, meu povo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Muito pelo contrário: jogamos todos no mesmo time. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos os juizes desta partida, e não o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há Serra versus Dilma. O que existe é Serra &amp;amp; Dilma versus nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E afirmo isto com convicção porque eles estarão numa boa de qualquer jeito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhem petistas, ganhem tucanos, eles continuarão morando em suas casas grandes e bebendo &lt;em&gt;dry martíni&lt;/em&gt; com azeitona ao entardecer, mamando na teta do governo enquanto eu, você e sua mãe continuaremos aqui, comendo o pão que Dilma e Serra amassaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se PT e PSDB estão protagonizando este circo, acreditem, é porque existem espectadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas eleições nada mais são do que um perfeito e fidedigno retrato da sociedade onde vivemos: um monte de gente histérica gritando sem parar por causa de nada, enquanto o importante vai passando embaixo de nossas fuças sem que possamos sequer perceber, ocupados que estamos em fazer barulho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada povo tem o governo que merece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E este é mais um motivo para não votarmos em branco dia 31. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja nela, seja nele, quem será eleito para ser nosso representante pelos próximos quatro anos desempenhará com maestria a função para a qual foram eleitos: nos representar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, desde já estão, os dois, representando nossa burrice e nossa vulgaridade com muita competência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos candidatos à presidência nunca serão pessoas sérias e compromissadas porque nós, eleitores e eleitoras deste país, também não somos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como poderíamos eleger alguém decente para nos representar, se somos, nós mesmos, tremendamente indecentes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que vença o menos pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TMBL0707a3I/AAAAAAAAChI/9q6TrB5jE6E/s1600/charge_serra_dilma_braco_fe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TMBL0707a3I/AAAAAAAAChI/9q6TrB5jE6E/s320/charge_serra_dilma_braco_fe.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-141585391805359759?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/141585391805359759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/141585391805359759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/10/covil-tropical.html' title='Covil Tropical.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TMBL0707a3I/AAAAAAAAChI/9q6TrB5jE6E/s72-c/charge_serra_dilma_braco_fe.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1529839535524136388</id><published>2010-10-10T14:13:00.000+02:00</published><updated>2010-10-10T14:13:09.985+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>Eleitores-Nulos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz uma pesquisa rápida através do meu twitter perguntando: quem foi de Marina, agora vai de Serra, Dilma, anula ou vota em branco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como quem pergunta quer saber, vos digo que me arrependi amargamente de ter perguntado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque quem respondeu, salvo exceções, garantiu que ou anula ou vota em branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naturalmente, quando eu tinha 16 anos, também achava que anular ou votar em branco era uma maneira inteligentíssima de protestar. E, assumo, cheguei a cometer este despautério certa vez. Porém o tempo passou, eu cresci e aprendi, rapidamente, que invalidar meu voto é uma maneira (bastante estúpida, aliás) de me abster, de lavar as mãos e dizer ‘não tenho nada a ver com isso, oi?’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece que temos, sim, tudo a ver com isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inclusive, somos os únicos que temos alguma coisa a ver com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais de 24 milhões de pessoas anularam ou votaram em branco neste primeiro turno. Bem mais do que todo o aclamado eleitorado de Marina, a quem petistas e tucanos (além de milhares de coligações), neste exato momento não cansam de cortejar e mandar beijocas. Se eu fosse um deles, estaria mais interessado na vertiginosa massa de eleitores que simplesmente optou pela opção de não optar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, não estou aqui para falar de manobras politiqueiras, e sim deste tapa na cara da democracia, dado por quem deveria ser o primeiro a defendê-la e a zelar por ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Analisemos: as pessoas que me dizem que anularão ou votarão em branco não são analfabetos que passam fome e fumam crack embaixo de marquise. Não têm mais 16 anos faz tempo. A maioria estudou, fez faculdade, pós-graduação, mestrado, o escambau. São tidas como intelectuais. A "massa pensante" de nosso país; gente que lê e escreve livros e assiste documentário e sabe quem é Rimbaud.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses caras votam em branco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por quê? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O discurso geralmente é o mesmo, e é tão profundo quanto uma poça de água: protestar. Já que nenhum candidato presta, “olha aqui o que eu faço com meu voto seus bobos e feios”, e rasgam em mil pedacinhos, desdenhosamente, um dos poucos poderes que ainda lhes restavam enquanto cidadãos: seu voto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre - e eu disse SEMPRE - será melhor &lt;em&gt;poder escolher&lt;/em&gt;, nem que as opções não sejam exatamente as que gostaríamos. Se não tivéssemos alternativa, acredite, seria ainda muito pior. Imagine você num restaurante, cheio de apetite, mas sem cardápio nenhum para optar por qual prato deseja, sentado numa mesa esperando que o garçom lhe traga uma comida que você não pediu nem sabe se irá gostar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Votar em branco é mais ou menos assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se você está aqui, lendo um texto na internet ao invés de ficar em salas de bate-papo inúteis ou em sites de pornografia, saiba que és tu o cara que tem a obrigação moral e cívica de zelar pela liberdade e pela democracia do país onde, querendo ou não, você vive. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, caro leitor-eleitor, que votou e pretende novamente votar em branco, precisa entender que &lt;em&gt;poder escolher&lt;/em&gt; ainda não é um privilégio de todos, e justamente por isso você não deveria tratar tal regalia com tamanha desconsideração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que nos pareça muito natural, e mesmo aborrecível, o hábito de ir até uma urna e participar de uma eleição democrática livre de fraudes, saiba que, para muitos, tal costume não passa de um sonho distante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, tem gente aqui mesmo, dentro do Brasil, que vive em zonas consideradas à margem da lei, e que, justamente por isso, se tornaram verdadeiros currais eleitorais. Pessoas com os mesmos direitos constitucionais que eu e você possuímos, mas, que em pleno século 21, não escolhem em quem vão votar; votam em quem o chefe mandou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você que pode, que deve, que precisa, fica aí, à toa, vendo a grama crescer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faça-me o favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, vote no próximo dia 31.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja lá em quem for, vá até sua sessão eleitoral e deixe registrado o seu voto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você acha os dois candidatos horríveis, ok. Vote, então, no que considerar o menos horrível. Afinal são as opções que temos, e, ou escolhemos um deles ou alguém vai escolher por nós. Além do que, se agora existem apenas dois candidatos, lembre-se que no primeiro turno havia nove - NOVE! - e não consigo acreditar que mais de 24 milhões de pessoas acharam que nenhum dos nove estava de acordo com pelo menos parte de suas convicções. Talvez porque sequer exista alguma convicção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo também que você esteja completamente desiludido com a política. Eu também estou, amigo, e dá cá um abraço! Mas acontece que, na prática, isso não faz a menor diferença, e é imprescindível que nós, cidadãos integrantes da classe que não usa a cabeça só para separar as orelhas, continuemos fazendo a parte que nos cabe, que é votar em quem acharmos melhor ou ‘menos pior’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil é um país subdesenvolvido e cheio de problemas, mas nem por isso não possui qualidade nenhuma. E uma destas qualidades, sem dúvidas, é o fato de ser um país democrático. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, não se pode lavar as mãos, tal e qual fez Pilatos certa vez, e depois reclamar mudanças, apontar defeitos, fazer barulho. Achar um absurdo alguém que vende seu voto, sem perceber que nem ao menos uma pilha de tijolos ganhou para desfazer-se do seu, como se este não valesse absolutamente nada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adianta retuitar acaloradamente protestos contra a censura, a favor da liberdade de expressão e da democracia, e votar em branco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta desvalorização eminente do direito de escolha do cidadão comum sobre quem governará o país onde vive é que preocupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes sujeitos que apertam a tecla BRANCO e confirmam realmente acreditam que, fazendo isto, estarão automaticamente pulando fora desta canoa furada chamada Brasil? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque não estarão não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles continuarão aqui dentro, junto com a gente, e sem um dos remos, que é para complicar ainda mais sua situação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não gostaria que nenhum eleitor-nulo tivesse de sentir na pele o dissabor de se viver em um país onde a democracia não passa de uma doce utopia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mesma não sei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando abri os olhos e o berreiro pela primeira vez no hospital, no comecinho de 85, o Brasil já caminhava a passos largos para se ver finalmente livre da ditadura e de seus milicos intolerantes; logo, desde que me conheço por gente, nosso país é um país livre e democrático. Só que não foi sempre assim, e nós sabemos. Até bem pouco tempo atrás ninguém escolhia nada, nem o que lia no jornal, e para reaver seu fundamental direito de votar muitos brasileiros tiveram que ficar roucos de tanto gritar pelas diretas já. Ou seja: deu um tremendo trabalho. Alguns nem sobreviveram para contar a história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora nós, que na época dormíamos sossegados em nossos bercinhos enquanto outros batalhavam duro para nos deixar um país mais decente e democrático, chegamos nesta altura do campeonato esculhambando tudo e fazendo discursos vazios sobre não exercer um direito que outros brasileiros&amp;nbsp;lutaram para que pudéssemos desfrutar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, além de tudo, é muita ingratidão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Votar em branco não é sinal de inteligência nem de protesto ou indignação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sinal de burrice. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não dá para acreditar que o seu voto não fará a diferença. Estes mais de 24 milhões de eleitores-nulos que acreditavam que o seu voto não fazia diferença poderiam inverter completamente o resultado desta eleição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos acabar comandados apenas por quem gosta de política e por quem a ignora completamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é por todos estes argumentos, e pelo bom senso geral da nação, que peço mais uma vez e encarecidamente ao caro leitor-eleitor que, neste momento, me lê: VOTE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 31 pegue seu documento com foto, vá até sua zona eleitoral, clique no número do seu candidato e aperte CONFIRMA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ignore por completo aquela tecla escrito BRANCO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque uma coisa é certa: em janeiro de 2011 o Brasil estará nas mãos de um novo presidente, quer você queira, quer não queira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Tribunal Superior Eleitoral não vai pensar: “Oh, 24 milhões não votaram, vamos repensar nossos rumos políticos?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, se você não pretende se candidatar à presidência da república e tentar resolver os problemas deste país do seu jeito, trate de eleger &lt;em&gt;alguém&lt;/em&gt;, porque &lt;em&gt;alguém&lt;/em&gt; vai ter que fazer este trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é melhor que possamos escolher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na pior das hipóteses, o menos ruim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1529839535524136388?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1529839535524136388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1529839535524136388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/10/eleitores-nulos.html' title='Eleitores-Nulos'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7566525666325343219</id><published>2010-10-02T19:18:00.001+02:00</published><updated>2010-10-02T19:21:31.140+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>CENSURA.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu nasci, em 1985, o regime militar, com seus censores de caneta vermelha em punho, praticamente não existiam mais. Tive o privilégio de crescer em um país livre, alicerçado na democracia e na liberdade de expressão, apesar de que, enquanto criança, eu sequer podia imaginar o que isso significava, e o quanto era absolutamente fundamental para o progresso e o desenvolvimento da sociedade como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu cresci, como todos um dia crescem, e descobri na escrita uma de minhas mais calientes paixões. Logo comecei a escrever para alguns veículos meus textos cheios de opinião, e não demorou para que eu criasse um blogue só para chamar de meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, neste pretensioso espacinho virtual, eu falo livremente sobre tudo o que se passa pela minha cabeça. Desde esmaltes e futebol até política e filosofia. Escrevo o que eu quero, do jeito que eu quero e quando eu quero, dando, inclusive, nomes aos bois quando assim considero necessário. Procuro, naturalmente, me pautar pelo bom senso, de modo a não denegrir, gratuitamente e sem uma rigorosa sabatina, nada nem ninguém. Mas escrevo o que me dá na telha, sem que, para isso, meus escritos precisem passar pelo crivo de alguém cujos interesses sejam, no mínimo, escusos ou duvidosos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única triagem feita é a minha, e isso é mais lindo do que pode, aparentemente, parecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim, escrevendo alucinadamente, que comecei a entender a real importância de palavras como censura, democracia, liberdade de expressão. Não somente para mim, enquanto indivíduo escrevedor, mas para todos nós, enquanto a nação que somos, ou pretendemos um dia ser. Inclusive, quando ouço uns e outros reclamarem sobre como tem gente escrevendo bobagem país afora, nos mais diferentes meios, eu respondo cheia de convicção: é melhor que todos possam escrever do que somente meia dúzia ou quiçá ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esta é a verdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que possamos discordar, e até mesmo considerar estúpidas muitas das coisas que lemos por aí, a verdade é que é imprescindível que todo mundo possa expressar sua opinião, por mais equivocada que esta nos pareça. Já nos disse, muito sabiamente, um sujeito chamado Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que vós dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, tudo bem, seguia minha vida feliz e sossegada, escrevendo sobre tudo o que sentia vontade de escrever, até que comecei a ouvir palavras que arrepiaram até os pelos do meu nariz: Confecom, restrição à liberdade de expressão, fiscalização midiática. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou assim: por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o jornal &lt;a href="http://www.estadao.com.br/"&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/a&gt; esteve sob censura prévia, quando foi proibido de publicar uma matéria sobre a investigação da Polícia Federal que envolvia Fernando Sarney, filho de José Sarney (PMDB-AP).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente apareceram propostas para a criação de órgãos e aparelhos fiscalizadores, disfarçados sob nomes bonitos como Conselho Federal de Jornalismo, cuja finalidade seria "orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão e a atividade jornalística”, e um tal de Tribunal de Mídia, onde, teoricamente, seriam julgados os meios de comunicação que veiculassem mensagens que essa instância entendesse serem prejudiciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prejudiciais para quem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para elas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a pergunta que não queria calar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então chegaram as eleições e apareceu uma lei eleitoral (9.504) que impedia que programas de rádio e TV, além de mídias impressas, se utilizassem do humor para “degradarem ou ridicularizarem candidato, partido político ou coligação”, sob pena de multa de 100 mil reais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando em português bem claro: CEN-SU-RA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo muito bem maquiado atrás de boníssimas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste último caso, amém, vários humoristas se reuniram para protestar, o que levou esta lei a cair por terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a tentativa aconteceu e é isto o que preocupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então veio a cereja do bolo: dois rapazes, que poderiam ser eu e você, criaram um site chamado &lt;a href="http://www.falhadespaulo.com.br/"&gt;Falha de São Paulo&lt;/a&gt; (no twitter @falhadespaulo), cujo objetivo era criticar, com muito bom humor, a cobertura jornalística d'&lt;a href="http://www.folha.uol.com.br/"&gt;A Folha de São Paulo&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente ok. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas qual não foi a surpresa destes dois cidadãos ao receber, duas semanas depois do lançamento do site, uma decisão liminar (antecipação de tutela, concedida pela 29ª Vara Cível de SP) que os obrigava a tirar o sítio do ar, sob pena de multa diária de mil reais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A desculpa utilizada pelo jornal para mover a ação foi o "uso indevido da marca".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, transcrevo o que disse os autores do Falha de São Paulo na página que, por enquanto, ainda está no ar e pode ser acessada clicando-se &lt;a href="http://www.falhadespaulo.com.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas faça isso rápido, querido leitor, pois a qualquer momento ela não estará mais lá:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;“É chocante a hipocrisia da Folha. Se isso não é censura e um atentado inaceitável à liberdade de expressão, juro que não sabemos o que é. Chega a ser cômico: o mesmo jornal que faz dezenas de editoriais acusando o governo de censura e bradando indignado por “liberdade de expressão” comete esse ato &lt;strong&gt;violento de censura&lt;/strong&gt;. Ato este, aliás, bastante covarde: o maior jornal do país movimentou um enorme escritório de advocacia e o Poder Judiciário contra um pequeno site independente. É muita falta de humor, de esportividade, de respeito à democracia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Senhores proprietários e advogados da Folha, podem ficar tranqüilos. Todos ainda poderão ser satirizados, menos vocês. Todos merecem liberdade de imprensa, menos quem não é da sua turma. E, como ao contrário de vocês, respeitamos as instituições e a democracia, vamos cumprir a ordem judicial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Parabéns, Folha! A censura imposta por vocês será cumprida.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Lino Ito Bocchini e Mario Ito Bocchini)&lt;/div&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKdZueJ9wJI/AAAAAAAACgU/UhMevHQMG_I/s1600/processo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKdZueJ9wJI/AAAAAAAACgU/UhMevHQMG_I/s320/processo.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(clique na imagem para melhor visualização)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, e não mais que de repente, eu, que nasci em um país livre e que sempre fiquei chocadíssima lendo relatos de censura e despotismo mundo afora -&amp;nbsp;e até mesmo aqui, num passado nem tão distante -&amp;nbsp;estou vendo respingar para todos os lados palavras de ordem e repressão que, &lt;em&gt;só por Deus!&lt;/em&gt;, cheguei a acreditar que morreria sem sequer tomar conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu pergunto: para onde estamos caminhando, Brasil? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sei, mas de uma coisa tenho certeza. Diferentemente do golpe de 64, a censura, com seus censores de caneta vermelha em punho, não chegará ao poder tomando-o de quem quer que seja, nem fazendo estardalhaço e quebradeira. Ela chegará taciturna e silenciosa, muito bem travestida sob o manto politicamente correto da democracia e do "bem de todos e felicidade geral da nação", comendo pelas beiradas, criando leis e mecanismos para cercear um dos poucos, porém o mais fundamental, poder do cidadão comum: sua liberdade de expressão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utilizar-se-á de palavras bonitas e intenções muito nobres, para enganar os mais desatentos e realizar aquilo que é o sonho de todo político, esteja ele no poder ou não: transformar notícias em propaganda. Calar a boca de quem deles discorde, e de quem denuncie suas eventuais falcatruas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe democracia sem liberdade. E não existe prosperidade sem democracia. A liberdade de imprensa é peça essencial para o bom funcionamento de um país. Somente uma imprensa independente, livre de interferências políticas, pode contribuir para vigiar os poderes. E é por isso que sempre os maiores interessados em acabar ou, pelo menos, podar a liberdade de expressão são nossos governantes, que, repito, sempre preferirão propagandas a notícias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exemplos? Temos muitos. Cuba e Venezuela são apenas dois deles, e recentemente Equador e Bolívia passaram a também ser alvos dos desmandos tirânicos e repressores de governos que se utilizam de palavras como “terrorismo midiático” e “abuso do direito de informar” para justificar seu despotismo cretino e poder mandar, alicerçados por leis que eles próprios criaram, jornalistas e cidadãos a calarem suas bocas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu, que morria de pena de escritores como o cubano &lt;a href="http://www.pedrojuangutierrez.com/"&gt;Pedro Juan Gutiérrez&lt;/a&gt;, cujos livros (que estão sumariamente proibidos de serem editados em Cuba) retratam a imensa pobreza de seu povo, onde faltam até aspirinas e papel higiênico e sobram prostitutas e cafetões, agora vejo se aproximar da minha porta, na maior das improbabilidades, o monstro feroz e truculento chamado CENSURA – tudo em maiúsculo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos abrir bem os olhos e ficarmos muito atentos, meus amigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é devagar e sempre que veremos nossa liberdade ser podada e podada, até que não reste mais nada além de veículos de comunicação que trabalham única e exclusivamente para governos e governantes, e que naturalmente só publicarão aquilo que nos for conveniente saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não pensem que a internet está livre dos censores e de suas canetas vermelhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não está, e é por isso que precisamos estar prevenidos, e impedir que o mal se instale a tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguém deve fiscalizar, este alguém é a imprensa, e não os governos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois, caso contrário, talvez levemos muitos e muitos anos para prender novamente o monstro da censura em sua cela de ultra-segurança máxima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é que iremos conseguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este monstro maligno não morre nunca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está sempre à espreita, vigilante e, ao menor descuido, arrebenta as grades que o mantinham aprisionado e então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então só restará que nos adaptemos a andar de mãos atadas e com a boca hermeticamente fechada, pensando que está tudo lindo &amp;amp; maravilhoso quando, na verdade, nada está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;“Porque deveríamos aceitar a liberdade de expressão e de imprensa? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Porque deveria um governo, que está fazendo o que acredita estar certo, permitir que o critiquem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ele não aceitaria a oposição de armas letais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas idéias são muito mais letais que armas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Lenin)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflitamos, meus caros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não permitamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo amor que temos por nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7566525666325343219?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7566525666325343219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7566525666325343219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/10/censura.html' title='CENSURA.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKdZueJ9wJI/AAAAAAAACgU/UhMevHQMG_I/s72-c/processo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-6387258023948423626</id><published>2010-09-30T03:01:00.000+02:00</published><updated>2010-09-30T03:01:54.045+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Troféu cheio de café.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Meus candidatos estão feios nas pesquisas, meu time acaba de perder para o Palmeiras do Felipão, errei&amp;nbsp;redondamente no jogo do bixo (ops, contravenção!) mas nem tudo por aqui são lástimas e chororôs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito,&amp;nbsp;mas muito&amp;nbsp;pelo contrário!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de descobrir - com algumas horas de atraso, admito - que a revista &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;&lt;strong&gt;Café Espacial&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; levou, pelo segundo ano consecutivo, o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://trofeu-hqmix.blogspot.com/"&gt;Troféu HQMix&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Melhor Publicação Independente de Grupo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é justo, muito justo e justíssimo,&amp;nbsp;já que a revista, encabeçada pelos queridos &lt;a href="https://twitter.com/sergiochaves_"&gt;Sergio Chaves&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://twitter.com/lidiabasoli"&gt;Lídia Basoli&lt;/a&gt;, está a cada edição mais quente e deliciosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu só posso me sentir eternamente feliz &amp;amp; contente por fazer parte da revista mais espacial do universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="https://twitter.com/CafeEspacial/equipe"&gt;Parabéns meus lindos!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também aproveito para parabenizar &lt;a href="http://www.hqmix.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=78&amp;amp;Itemid=60"&gt;a todos os ganhadores&lt;/a&gt;, bem como a todos os indicados que, sem dúvidas nenhuma, mereceram reconhecimento de tamanha importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora vamos celebrar, que a vida é bela e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijinhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKPeprjM6zI/AAAAAAAACgQ/tFgJ8nXJL8w/s1600/hqmix-2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKPeprjM6zI/AAAAAAAACgQ/tFgJ8nXJL8w/s320/hqmix-2010.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-6387258023948423626?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6387258023948423626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/6387258023948423626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/trofeu-cheio-de-cafe.html' title='Troféu cheio de café.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TKPeprjM6zI/AAAAAAAACgQ/tFgJ8nXJL8w/s72-c/hqmix-2010.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1553750901192975515</id><published>2010-09-27T19:01:00.001+02:00</published><updated>2010-09-27T19:06:17.099+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>A Prepotência dos Novatos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/prepotencia-dos-veteranos.html"&gt;Há bem pouco tempo atrás escrevi neste blogue sobre a enorme e insuportável prepotência daqueles sujeitos que, por estarem a mais tempo no mercado e por terem, naturalmente, mais reconhecimento e prestígio, se acham no direito de pisotear na cabeça de quem está começando.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois agora estou aqui novamente para falar em prepotência; porém não dos veteranos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo de uma prepotência ainda mais cômica, ainda mais trágica, ainda mais revoltante e sem fundamento: a enorme, abissal e espantosa prepotência dos novatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma prepotência sem pé nem cabeça, sem eira nem beira, mas que existe aos litros, aos quilos, aos balaios, espalhada entre criaturas que acreditaram piamente quando a mamãe disse, certa vez, que eram muito talentosas e por isso mereciam estar ricas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passei por isso mil vezes, e admito que meu saco, que já não é lá essas coisas de espaçoso, está cada vez mais cheio e saturado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, para que este post não pareça propaganda subliminar das coletâneas que organizo, utilizarei num primeiro momento outro exemplo, que igualmente cai como uma luva para ilustrar esta questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/"&gt;Revista Trip&lt;/a&gt; lançou uma espécie de promoção, chamada Trip Colaborativa. Funciona assim: você pode enviar para eles fotos, textos e ilustrações dentro dos temas propostos, e corre um sério risco de ter seu trabalho publicado na edição da revista de outubro. Para saber mais, você pode clicar &lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/notas/uma-trip-colaborativa.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu achei a idéia absolutamente sensacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, quando leitores anônimos e produtores de arte de todo o Brasil teriam a enorme oportunidade de terem seu trabalho publicado numa revista do porte, do renome e da significativa tiragem mensal da Trip?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, podem conferir nos comentários que constam no link que deixei logo acima: milhões de novatos insuportáveis resmungando sem parar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me dei o trabalho de separar aqui alguns dos descalabros:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Leitor&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; 20/08/2010 21:15:47 resposta / citação &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Muito fácil investir em jornalismo colaborativo fazendo o povo trabalhar de graça. Se a Trip quer sempre ser diferente, deveria pagar pelos trabalhos publicados.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Justo&lt;/strong&gt; 29/08/2010 20:05:10 resposta /&amp;nbsp;citação &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É bem triste ver que enquanto uma grande quantidade de profissionais da comunicação, do texto e da imagem, batalham duro para conquistar respeito e os direitos sobre o uso de suas criações, há veículos da mídia usando o disfarce de "vanguarda colaborativa", e se aproveitando de jovens e de amadores inexperientes. Quem trabalha ou já trabalhou para a mídia, sabe muito bem que é o conjunto das nossas criações que faz um veículo vender, e é disso que se trata a revista. A TRIP é uma EMPRESA, não é um coletivo. A TRIP é uma revista feita com o objetivo de gerar lucro, e não para distribuir oportunidades! Vender nas bancas e vender anúncios são suas metas! Acordem aí crianças! E NADA é mais justo e digno do que você receber pelo seu trabalho. Se a TRIP quer abrir espaço para novos colaboradores, está ótimo, vamos todos participar e apresentar nossos trabalhos, e receber por isso, certo? Ou então podemos montar este lindo trabalho coletivo e colaborativo: a gente entra com a criação, artes, fotos, textos e a TRIP com a impressão e a "grife". Só que aí distribuiremos gratuitamente, ou a preço de custo, os exemplares, e fica justo para todos. Que tal? Me deu uma enorme vergonha de ver a TRIP se prestando a isso, é realmente lamentável. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro: repare que ambos os autores destes dois comentários que selecionei não assinaram seu nome. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a primeira característica dos novatos prepotentes: dar o tapa e esconder a mão. O que lhes confere o direito de falarem e ofenderem a vontade, ao seu bel prazer, sem que nada respingue nas suas caras de pau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo: a TRIP não está obrigando ninguém a participar, de modo que, se você achou a proposta injusta ou duvidosa, é simples. Não participe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terceiro - e isso é muito importante: se você acredita que seu trabalho mereça ser remunerado, maravilha, ótimo, lindo, sensacional! Mas... e ele é? Quero dizer, alguém já se propôs a lhe pagar, ou você está mal e mal dando os primeiros passos e deveria saber que precisa mais de divulgação do que de dinheiro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já disse e já cansei de repetir: se você acha que a proposta da Trip é cruel, desonesta e maldosa, sente e espere o dia em que a revista vai te ligar oferecendo um cheque cheio de zeros pelo teu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HEY pessoal! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês NÃO SÃO o Paulo Coelho, nem o Angeli, nem o J.R. Duran e nem ninguém que valha, por hora, um cheque cheio de zeros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, ninguém, além da sua mãe e da meia dúzia de amiguinhos que acessa seu blog sabe quem você é, portanto, baixe a bola. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, se já pagam pelo seu trabalho cheques cheios de zeros e se mais pessoas além da sua mãe e dos teus amiguinhos conhecem teu blog, então provavelmente a proposta da Trip não é para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenderam ou querem que eu desenhe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam bem, caros leitores: sou super contra trabalhar de graça. Até porque, até onde me lembro, a escravidão terminou em 1888 depois que uma tal de Isabel assinou alguns documentos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, não sou burra o suficiente para acreditar que, logo de cara, estarei, enquanto a escritora novata que sou, recebendo propostas altamente rentáveis de editoras e revistas consagradas, sendo que ninguém, além da minha mãe e da meia dúzia de amiguinhos que passa no meu blogue, sabe quem eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho essa noção e, graças a Deus, isso já me salvou do ridículo mais de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, algumas pessoas caem no conto do vigário e acreditam que, porque tem 200 seguidores no blogue e 400 no twitter, são fenômenos da arte moderna no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso rir para não chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, verdade seja dita: nem todos os novatos são prepotentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E digo mais: acho que uma minoria o é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém é justamente esta minoria que torna impraticável que veículos, pessoas e editoras tenham vontade de oportunizar quem está começando. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta minoria é tão chata que vale por mil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora sim falarei do meu caso específico com as coletâneas que organizo e com o selo Literarte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou super a fim de largar tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E possivelmente farei isso em breve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvidas agradecerei eternamente a confiança que a Multifoco depositou em mim, e também o carinho e o profissionalismo de muitos escritores e ilustradores e fotógrafos, que mostraram que existe esperança para o amanhã, mas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo: recentemente fui obrigada a ler um verdadeiro tratado de imbecilidade no blog de um dos autores da coletânea Assassinos S/A que, além de não comercializar os 15 exemplares que recebeu por consignação, também não os devolveu à editora, e ainda assim se sentiu no direito e na razão de falar mal da coletânea, da Multifoco e, de quebra, de mim. Tudo porque, segundo sua primorosa opinião, nós cobramos para publicar, e pagar para ver seu trabalho publicado é ‘indigno’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, nem vou repetir pela milionésima vez que a Multifoco nunca, jamais, em nenhum momento, cobrou para publicar nenhum de seus autores, e que os livros são entregues em consignação e que se você não sabe o que é consignação trate de comprar um Aurélio e descobrir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu me prestei (eu sempre me presto) a ir até este dito post e escrever ao dito autor, explicando o que ele já deveria estar careca de saber quando assinou o contrato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele respondeu que, sim, a Multifoco cobrava, pois afinal ele teve que pagar 20 reais de frete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;20 reais de frete!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, o frete do envio fica por conta do autor, mas se nêgo não está disposto a pagar o frete para ter seu livro em mãos, então ele merece nunca ser lido por ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais: quando este autor assinou o contrato, sabia que deveria arcar com os custos do porte, então quer dizer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai empilhar coco em descida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos escritores que hoje estão ganhando dinheiro com o que escrevem começaram pagando por sua primeira publicação. A Multifoco nem isso cobra. Custeia toda a produção do livro, que passa por revisão, diagramação, impressão e um monte de trabalho que custa um monte de dinheiro, e tudo o que o maldito novo autor precisa fazer é tentar – eu disse TENTAR– vender seus exemplares. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não são mil exemplares. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São 15, 30, 50. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os bonitos acham injusto, pois, aonde já se viu eu, LOGO EU, o &lt;em&gt;Grande Autor&lt;/em&gt;, me humilhar vendendo exemplares do meu próprio livro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois vou te contar uma novidade, ô &lt;em&gt;Grande Autor&lt;/em&gt;: ninguém sabe quem você é e, honestamente, ninguém se importa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cia. das Letras nunca vai publicá-lo nem investir dinheiro em você, porque o seu nome &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; não vende, porque o seu nome &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; é somente mais um nome na multidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NO ENTANTO, calma, não se desespere: com o passar do tempo e muita divulgação, paciência, determinação e mais divulgação, isso muda, mas por hora ninguém vai lhe pagar para lhe divulgar, entendido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que aí você diz isso para o cretino do novo autor e ele se ofende! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, porque ele ainda acredita, ingenuamente, estupidamente, que as editoras vivem de amor e beijinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não entendem que livros são um produto, e a Cia. das Letras publica o Julio Verne apenas e tão somente porque meio mundo sabe quem é o Julio Verne e por isso o Julio Verne VENDE e cobre as despesas de publicá-lo e divulgá-lo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu tive a idéia de organizar, ao lado do &lt;a href="http://twitter.com/sergiochaves_"&gt;Sergio Chaves&lt;/a&gt;, a primeira coletânea de HQs da Editora Multifoco, a &lt;em&gt;&lt;a href="http://quadrinhos-em-historia.blogspot.com/"&gt;Quadrinhos em História&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, oportunizando, de maneira inédita, que novos quadrinistas, roteiristas e ilustradores tivessem seu trabalho publicado profissionalmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso: na ingenuidade, achei a idéia super boa. Pensei que todos iam gostar, até porque, ainda não soube de outra editora que oportunizasse, além de escritores, quadrinistas a publicarem seu trabalho numa coletânea, junto de outros artistas do mesmo ramo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria super bacana, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serginho enviou para um site um release de divulgação da seletiva e o resultado foi desastroso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apareceram milhões de comentários furiosos porque, além de não pagarmos um rio de dinheiro para que tivessem suas magníficas histórias em quadrinho publicadas, ainda pedíamos que os autores tentassem vender sua consignação de 15 exemplares, ORA, ONDE JÁ SE VIU, NÃO SOMOS PALHAÇOS BLABLABLA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, eu e minha santa paciência fomos até os comentários e deixamos lá uma enorme explicação, que dizia basicamente para todos se acalmarem e pararem de gritar, que ninguém era obrigado a participar, e que se todos achassem que seus trabalhos mereciam remuneração mais do que divulgação, então que não participassem, BEIJO!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram linhas e linhas para explicar o óbvio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não adiantou porcaria nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos brilhantes comentaristas chegou a dizer, com tremenda má educação, que Fábio Moom e Gabriel Bá, talvez os maiores quadrinistas brasileiros da atualidade, iriam se estapear para publicar na nossa humilde coletânea. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GENTE! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que Gabriel e Fábio sequer tomarão conhecimento da nossa coletânea, porque milhares de editoras e revistas dariam a bunda para tê-los em suas páginas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas e você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da sua mãe e dos teus amiguinhos virtuais, quem mais daria a bunda pelo teu trabalho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que tudo isso me cansou sobremaneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, enquanto eu estou explicando o óbvio ululante para gente que não enxerga um palmo na frente do nariz, e enquanto estou me matando e perdendo meu tempo organizando coletâneas e viabilizando oportunidades para quem não as têm (como eu, um dia, não as tive), eu poderia era estar escrevendo meu segundo livro, que está parado, ou publicando em meu blogue, que está desatualizado, ou conversando com o meu marido enquanto tomo uma cerveja e sou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tolero a prepotência de caras como o Paulo Coelho – que já comprou um castelo na França, de tantos livros que já vendeu – vou agora tolerar a prepotência do fulaninho de tal, que eu nem sei de qual buraco saiu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não vou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se você se acha um grande gênio incompreendido, vá abrindo o olho, meu amigo, porque de grandes gênios incompreendidos o inferno, o céu e a terra estão cheios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora vai atender ao telefone, que deve ser a Editora Globo implorando para que você assine com ela sua próxima publicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo, &lt;em&gt;seliga&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1553750901192975515?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1553750901192975515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1553750901192975515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/prepotencia-dos-novatos.html' title='A Prepotência dos Novatos.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-8933545904526642392</id><published>2010-09-18T15:28:00.001+02:00</published><updated>2010-09-18T15:29:56.172+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>UTILIDADE PÚBLICA – Importantíssimo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês lembram da &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/quem-tem-do-faz-alguma-coisa-entrevista.html"&gt;entrevista que eu fiz com a Diane Tauffer, da Associação Amigo Bicho de Passo Fundo&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora estou aqui para pedir alguns segundinhos do seu dia por uma boa causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, uma boa causa não! &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma excelente causa!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas primeiro deixe-me contextualizá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Este é o Mestre Yoda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TJS75bs-FsI/AAAAAAAACgE/D0QID-JUoxA/s1600/mestre_yoda_(5).JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TJS75bs-FsI/AAAAAAAACgE/D0QID-JUoxA/s320/mestre_yoda_(5).JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TJQ-VLydOTI/AAAAAAAACf0/EGPqyeirR_U/s1600/mestre_yoda_(2).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TJQ-VLydOTI/AAAAAAAACf0/EGPqyeirR_U/s320/mestre_yoda_(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vocês podem observar, Mestre é um cãozinho lindo, velhusco, gordinho e rebaixado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, não foi sempre assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando foi encontrado por uma das voluntárias da AAB, estava cheio de pulgas e feridas pelo corpo, além de magérrimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, ele ainda não encontrou um lar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem até que já faz parte dos móveis e utensílios da AAB, quase um patrimônio histórico tombado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que Mestre Yoda, representando muito bem a &lt;a href="http://amigobicho-pf.blogspot.com/"&gt;Associação Amigo Bicho de Passo Fundo&lt;/a&gt;, está participando de um concurso promovido pela &lt;a href="http://www.totalalimentos.com.br/"&gt;Total Alimentos&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Funciona assim: você clica &lt;a href="http://www.seumelhorvoto.com.br/index.php?ct=Concursos&amp;amp;fct=Votar&amp;amp;cID=2"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e, rapidamente, vota no Mestre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o Mestre participa na categoria ONG Cães, se ele for o mais votado a Amigo Bicho receberá, durante um ano, ração grátis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é sensacional, já que a AAB vive de doações e, na raça e na coragem, atende a muitos animais carentes, e ração é o tipo da coisa que está sempre faltando – entre outras coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, com um simples clique e um breve minuto do seu dia você ajuda um monte de animaizinhos que, por pura e completa irresponsabilidade humana – ou seja: nossa – estão por aí, jogados às traças, abandonados, passando fome, frio e um monte de coisas horríveis que não gosto nem de imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que podemos fazer bem mais do que apenas votar no Mestre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos, por exemplo, ajudar a AAB com doação de alimentos, vacinas, cobertores, vermífugos, divulgação, apadrinhamentos, e se você for responsável, pode até mesmo adotar um dos cãezinhos e gatinhos que, ansiosamente, esperam um novo dono para chamar de seu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, se você vive longe de Passo Fundo, pode dar uma força para a ONG que cuida de animais aí, na sua cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E MUITO IMPORTANTE: devemos, TODOS, ter muita atenção em quem vamos votar nestas eleições, para não cairmos na cilada de colocar no poder um sujeito que não apenas não se importe com os animais, como ainda defenda e prometa legalizar práticas condenáveis contra nossos amigos bichos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como rinhas de galos, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por hora, clique &lt;a href="http://www.seumelhorvoto.com.br/index.php?ct=Concursos&amp;amp;fct=Votar&amp;amp;cID=2"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e vote no Mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele precisa de dois mil votos, e já passou dos 700. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se não for pedir demais, divulguem o link do jeito que puderem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque ONGs como a Amigo Bicho fazem a parte deles e, de quebra, fazem a nossa parte também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, retribuir com um clique é o mínimo que podemos fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?" (Guimarães Rosa)&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-8933545904526642392?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8933545904526642392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8933545904526642392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/utilidade-publica-importantissimo.html' title='UTILIDADE PÚBLICA – Importantíssimo.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TJS75bs-FsI/AAAAAAAACgE/D0QID-JUoxA/s72-c/mestre_yoda_(5).JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5841588532125176322</id><published>2010-09-11T04:32:00.000+02:00</published><updated>2010-09-11T04:32:42.479+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>O Mal Menor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar sobre política é complicado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrever sobre política então. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Complicadíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, trata-se de um terreno bastante delicado, onde qualquer palavra mal colocada pode significar uma interpretação completamente errônea da pretendida pelo autor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, a bem da verdade, a política é apenas um, dos muitos assuntos onde é melhor se calar e mascar um chiclete de hortelã, visto que o debate torna-se impraticável perante uns e outros militantes extremistas -&amp;nbsp;mais comuns do que parecem e deveriam ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar sobre política é igual falar sobre futebol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa o argumento, você jamais convencerá o seu rival de que seu time é melhor ou maior do que o dele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Religião, idem. Pegue um fanático religioso, conteste-o e prepare-se para horas de argumentação passional, que não te convencerá do mesmo jeito que você não o convencerá, independente dos argumentos lógicos e cientificamente comprovados que por ventura se utilize. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fanático, seja qual for o alvo de seu fanatismo, além de cego é persistente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, relevemos, já que todo mundo tem o direito de torcer e ter fé naquilo e por aquele que bem entender, moderada ou imoderadamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não admito nenhuma forma de fanatismo, mas nestes dois específicos casos ainda o justifico, já que futebol e religião estão muito mais ligados a emoção, a paixão, e menos, muito menos ligados a razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, política é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pode ter fanatismo, idolatria que ilude, que emburrece, que aliena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucas coisas mereceriam mais lucidez e sobriedade de nós, cidadãos, do que quem serão, afinal de contas, os caras que comandarão o nosso país (e tudo que vem dentro dele, incluindo nós) pelos próximos quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, calma, querido leitor, não farei aqui um discurso pedagógico sobre a importância da democracia e etc. Muito menos farei propaganda dos candidatos nos quais pretendo votar; até porque, nem os defini ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que pretendo com este texto é dar minha opinião honesta sobre um assunto que é sempre delicado e passível de interpretações equivocadas, e por isto esta introdução extensamente explicativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, e provavelmente, vocês me digam que travesti meu posicionamento político de palavras engomadas e na verdade acabei deixando bem claro de qual lado estou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é preciso que, antecipadamente, compreendam que não estou, mesmo, de nenhum lado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou apenas mais uma na multidão que deixou de enxergar a política com olhos otimistas e crédulos, e por motivos óbvios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que todos – TODOS – os candidatos são sujos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns mais, uns menos, todos são. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exagerada? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser, mas não dá para acreditar que uma maça se mantenha íntegra numa cesta de maças podres. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Votarei, sim, naqueles a quem considerar ‘menos piores’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para tomar esta decisão, enumerei aquilo que penso sobre a política e minha função enquanto eleitora, requisitos nos quais me basearei na hora de fazer minhas escolhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que chegarem o mais perto das minhas convicções, levarão meu voto, mesmo que o mais perto seja ainda muito longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Um.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há bem maior e mais precioso para uma nação do que a liberdade de expressão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o primeiro e sem dúvidas o mais importante xis da questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta deste direito tão básico é o estopim para a deflagração de um sério e talvez duradouro sistema de tirania, opressão, pobreza e muito mais corrupção do que nosso congresso jamais foi capaz de imaginar em seus muitos anos de história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Censura não é uma palavra longínqua que se perdeu em meados dos anos 80. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela está sempre à espreita, e a menor brecha, chega chegando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, fique atento aqueles detalhes que os candidatos não costumam mencionar em suas propagandas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não é dito, geralmente, é o que mais diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por falar em propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Dois.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propaganda política não deveria sequer se chamar propaganda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propaganda sempre terá um quê de falso, pois é sabido que sempre engrandecerá as qualidades – quando não as inventará – e sumirá, como num passe de mágica, com os defeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale para detergente, sapato, xampu ou pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, no caso de detergentes, sapatos, xampus e demais produtos inanimados existem órgãos fiscalizadores, e geralmente quando um destes produtos não cumpre com o que prometeu, pode facilmente ser denunciado, ressarcido, trocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mesmo não acontece com um candidato a cargo político.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos o procon e o conar não costumam se posicionar perante este tipo de propaganda enganosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que candidato não tem que fazer propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem que apresentar idéias, soluções, alternativas, tudo muito sóbrio e viável, sem jingle e sem frescura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O eleitor precisa, urgentemente, entender que músicas bonitinhas, sorrisos fartos e grávidas caminhando rumo ao horizonte é truque ordinário para encher lingüiça - e esconder aquilo que realmente importa: propostas. Não promessas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, desconfio declaradamente de políticos que ou prometem, ou&amp;nbsp;- pior ainda&amp;nbsp;- cumprem as suas delirantes promessas e tiram do papel suas estrambóticas e quase obscenas idéias&amp;nbsp;- tudo ao custo do nosso suado dinheirinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um candidato, na cidade onde nasci, Carazinho - RS, que prometeu certa vez reativar a linha de trem que liga Carazinho à Passo Fundo,&amp;nbsp;alguns poucos&amp;nbsp;quilômetros de distancia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, a população poderia viajar a preços módicos, apreciando a linda paisagem gaúcha destas plagas verdejantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sensacional, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque isso é estrambótico e obsceno, além de desnecessário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naturalmente&amp;nbsp;- e graças a Deus&amp;nbsp;- o projeto ficou na promessa extravagante de eleição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, há aqueles políticos que fazem o pior e cumprem os descalabros que prometeram enquanto ainda arrecadavam votos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que significa jogar pelo ralo (e dentro das cuecas e meias de alguns) quatro meses por ano de nosso trabalho&amp;nbsp;&amp;amp; ordenado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo para apreciar a linda paisagem gaúcha destas plagas verdejantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, entendam: apreciar a linda paisagem gaúcha destas plagas verdejantes é realmente bacana, desde que, antes disso, possamos ter, quem sabe, saneamento básico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que político vai querer fazer saneamento básico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém vê o saneamento básico, mas o trem inútil todo mundo vê, e fala, e elogia, e anda e acha incrível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos leva ao item seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Três.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ok, mas como você pretende fazer isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a pergunta que não quer calar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim porque, acho maravilhosas as propostas, e honestamente adoraria que pudessem ser colocadas em prática. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas... como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falam em mais saúde, mais educação, mais estradas, mais escolas, mais casas, mais cultura, mais incentivo, mais empregos, mais, mais, mais. Muito mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Genial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falam em salário mínimo de 2500 reais, e redução da carga horária, reforma agrária, trabalho e terra para todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ótimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, preciso saber de que jeito o candidato pretende colocar tantas promessas em prática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interpreto esta conversinha de mais isso mais aquilo, sem explicar de que jeito, como o casal de namorados nos primeiros encontros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo é perfeito, e honesto, e abnegado, e trabalhador, e muito mais do que jamais se ousou sonhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou te dar o céu, meu bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resto da história vocês já sabem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Quatro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz mais nenhum sentido essa bobagem de esquerda versus direita, pobre versus rico, trabalhador versus patrão, favela versus zona sul. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se já perceberam, mas estamos no mesmo barco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesmíssima canoa – e suspeito eu que ela esteja furada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe lado direito nem esquerdo; existe lado certo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é deste lado que devemos estar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diga-me o nome de um único partido político onde não haja candidatos envolvidos até as tripas com as mais diferentes fraudes e corrupções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Unzinho só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Cinco.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro grande (e bem mais complexo, intrincado e embaraçoso) problema é o populismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O assistencialismo pode se tornar extremamente perigoso, se ultrapassar a linha tênue que o separa do comodismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo que existam pessoas abaixo da linha da pobreza, passando toda sorte de infortúnios, inclusive e principalmente fome, e quem tem fome tem pressa e isso é indiscutível. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha visão, precisamos sanear imediatamente as necessidades mais primárias de todos os cidadãos, mas não podemos deixá-los lá, um pouquinho acima da linha da miséria, apenas não passando fome. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não queremos só comida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não precisamos de papai e mamãe passando a mão em nossas cabecinhas e nos dando papinha na boquinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filhos mantidos embaixo da saia dos pais geralmente se tornam adultos limitados, dependentes, submissos, condicionados, que não fazem nada sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O&amp;nbsp;populismo gera este comodismo alienante e perigoso, e em massa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o pior é que, depois de implantado, torna-se difícil, senão impossível, removê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois, para quem passava fome, ter deixado de passar já é uma grande coisa, e está bom assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como vivemos em um país de terceiro mundo, altamente subdesenvolvido e afundado em pobreza e miséria, com dez por cento da população analfabeta e outros nem sei quantos por centos sabendo assinar o nome, mas sem capacidade de compreender o que estão assinando, algumas migalhas mantém cativo o voto de milhões, que apenas e tão somente deixaram de passar fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O populismo gera e alimenta a pobreza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como uma peste, é muito, muito difícil de ser definitivamente erradicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não votarei em branco e nem no Tiririca achando que, assim, estarei protestando. Aliás, nem sei como tem gente que ainda pode acreditar em tamanha estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como em política não há melhores, mas sim ‘menos piores’, que possamos optar dos males os menores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos, antes de tudo, ouvir a maneira como os candidatos estão se apresentando para nós, e definir claramente quais são os nossos critérios de avaliação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho intenção, com este texto, de impor qualquer ideal político pessoal, nem convencê-los de nada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso apenas que, enquanto cidadãos racionais, precisamos saber o que queremos de um candidato, o que é que, afinal, estamos procurando. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso contrário, nunca saberemos quando encontrarmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também seria ideal se conseguíssemos enxergar os candidatos sem pré-julgamentos, de ouvidos e coração aberto para escutá-los, sem, no entanto, cobrir-lhes com o manto antecipado da tragédia e tampouco da salvação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pedir demais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, neste momento, seja sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como disse anteriormente, no decorrer do tempo perdi&amp;nbsp;- e perdemos&amp;nbsp;- o elemento fundamental para que uma sociedade tenha ânimo para se interessar verdadeiramente pela política com a seriedade que ela merece: falta-nos fé. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, tal e qual num casamento, quando acaba a confiança acaba-se tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E já que não podemos pedir divórcio de nosso país e de seus políticos, repito: que possamos optar pelo mal menor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poder é do povo. Sempre foi. Somos nós quem elege quem estará de terno e gravata assinando papéis que definirão nosso futuro, e por isso não podemos ser passionais, partidários, individualistas e, principalmente, bocós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Portanto vamos agarrar o pouco que resta de nossa fé política (raspa o fundo que sempre sai um pouquinho) e seguir em frente.&lt;br /&gt;Mas sabendo, antes de qualquer outra coisa,&amp;nbsp;para onde queremos ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5841588532125176322?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5841588532125176322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5841588532125176322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/o-mal-menor.html' title='O Mal Menor'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-527807030046206669</id><published>2010-09-02T17:11:00.002+02:00</published><updated>2010-09-02T17:11:24.142+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><title type='text'>ATENÇÃO SÃO PAULO!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH--WWVtEfI/AAAAAAAACfk/y2F1eW8Z_74/s1600/cafe-espacial-7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH--WWVtEfI/AAAAAAAACfk/y2F1eW8Z_74/s320/cafe-espacial-7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Saiba mais sobre esta sétima e efervescente edição clicando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/2010/08/19/cafe-espacial-07/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-527807030046206669?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/527807030046206669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/527807030046206669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/09/atencao-sao-paulo.html' title='ATENÇÃO SÃO PAULO!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH--WWVtEfI/AAAAAAAACfk/y2F1eW8Z_74/s72-c/cafe-espacial-7.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-2492037402510954989</id><published>2010-08-30T17:50:00.000+02:00</published><updated>2010-08-30T17:50:41.412+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><title type='text'>Oi? (2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, estou ausente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto aqui, neste pretensioso blogue metido a besta, quanto no meu twitter, e-mail e Cia. Ltda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que vivo aquele momento crucial em que precisamos decidir entre comprar uma bicicleta ou casar numa igrejinha bonita do interior sulista brasileiro, e como meu raciocínio é seletivo, não consegue, de jeito nenhum, se concentrar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece assim: um belo dia ensolarado, aparentemente comum, você acorda de manhã, senta na cama toda descabelada e cheia de remelas nos olhos, e pensa: está tudo errado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso mudar, e é preciso mudar AGORA. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso contrário, vai saber. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero acabar velha e desdentada sentada numa cadeira de balanço, olhando para trás e verificando, com horror, que fiz todas as escolhas erradas e agora não passo de uma velha enrugada e sem dentes, chorando eternamente sobre o leite derramado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês compreendem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, nem eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, considerei válido passar para avisar que estou num momento crucial de minha vida, onde decido se vou comprar uma bicicleta ou casar numa igrejinha bonita do interior sulista brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, apesar deste momento crítico e determinante de minha vidinha provinciana, o mundo continua aí, e tudo continua acontecendo como se eu não estivesse num momento crítico e determinante de minha vidinha provinciana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é sobre isso que quero falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;ABC Livraria.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus amigos &lt;a href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/"&gt;Beto Canales&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.esquinadoescritor.com.br/beco_do_crime/"&gt;Andre Esteves&lt;/a&gt;, dois escritores que muito admiro, abriram uma livraria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Óquei, isso não seria nada de mais se a livraria que eles abriram fosse uma livraria como outra qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que não é.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THu6ykAVWwI/AAAAAAAACfE/0_xuecdNc3w/s1600/abcchamadagrande.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THu6ykAVWwI/AAAAAAAACfE/0_xuecdNc3w/s320/abcchamadagrande.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma livraria que busca, antes de qualquer coisa, não explorar todos os poucos e contados níqueis dos novos autores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não é um novo autor, naturalmente não sabe, mas para colocar seu livro em alguma livraria é preciso desembolsar ao dono da livraria entre 30% e 50% do lucro do livro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, até cinqüenta por cento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, a maioria dos novos autores e das editoras que publicam estes novos autores sequer cogitam da possibilidade de colocar nas prateleiras da maioria das livrarias seus livros. Porque, ou você paga para vender, ou você cobra um valor exorbitante pelo livro, o que, obviamente,&amp;nbsp;o impedirá de ser vendido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um problema triste e grave, que acaba deixando a maioria dos escritores com seus livros apenas na estante de suas casas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas então Beto e Andre tiveram esta boa idéia: lançar uma livraria virtual que vendesse livros autografados de novos escritores nacionais, cobrando do autor em questão apenas e tão somente 15%. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é sensacional? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Funciona assim: você vai até a livraria &lt;a href="http://www.abclivrariavirtual.com.br/index.php"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt; e escolhe lá o livro que quiser. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você o adquire através do &lt;em&gt;PagSeguro&lt;/em&gt; – a maneira mais garantida de comprar pela internet – e 85% do valor do livro vai para o autor. E não é só isso: no momento em que meu livro, por exemplo, é comprado pelo site, o Beto e o Andre me mandam um e-mail me passando o nome e o endereço do comprador. Eu autografo o livro e envio pelo Correio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, é mamão com açúcar, tanto para o leitor quanto para o novo autor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, se você gosta ou produz literatura, &lt;a href="http://www.abclivrariavirtual.com.br/index.php"&gt;clique agora mesmo aqui&lt;/a&gt; e divirta-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque comprando através da &lt;strong&gt;ABC Livraria&lt;/strong&gt; você não só estará adquirindo bons livros, autografados e tudo e talz, como estará apoiando um projeto que nada mais quer do que valorizar a nova literatura nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que, convenhamos, é super massa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Café Espacial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi, aqui em casa, sexta-feira passada, a edição número #7 da fabulosa revista&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;Café Espacial&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E digo pra vocês: tá incrível mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edição primorosa, toda trabalhada nos detalhes, linda de morrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E veja só o que você encontra ali, no meio da capa e da contracapa, lindamente confeccionada pelo talentoso &lt;a href="http://viktorsack.blogspot.com/"&gt;Viktor Sack&lt;/a&gt;, diretamente da Argentina:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THvH-T1swwI/AAAAAAAACfM/x_u4k8PxiTg/s1600/cafe-espacial-07-capa-em-baixa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THvH-T1swwI/AAAAAAAACfM/x_u4k8PxiTg/s320/cafe-espacial-07-capa-em-baixa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/2g7w6n"&gt;Três rios&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (de &lt;a href="http://twitter.com/adiniz9"&gt;André Diniz Fernandes&lt;/a&gt;),&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Una ultima pelea&lt;/em&gt; (de &lt;a href="http://twitter.com/loris_z"&gt;Loris Z.&lt;/a&gt; – Argentina),&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/2g7zi8"&gt;Hoje é o dia do cachorro&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (de &lt;a href="http://twitter.com/oputaquipariu"&gt;Bruno Azevêdo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/mariocau"&gt;Mario Cau&lt;/a&gt;),&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e as HQs &lt;em&gt;Ratinhos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Saudade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Consultora de imagem&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Linha do horizonte&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/2g804d"&gt;Partida&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (de Marco Mendes – Portugal)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A seção &lt;em&gt;Café Literário&lt;/em&gt; traz o conto&lt;em&gt; Lar, doce lar&lt;/em&gt; (de Jana Lauxen).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A edição traz também:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a seção &lt;em&gt;Além do cinema: Esse mundo é nosso&lt;/em&gt; (por &lt;a href="http://alicevia.blogspot.com/"&gt;Lídia Basoli&lt;/a&gt;);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fotografias de &lt;a href="http://twitter.com/lauragattaz"&gt;Laura Gattaz&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a seção &lt;em&gt;Arte revelada&lt;/em&gt; com fotografias de &lt;a href="http://twitter.com/PatriciaVoss"&gt;Patrícia Voss&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a seção &lt;em&gt;Literando&lt;/em&gt;, por &lt;a href="http://www.facebook.com/laura.basoli"&gt;Laura Basoli&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e na seção &lt;em&gt;Cafeína pura!&lt;/em&gt; entrevista, desta vez em fotonovela, com a banda &lt;a href="http://www.bandagentileza.com.br/"&gt;Gentileza&lt;/a&gt; (por Lielson Zeni).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descrição: 60 páginas, formato 14×21cm, capa colorida e miolo em preto e branco em papel reciclado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valor: R$ 6,00 + R$ 1,00 para despesas postais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compre já a sua &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;através do site da revista&lt;/a&gt; ou escrevendo para mim: &lt;a href="mailto:jana.lauxen@hotmail.com"&gt;jana.lauxen@hotmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, então era isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora voltarei para meus dilemas existenciais e, tão logo decida se comprarei uma bicicleta ou casarei numa igrejinha bonita do interior sulista brasileiro, volto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não me julguem, porque eu amo vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-2492037402510954989?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2492037402510954989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/2492037402510954989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/08/oi-2.html' title='Oi? (2)'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THu6ykAVWwI/AAAAAAAACfE/0_xuecdNc3w/s72-c/abcchamadagrande.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1457556014479733899</id><published>2010-08-26T17:03:00.000+02:00</published><updated>2010-09-02T17:07:45.182+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><title type='text'>ATENÇÃO MARÍLIA!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH-8199J-jI/AAAAAAAACfc/HR5xZ_K01Bw/s1600/3sarau-elam.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH-8199J-jI/AAAAAAAACfc/HR5xZ_K01Bw/s320/3sarau-elam.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Saiba mais sobre esta sétima e efervescente edição clicando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/2010/08/19/cafe-espacial-07/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1457556014479733899?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1457556014479733899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1457556014479733899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/08/atencao-marilia.html' title='ATENÇÃO MARÍLIA!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TH-8199J-jI/AAAAAAAACfc/HR5xZ_K01Bw/s72-c/3sarau-elam.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5397491453257289488</id><published>2010-08-23T15:18:00.001+02:00</published><updated>2010-08-23T15:29:11.416+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa-Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colorada'/><title type='text'>Eu nunca assisti aos jogos do Internacional.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;É sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me conhece, ou passa eventualmente por este blogue, já deve (talvez, quem sabe) ter percebido que eu sou colorada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do tipo que chora, tem faniquitos, faz promessas e teria uma tatuagem enorme e bagaceira do Inter no braço, caso não tivesse feito, certa vez, uma promessa de nunca mais me tatuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca vi nenhum jogo do Inter. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro porque sofro de nervos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não é exagero. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me dá UMA COISA tão horrível vendo o colorado em campo que, sinceramente, tenho a impressão de que meu frágil coraçãozinho não suportará. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo porque, quando criança ainda, coloquei na cabeça que era pé frio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha a certeza de que, se assistisse aos jogos, o Inter perderia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por minha culpa, minha máxima culpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei, não faz sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada faz, então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca olhei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, depois da Copa, meu time, que disputava as quartas de final pela Libertadores da América, passou por uma tensa troca de técnicos, trazendo para seu seio um sujeito aparentemente truculento, chamado Celso Roth, cuja torcida colorada, há um ano atrás, gritava ‘&lt;em&gt;Fica&lt;/em&gt;!’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas era para ficar no Grêmio, nosso arquiinimigo e, na ocasião, time do dito treinador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentiram a tragédia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indignada com tal contratação - diga-se de passagem, como boa parte dos torcedores - acabei me envolvendo no enredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomeçaram os jogos do Campeonato Brasileiro e o Inter, que vinha capenga, simplesmente chegou chegando, acumulando quatro bonitas vitórias consecutivas, e então eu refleti: será que esse tal de Celso vai calar a minha boca?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um sorrisinho otimista, porém discreto, no canto da boca (cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal para ninguém), fiquei só observando, quietinha, esperando para ver o que iria acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro jogo das ditas quartas de final, ganhamos de um a zero de um São Paulo apagado e, como manda minha tradição milenar, não vi o jogo. Fiquei em orações até meu pai telefonar eufórico, avisando sobre o nosso gol. Vibrei as cegas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, no segundo jogo, então no Morumbi, não sei por que nem em que momento ou por qual motivo, decidi que iria, pela primeira vez na vida, assistir a um jogo do Inter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso pode parecer ao leitor algo tolo e de insignificante importância, mas saibam que, para mim, foi uma decisão dramática. Crucial. Categórica. Determinante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu &lt;em&gt;tinha&lt;/em&gt; que olhar o jogo, e, naquele instante, esta era a única certeza da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela quinta-feira enchi o copo e postei-me, solitária e apreensiva, em frente da televisão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vantagem era nossa, ora, porque não? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enquanto eu ria pensando como tinha sido boba imaginando que era pé frio, tomamos um gol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engoli o riso, quase me engasguei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o primeiro gol que vi o Inter tomar em tempo real na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, ó: é horrível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, precisava lidar com a culpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, seria a praga do meu pé frio manifestando-se?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria eu a responsável por aquele placar odioso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O intervalo veio e, aflita, troquei de canal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem lembro em qual programa deixei, minha cabeça ainda estava em campo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De dois em dois minutos, colocava de volta no jogo, só para me manter a par do que acontecia e, quando me dei por conta, a TV estava sintonizada na partida outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dane-se a maldição do meu pé frio, eu precisava VER!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que fiquei ali, decodificando o sentido da citação que chama o futebol de ópio do povo, até que.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que saiu o gol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso gol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro gol que vi em tempo real do meu Internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele instante, soube que eu nunca mais perderia um só jogo do colorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quarta passada, primeiro jogo da final da Libertadores, estávamos enfrentando o Chivas, do México. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu novamente lá, firme e forte, o copo cheio, disposta a passar toda aquela agonia delirantemente deliciosa mais uma vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda trabalhada na tensão muscular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi então que, mais uma vez,&amp;nbsp;tomamos um gol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- P#rra, caralh*, filha da p%ta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um gol injusto, porém belo, marcado num instante de distração de nosso goleiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio o intervalo e, no segundo tempo, meu Inter manteve-se sóbrio e concentrado, dominando o jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei: vai sair nosso gol! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria muita injustiça perder uma partida na qual só dava nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, sabemos: justiça&amp;nbsp;&amp;amp; futebol não costumam andar de mãos dadas, e não foram poucas as vezes que vi times indiscutivelmente superiores em campo simplesmente perderem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não aquele dia, não com aquele time.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 27 minutos empatamos, e nos 31, viramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iés, bêibe, iés.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem foi a final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu estava, mais uma vez, a postos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não poderia nem conseguiria mais não estar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E desta vez fui fardada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abrigo e camiseta do Internacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu copo cheio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentando enxergar a televisão no meio da neblina de fumaça que meu cigarro criou no meio da sala. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Torcer é mais difícil do que parece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas estávamos com a vantagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogávamos em casa e jogávamos bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O time estava entrosado, a torcida animada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, apesar de nunca ter assistido aos jogos do colorado, sei bem que futebol só termina quando acaba, e que vantagens e saldos de gol podem se inverter de um minuto para o outro, sem dar maiores explicações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, diga-se de passagem, o Inter se dedica a deixar escapar suas vantagens e levar seu torcedor ao limite do tolerável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emocionalmente falando, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apitou o juiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jogo começou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta vez, estava eu e meu pai. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava feliz, era a primeira vez que iria assistir a um jogo do seu Inter com a sua filha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, bastou passarem dez minutos de bola rolando para ele perceber que havia encontrado uma torcedora tão irritante quanto ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, sou irritante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do tipo que grita, e geme, e levanta, e reza, e xinga, e grita, e geme, e levanta, e reza, e xinga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, para variar, Inter deu &lt;em&gt;baibai&lt;/em&gt; para o seu favoritismo levando um gol no final do primeiro tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tchau vantagem, beijo me liga!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, não desacreditei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não desacredito nunca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repito: futebol só termina quando acaba, e 45 minutos é uma vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bactérias nascem e morrem em 45 minutos, então porque diabo não poderia reverter aquele placar desagradável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é para desacreditar, desligue a TV e vá ao cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditando, vi meu time fazer um, dois, três gols.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro foi a consagração, a redenção, o louvor absoluto, o ápice dos efeitos alucinantes do ópio popular: éramos BI CAMPEÕES DA AMÉRICA, e isso estava confirmado antes mesmo do apito final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bendita seja a hora em que decidi que precisava entrar em campo junto com nossos onze jogadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorei, enchi meu copo mais uma vez, agarrei minha bandeira e meus pais e rumei ao centro da cidade, celebrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E celebrei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Junto de outros colorados que nunca vi mais gordos na vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Combinamos todos que, em dezembro, nos encontraríamos novamente, naquele mesmo lugar, com aquela mesma emoção, comemorando o BI MUNDIAL que, eu sei, nós sabemos: será nosso mais uma vez!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada, Inter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada, pai e mãe, por serem colorados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada, Jana Lauxen, por nunca ter desistido do seu time, mesmo quando a única luz que havia no final do túnel era o trem vindo em nossa direção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, Celso Roth, QUERIDO: meu mais sincero PERDÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THJ3MHvpX3I/AAAAAAAACeU/55ZdNe73suc/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THJ3MHvpX3I/AAAAAAAACeU/55ZdNe73suc/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Adendo&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este texto foi escrito dia 19 de agosto, um dia depois da conquista da América pelo Sport Club Internacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Postei-o somente hoje porque, de lá para cá, busquei deixar o texto mais bonito, mais claro, mais enxuto, de modo a, pelo menos, tentar chegar perto de descrever com palavras a imensa felicidade que sinto pulsar não apenas em meu coração – vermelho, aliás – mas nas ruas, na chuva, na fazenda, numa casinha de Sapê. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consegui deixá-lo como gostaria, não mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, vale como registro deste momento feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por falar em momento feliz, deixo abaixo para vocês uma mensagem que está rolando na internet, e que recebi antes mesmo de nosso bi campeonato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para refrescar a memória de todos os amantes do futebol:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quem foi o último time brasileiro a ganhar um título internacional?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Copa Suruga - 2009&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o penúltimo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Copa Sul-Americana - 2008&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o antepenúltimo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Copa Dubai - 2008&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o ante-ante-penúltimo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Recopa Sul-Americana - 2007&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o ante-ante-ante-penúltimo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Mundial da Fifa - 2006&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o ante-ante-ante-ante-penúltimo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. C. Internacional – Libertadores - 2006&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os últimos seis* títulos internacionais de brasileiros foram do Colorado, que ganhou tudo em apenas quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o Internacional, fazendo jus ao seu próprio nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(*) Ops. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Agora são sete. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Saudações!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5397491453257289488?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5397491453257289488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5397491453257289488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/08/eu-nunca-assisti-aos-jogos-do.html' title='Eu nunca assisti aos jogos do Internacional.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/THJ3MHvpX3I/AAAAAAAACeU/55ZdNe73suc/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-3288895224342570066</id><published>2010-08-07T16:18:00.000+02:00</published><updated>2010-08-07T16:18:12.691+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Café Espacial #7 &amp; Bolívia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Gente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parem tudo e confiram só a sen-sa-cio-nal capa da revista &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;Café Espacial&lt;/a&gt; #7:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TF1oOQW6AYI/AAAAAAAACeE/mvJP-Lsvge4/s1600/cafe-espacial-07-capa-em-baixa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TF1oOQW6AYI/AAAAAAAACeE/mvJP-Lsvge4/s320/cafe-espacial-07-capa-em-baixa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Lindoca, heim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O responsável por tamanha belezura é o talentosíssimo &lt;a href="http://viktorsack.blogspot.com/"&gt;Viktor Sack&lt;/a&gt;, nosso hermano ali da Argentina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lançamento está previsto para agosto, mas é claro que manterei vocês muito informados sobre todos os detalhezinhos – sórdidos ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveito também para falar sobre um evento mega bacana, do qual a Café Espacial, então representada por seus editores &lt;a href="http://alicevia.blogspot.com/"&gt;Lidia Basoli&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/sergiochaves_"&gt;Sergio Chaves&lt;/a&gt;, participou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo, naturalmente, da &lt;strong&gt;VI Semana del Comic&lt;/strong&gt;, realizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, e que aconteceu entre os dias 26 e 30 de julho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estávamos lá, e foi incrível, e vocês podem saber mais detalhes da nossa participação espacialmente cafeínada clicando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/2010/08/03/cafe-tipo-exportacao/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TF1pNconBWI/AAAAAAAACeM/3dKraJ4ZHz4/s1600/producao-slides.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TF1pNconBWI/AAAAAAAACeM/3dKraJ4ZHz4/s320/producao-slides.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Então tudo de bom e BEIJO!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-3288895224342570066?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3288895224342570066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/3288895224342570066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/08/cafe-espacial-7-bolivia.html' title='Café Espacial #7 &amp; Bolívia'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TF1oOQW6AYI/AAAAAAAACeE/mvJP-Lsvge4/s72-c/cafe-espacial-07-capa-em-baixa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-398092102148003068</id><published>2010-07-29T16:41:00.000+02:00</published><updated>2010-07-29T16:41:06.789+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>O Erro de Mara.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gari Mara Luciane Macedo, de 37 anos, morreu depois de ser atropelada por um ‘veículo branco que trafegava em alta velocidade’, no centro de Carazinho, dia 25 de março de 2010. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O automóvel e seu motorista - que, aliás, fugiu sem prestar socorro à vítima - não foram identificados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente nunca serão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso porque Mara cometeu um erro primário e imperdoável aqui, neste país que chamamos de Brasil: Mara não era filha nem esposa de ninguém importante. Mara não tinha dinheiro, não tinha influência, não tinha bons contatos. Mara não era gente que interessa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do músico&amp;nbsp;Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz global Cissa Guimarães, que na última segunda-feira, dia 19, também foi atropelado e também acabou morrendo sem receber socorro do motorista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal e qual Mara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, muito diferente do caso carazinhense, o motorista responsável pelo atropelamento de&amp;nbsp;Rafael já foi encontrado e indiciado, e certamente pagará pelo crime que cometeu. Inclusive já descobriram, numa rapidez impressionante, que o pai deste prezado motorista pagou cerca de mil reais de suborno aos policiais que pararam o veículo logo após o sinistro, e também já sabem que este mesmo pai havia levado o carro, todo amassado devido ao acidente, a um mecânico, pedindo urgência no conserto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medidas estas também utilizadas, muito possivelmente, pelo atropelador de Mara. Mas agora, quatro meses depois do acontecido, as chances (e a vontade) de identificá-lo são e continuam sendo praticamente nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte de Mara não será explicada, o responsável não será punido e acidentes como este, onde não há culpados, apenas vítimas, continuarão acontecendo em Carazinho e no resto do país, impunemente, livremente. Injustamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez devêssemos, todos nós, darmos um jeito de nos tornarmos, também, pessoas importantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos, urgentemente, inventar uma maneira de virarmos gente influente, poderosa, financeiramente admirável para a sociedade e, naturalmente, para as autoridades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o caso de sermos atropelados, e morrermos por pura e total irresponsabilidade alheia, pelo menos vermos punidos aqueles que, insensatamente, dirigem seus carros acreditando serem os reis selvagens do asfalto, sem respeitar nada, sem respeitar ninguém, acobertados por papais endinheirados que acham mais importante encobrir o filhinho-da-mamãe do que fazê-lo responsabilizar-se pelo crime que praticou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não cometamos o mesmo erro de Mara: ser pobre, trabalhadora, gente simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois, caso contrário, deixaremos nossos filhos, nossos pais e nossos amigos com aquele gosto ruim e amargo de injustiça e revolta, que não passa nem diminui nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntem para dona Landa, mãe de Mara, ou para Ana Paula, sua filha de 15 anos, como elas se sentem hoje, sabendo que ninguém se importa com a morte de Mara como poderiam se importar, caso Mara fosse filha do mesmo papai que encobertou seu filhinho-da-mamãe, que guiava um ‘veículo branco que trafegava em alta velocidade’ em Carazinho no dia 25 de março de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal Diário da Manhã de Carazinho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-398092102148003068?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/398092102148003068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/398092102148003068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/07/o-erro-de-mara.html' title='O Erro de Mara.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-8158256287229904371</id><published>2010-07-24T16:10:00.004+02:00</published><updated>2010-07-24T16:21:00.403+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Videos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jana Entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>O Poder do Amor - entrevista com Odele Souza, do blog FLAVIA, VIVENDO EM COMA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tchau, mami, tô indo pra piscina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta foi a última frase que Odele Souza ouviu de sua filha, Flavia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era dia 6 de janeiro de 1998. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas horas depois, os gritos de seu filho mais velho, Fernando, fizeram-na levantar-se da frente do computador aonde trabalhava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odele olhou pela janela do apartamento onde vivia, no oitavo andar do condomínio Jardim do Juriti, em São Paulo, a fim de pedir que o filho fizesse menos barulho, pois poderia incomodar os vizinhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que viu foi o corpo de sua caçula, imóvel, estendido ao lado da piscina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flavia, na época com dez anos, teve seus cabelos sugados pelo ralo de sucção da piscina do condomínio onde morava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrou em coma vigil irreversível. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acidentes como o que vitimou Flavia, hoje com 22 anos, são mais comuns do que podem parecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sempre - &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; - são causados por negligência e irresponsabilidade humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas vítimas e familiares de vítimas preferem esquecer e tratar o acidente, muitas vezes mortal, como mera fatalidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, a quem responsabilizar? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como provar que alguém foi, de fato, sugado pelo ralo de uma piscina porque o ralo estava em situação irregular?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odele Souza, mãe de Flavia, não pensava assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não apenas comprou a briga para ver punidos os responsáveis pelo acidente de sua filha como, em 2007, tornou sua história pública ao criar o blog &lt;strong&gt;&lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/"&gt;Flavia, Vivendo em Coma&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lá que Odele dá voz a cidadania de Flavia, e também a sua própria cidadania. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi lá que conheci e me aproximei de sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo vocês poderão ler, na íntegra, a conversa que eu tive com Odele por e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falamos sobre justiça, dor, eutanásia, religião, política, e sobre como ela ainda espera um final feliz para a história de sua menina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEreegL1ySI/AAAAAAAACck/WiLBf_mbmxE/s1600/Familia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEreegL1ySI/AAAAAAAACck/WiLBf_mbmxE/s320/Familia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Odele e seus dois filhos, Flavia, com 9 anos&amp;nbsp;e Fernando, com 13.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1. Antes do acidente que vitimou sua filha Flavia, você já tinha ouvido falar sobre os perigos dos ralos de piscina em situação irregular? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. Antes do acidente que vitimou minha filha Flavia eu NUNCA tinha ouvido falar que ralos de piscinas pudessem causar acidentes tão devastadores. E foi por nunca ter ouvido falar desse tipo de acidente que precisei de alguns meses para entender porque Flavia ficou presa pelos cabelos ao ralo da piscina do condomínio onde morávamos. &lt;br /&gt;Todas as noites, quando eu voltava do trabalho, em pleno inverno, mergulhava na piscina e ficava observando o ralo. E foi então que deduzi que poderia haver algum problema com o sistema de sucção daquela piscina. &lt;br /&gt;Uma perícia técnica provou que eu tinha razão. O sistema de sucção daquela piscina (conjunto motor/bomba/filtro) estava superdimensionado em 78%. O síndico do prédio - sem orientação técnica - substituiu o motor de 0,50 cavalos por outro de 1,50 cavalos, portanto, a força da sucção passou a ser demasiadamente forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2. Você acredita então que, não fosse sua persistência em descobrir o que, de fato, havia provocado o acidente com sua filha, até hoje não se saberia as verdadeiras causas do ocorrido? Ou o condomínio Jardim da Juriti e a própria empresa fabricante do ralo de piscina, &lt;a href="http://www.jacuzzi.com.br/"&gt;Jacuzzi do Brasil&lt;/a&gt;, se mostraram preocupados em identificar e solucionar o problema?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, estou certa de que se não fosse o meu empenho, jamais seria descoberta a real causa do acidente que vitimou Flavia - ou seja, o superdimensionamento do ralo, mais tarde provado por perícia técnica feita na piscina. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfsq66I-I/AAAAAAAACdM/M8H3uE8U0VM/s1600/Flavia-Disney009.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfsq66I-I/AAAAAAAACdM/M8H3uE8U0VM/s320/Flavia-Disney009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flavia, com 7 anos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, em nenhum momento o condomínio ou a empresa Jacuzzi do Brasil demonstraram preocupação em identificar e solucionar o problema, pelo contrário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ocasião do acidente, o resgate de Flavia foi feito pelo Corpo de Bombeiros e houve grande movimentação na rua onde morávamos, no bairro de Moema, São Paulo. Essa movimentação intensa chamou a atenção da mídia. O síndico na época me orientava a não dar entrevistas e a fugir dos jornalistas. Só mais tarde, com maior clareza de raciocínio, é que fui entender o porquê dele não querer que eu desse entrevistas sobre o acidente. Ele temia que fosse descoberta a real causa do acidente: o ralo da piscina funcionando fora dos padrões de segurança, absurdamente superdimensionado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;3. O acidente de Flavia aconteceu há 12 anos, e há três você mantém o blog &lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/"&gt;Flavia, Vivendo em Coma&lt;/a&gt;. Já li em algumas de suas postagens sobre sua revolta com o completo descaso de alguns veículos de comunicação em relação ao acidente de Flavia e, principalmente, aos perigos iminentes de ralos de piscinas - veículos estes que tratam como ‘tragédia’ o fim do casamento da atriz Susana Vieira e simplesmente ignoram casos sérios e graves como o de Flavia, e de tantas outras pessoas que, todos os anos e em todos os lugares do mundo, são vitimadas das mais diferentes formas por ralos de piscina irregulares. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Digo isso porque, antes de conhecer seu blog, nunca havia sequer pensado na possibilidade de haver perigo em um ralo de piscina. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Então minha pergunta é: foi por causa desta falta de espaço nos meios de comunicação que criou o blog? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quando, como e porque surgiu a idéia de colocá-lo no ar? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEre4swbBiI/AAAAAAAACc0/wf14fa0L0wY/s1600/Flavia21anosT1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEre4swbBiI/AAAAAAAACc0/wf14fa0L0wY/s320/Flavia21anosT1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flavia, em sua cadeira de rodas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua análise sobre o que leu no blog de Flavia está correta. Sempre me causou indignação ver o descaso da mídia com relação aos inúmeros acidentes causados por ralos de piscinas no Brasil e no mundo. Sempre me causou indignação ver em destaque na mídia brasileira assuntos fúteis, enquanto notícias sobre acidentes com ralos de piscinas, que seriam de utilidade pública, não recebiam - e continuam a não receber - a devida atenção. Então, em janeiro de 2007, portanto há três anos e meio, resolvi criar o blog &lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/"&gt;FLAVIA, VIVENDO EM COMA&lt;/a&gt;, e alertar as pessoas para os devastadores acidentes causados por ralos de piscinas. A falta de atenção da mídia convencional para os acidentes causados por ralos de piscinas foi, sem dúvida, um dos motivos para eu criar o blog de Flavia. Mas existem dois outros motivos igualmente importantes: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo motivo pelo qual criei o blog de Flavia foi para protestar contra a lentidão de nossa justiça. Quando criei o blog, o processo de Flavia já se arrastava por mais de nove anos na justiça paulista. Acreditei e continuo acreditando que protestar através do blog contra essa lentidão é uma forma de exercer não só a minha cidadania, como a cidadania de Flavia, que poderia se perder caso a tragédia que deixou minha filha em coma caísse no esquecimento. Eu não poderia deixar isso acontecer. O acidente ocorrido com Flavia, a lentidão da justiça, a falta de respeito dos réus para com os direitos de Flavia, isso tudo é por demais grave para que eu deixasse cair no esquecimento. &lt;br /&gt;E o terceiro motivo para a criação do blog foi dar voz à Flavia, a oportunidade de, mesmo em coma, ela se comunicar com o mundo. E acredito que essa comunicação vem acontecendo de forma constante. Hoje, o blog de Flavia é lido em muitos países. Muitos blogs do Brasil e do exterior divulgam a causa de Flavia. &lt;br /&gt;E isso é gratificante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4. “... &lt;em&gt;é uma forma de exercer não só a minha cidadania, como a cidadania de Flavia&lt;/em&gt;”. Esta sua frase me lembrou de algo que li no blog &lt;a href="http://www.gloriafperez.net/"&gt;Daniella Perez – Arquivos de um Processo&lt;/a&gt;, mantido por sua mãe, Glória Perez. No tópico &lt;em&gt;Dany&lt;/em&gt;, ela explica que este capítulo tem como objetivo recuperar a humanidade de Daniella, pois “... &lt;em&gt;num processo criminal, a pessoa é destituída de sua identidade: torna-se ‘a vítima’, de tantos anos, tanto de peso, tanto de altura. Sua humanidade se dilui nas páginas dos autos&lt;/em&gt;”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eu acredito que um dos principais problemas da justiça brasileira é justamente este: desumanizar a vítima e, desumanizando-a, passa-se a tratá-la com menos respeito, com menos consideração. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Você, no processo que moveu contra o condomínio Jardim do Juriti e contra a empresa Jacuzzi do Brasil, já precisou ouvir verdadeiros absurdos por parte da defesa, inclusive que a culpa do acidente de Flavia era sua - e dela própria - e que você estava querendo enriquecer as custas do acidente e da indenização que solicitava. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Depois de 12 anos de processo, Odele, como anda sua fé na justiça?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, Jana. O processo de Flavia se arrastou por 12 anos e foi encerrado em março de 2009 em última instância, lá em Brasília, onde consegui condenar a seguradora e o condomínio, mas não o fabricante do sistema de sucção da piscina, a empresa Jacuzzi do Brasil, como co-responsável pelo acidente que deixou minha filha em coma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Superior Tribunal, dos cinco ministros de justiça que julgaram o processo de Flavia, apenas um, Luis Felipe Salomão, concordou comigo de que o fabricante teria que ser condenado por não ter alertado em seus manuais sobre o tipo de acidente que vitimou Flavia. E foi somente em Brasília que o Superior Tribunal de Justiça corrigiu a sentença dada em São Paulo, onde, acatando os argumentos dos réus, os juízes paulistas me co-responsabilizaram pelo acidente ocorrido com minha filha. Lá em Brasília, por unanimidade, os ministros discordaram dos juízes de São Paulo. E então o condomínio foi 100% responsabilizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, mesmo tendo sido condenado, até agora, o condomínio, beneficiado pela burocracia de nossa justiça, não pagou ainda a indenização de Flavia, nem me reembolsou dos valores gastos com o tratamento de minha filha nesses longos 12 anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como anda minha fé na justiça? Não tenho fé na justiça. Depois de lutar 12 anos para finalmente ver parcialmente condenados os réus do processo de minha filha, não tenho fé na justiça. Vejo-a lenta, burocrática, injusta, e por isso mesmo nossa justiça beneficia os culpados e pune as vítimas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErghUf0XcI/AAAAAAAACds/Dg8612PGXHM/s1600/Michele-Flavia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErghUf0XcI/AAAAAAAACds/Dg8612PGXHM/s320/Michele-Flavia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flavia, em seu quarto, na companhia da cadelinha e fiel companheira&amp;nbsp;Michele.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como posso ter fé numa justiça que deixou minha filha de menina se transformar em mulher enquanto aguardava em coma pela condenação dos culpados pelo acidente que lhe destruiu a vida?! Como posso ter fé numa justiça que, após 12 anos em que lutei para ver respeitados os direitos de minha filha, condena o condomínio, mas não lhe ordena o pagamento imediato da indenização a que Flavia tem direito? A justiça deveria acontecer para todos nós, de imediato e sem necessidade de luta. Como diz meu amigo António de Portugal, no vídeo sobre a história de Flavia, já visto no YouTube por mais de 100 mil pessoas, “a justiça nem sempre cumpre o seu dever essencial de proteger os mais frágeis contra prepotências e agressões”. E por essa frase ser verdadeira, eu não tenho fé na nossa justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_dGpJYbBlRI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_dGpJYbBlRI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5. Você acredita que a empresa Jacuzzi do Brasil não foi condenada por se tratar de uma grande corporação, tradicional no mercado e, naturalmente, poderosa financeiramente&amp;nbsp;- logo, com condições de pagar por bons advogados? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E por falar em advogados, você teve dificuldade em encontrar um profissional da área para defender sua causa? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à primeira pergunta, eu não saberia afirmar com certeza o porque da empresa Jacuzzi não ter sido condenada. Mas acredito que seja porque os juízes e ministros de justiça, infelizmente, não se dão ao trabalho de ler os argumentos de nossos advogados. &lt;br /&gt;É muito frustrante correr atrás de provas, fazer perícias, anexar laudos e atestados médicos e depois perceber que os juízes “passaram por cima”, ou seja, sequer tomaram conhecimento do que estava escrito e documentado. Então, se não lêem, não condenam quem deveriam condenar. &lt;br /&gt;No caso do acidente ocorrido com Flavia, sempre vou defender que a Jacuzzi do Brasil tem 50% da culpa. Infelizmente, o condomínio não percebeu isso e, em vez de juntar-se a mim contra a Jacuzzi, lutou todos esses anos contra mim, a mãe da vítima. Acabaram sendo condenados com 100% da culpa, quando poderiam ter sido condenados com 50% e a Jacuzzi com os outros 50%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à segunda pergunta: sim, tive grande dificuldade para encontrar um advogado que aceitasse defender os direitos de Flavia. O tipo de acidente que vitimou Flavia, pelo menos para os advogados, era inédito e me diziam: - Mas senhora, como vou provar que sua filha teve os cabelos sugados pelo ralo de piscina? Eu sabia que bastaria que se fizesse uma perícia na piscina para que tivéssemos essa prova. (*)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas estive em pelo menos nove advogados antes de finalmente encontrar o Dr. José Rubens Machado de Campos, que aceitou o caso e nos defendeu com muito empenho. &lt;br /&gt;Se a justiça para Flavia não se fez por completo, não é culpa de nosso advogado, mas dos juízes e ministros de justiça que não se deram ao trabalho de ler o que nosso advogado argumentou e comprovou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*) É interessante notar que acidentes com ralos de piscina são mais comuns do que se pensa, mas nem todas as pessoas reclamam. Fiz contato com algumas pessoas que tiveram parentes vitimados pelo mesmo tipo de acidente ocorrido com Flavia, mas elas se esquivaram e me disseram que preferiam esquecer. É tudo o que os responsáveis por esses acidentes querem: que as vítimas esqueçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErgJVjbJ_I/AAAAAAAACdc/oc1LGAMXSZY/s1600/Flavia-Odele-ago-2009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErgJVjbJ_I/AAAAAAAACdc/oc1LGAMXSZY/s320/Flavia-Odele-ago-2009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Odele, Flavia e o poder do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6. Ano passado, a italiana Eluana Englaro, em coma há mais de 17 anos devido a um acidente de carro, teve os aparelhos que a mantinham viva desligados, após longa batalha judicial movida pelo seu pai pelo direito a eutanásia. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lendo seu blogue, fica evidente que idéias como esta nunca passaram pela sua cabeça - apesar de ter certeza de que tal ‘solução’ já lhe foi sugerida mais de uma vez. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eu gostaria de saber, Odele, qual a sua opinião sobre a eutanásia em casos de coma, ou seja, quando o paciente em questão não possui condições de decidir.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tema é por demais delicado e em princípio não gosto de ver o termo eutanásia ligado ao nome de Flavia. Mas reconheço que, quando tornamos a nossa história pública, temos que aceitar que as pessoas dêem a sua opinião. Ser favorável ou não à eutanásia é algo muito pessoal, e por isso mesmo ninguém tem o direito de criticar a decisão tomada por um pai ou uma mãe de um filho há longo tempo em coma, seja essa decisão optar pela eutanásia ou não. &lt;br /&gt;No caso de Eluana Englaro, quem pode dizer que a atitude do seu pai não foi considerada por ele um ato de amor? Talvez o meu conceito de amor seja apenas diferente do dele, porque para mim amar é cuidar. Mas quem pode garantir que eu esteja certa e ele errado? No caso de minha filha, vou sempre cuidar dela da melhor forma que eu puder, com atenção, amor e carinho, para que ela sofra menos, para que ela, enquanto estiver comigo, tenha o que lhe for possível de qualidade de vida. E fico extremamente irritada quando me sugerem a eutanásia como “solução” para Flavia. Ninguém tem esse direito. Acho uma invasão, um desrespeito para comigo e minha filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;7. Li, certa vez, &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105671-15228,00-SAUDADES+DE+SUA+VOZ.html"&gt;uma matéria publicada na Revista Época sobre o caso de Flavia&lt;/a&gt;, onde você falava sobre as ‘soluções milagrosas’ sugeridas por alguns religiosos. Pessoas que garantem que, se você rezar, tiver fé e levar sua filha a determinados templos e igrejas, ela sairá curada, como num passe de mágica. Chegam, inclusive, ao extremo de lhe culpar por omissão por você ainda não ter feito o que lhe sugerem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Gostaria de saber, Odele, como você lida com isso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErf3GSQAaI/AAAAAAAACdU/wpe9H6rtJJQ/s1600/FlaviaMarceloMin.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErf3GSQAaI/AAAAAAAACdU/wpe9H6rtJJQ/s320/FlaviaMarceloMin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flavia e Odele, ao fundo, no computador. Por &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/marcelomin/"&gt;Marcelo Min&lt;/a&gt;.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade Jana. O assédio de pessoas religiosas é muito grande, tanto nos comentários do blog de Flavia, como por e-mails que me chegam. No blog de Flavia, se o comentário é muito invasivo ou agressivo, reservo-me o direito de deletar. Mas lidar com o assédio religioso é desagradável. A pessoa que me aborda indicando a sua religião como solução para que Flavia retorne de seu longo estado de coma, age de forma equivocada, esquece de que eu posso ter - eu tenho o direito de ter - a minha própria religião ou crença e a ela cabe respeitar minha opção, qualquer que seja ela. Quando alguém, com suas afirmações, quer nos impor a sua crença, esse alguém não leva em conta o nosso direito de acreditar no que quisermos. E isso é desagradável. Mas tento, na medida do possível, manter-me neutra e não entrar em nenhuma polêmica religiosa, que acredito, não levaria a nada. E tenho sempre em mente que qualquer que seja a religião ou a crença de uma pessoa, o que mais importa é o seu caráter, a sua postura como ser humano, a sua efetiva prática do amor ao próximo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;8. Percebo - e corrija-me, por favor, se eu estiver enganada - que hoje você aceita, até com certa serenidade, o fato de que sua filha está em estado de coma irreversível. No entanto, certamente, não foi assim desde o começo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nos primeiros anos de coma da Flavia, você chegou a procurar uma solução fora da medicina tradicional? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos primeiros anos após o acidente e tendo em mãos aquele diagnóstico médico que me devastava - coma vigil irreversível - eu procurei, sim, muitas soluções fora da medicina tradicional para ver minha filha recobrando a consciência. Acupuntura, Craniopuntura (acupuntura na cabeça), chás fortíssimos de ervas medicinais, etc. E fui a todas as igrejas, a todas as religiões. Ficava um tempo em uma, rezava, pedia, rezava, pedia... Ia para outra e refazia as orações, os pedidos. E a agonia da espera por um milagre se repetia em mim. Dias e meses. Ano após ano. Como Flavia não melhorava e nem recobrava a consciência, fui ficando desiludida e cansada. E passei a acreditar apenas no poder do amor. Esta crença, felizmente, nunca me abandonou. Acredito que o amor é que faz milagres. E o fato de Flavia estar viva, com uma aparência boa, com o peso adequado à sua altura, com a pela íntegra, com os cabelos bonitos e brilhantes, só é possível porque Flavia é cuidada com amor.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfEIdMinI/AAAAAAAACc8/YR7W7QK2JYk/s1600/Flavia_9_anos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfEIdMinI/AAAAAAAACc8/YR7W7QK2JYk/s320/Flavia_9_anos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flavia, com 9 anos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não sei se eu chamaria de “serenidade” a forma com que lido com o estado de coma de minha filha. Veja você que, no início, o meu desespero e inconformismo eram visíveis pela busca de uma cura para Flavia, procurando tratamentos alternativos, freqüentando diversas religiões. Cheguei até a estudar células tronco com professores da Escola Paulista de Medicina para saber se essa terapia poderia ser útil à Flavia. Infelizmente descobri que as células tronco ainda estavam em fase de pesquisas e que levaria muitos anos para essa terapia ser aplicada em seres humanos. Nem assim eu me aquietei. Quando vi que nada funcionava para fazer minha filha sair de seu estado de coma, passei a trabalhar o meu inconformismo e a minha indignação, escrevendo a sua história no blog que criei para lhe dar voz e não deixar que o que lhe fizeram caia no esquecimento. E também levar informação às pessoas sobre o perigo existente nos ralos de piscinas, para que tragédias como a que aconteceu com Flavia possam ser evitadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez você chame de “ serenidade” o fato de me ver falando sobre o estado de coma de Flavia em programas de TV, com desenvoltura e sem cair em prantos. Mas acho que é porque, com o passar dos anos e com a convivência diária com a dor de ver minha filha em coma, eu tenha aprendido a administrar essa dor, de forma a não deixá-la me embargar a voz quando falo em público. &lt;br /&gt;Mas quando estou só, muitas vezes, eu ainda choro essa perda que deixou minha alma para sempre marcada. Quando estou só, muitas vezes eu me entrego à dor, sem nenhum pudor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfZSAqb2I/AAAAAAAACdE/XeLnZgJpZeY/s1600/Flaviabebe-Raul.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErfZSAqb2I/AAAAAAAACdE/XeLnZgJpZeY/s320/Flaviabebe-Raul.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Flavia bebê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;9. Está disponível no blog &lt;em&gt;Flavia, Vivendo em Coma&lt;/em&gt; o &lt;a href="http://www.petitiononline.com/FSB2010/petition-sign.html"&gt;link para a assinatura virtual de uma petição, por você promovida, solicitando que seja criada uma lei federal para segurança nas piscinas&lt;/a&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De onde surgiu esta idéia, Odele? &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Quantas assinaturas são necessárias? Quantas assinaturas você já conseguiu? O que as pessoas devem fazer para participar?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia de uma lei que regulamente a VENDA, a INSTALAÇÃO e a MANUTENÇÃO de piscinas, eu tenho faz tempo. E surgiu porque vejo que os acidentes com ralos de piscinas continuam acontecendo e causando vítimas graves e fatais. A grande maioria dos fabricantes de sistemas de sucção de piscinas e os locais que administram essas piscinas não têm demonstrado preocupação com esses acidentes. De tempos em tempos, mais uma pessoa morre, principalmente crianças, que são mesmo as maiores vítimas. Por isso, por essa falta de preocupação com a segurança nas piscinas - notadamente com os ralos de sucção - acredito que somente com uma lei eficaz, com fiscalização contínua e multas significativas para os infratores, é que os acidentes causados por ralos de piscinas poderão diminuir em nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a petição on line que fiz para obter assinaturas para a criação dessa lei foi uma enorme frustração. Algumas pessoas pensam que a lei é para Flavia. Não é. A lei é para todos, menos para Flavia, que, infelizmente,&amp;nbsp;já está em coma. A lei de Segurança nas Piscinas, desde que bem feita e aplicada com rigor, poderá salvar muitas vidas. Mas as assinaturas são poucas. Há mais de seis meses &lt;a href="http://www.petitiononline.com/FSB2010/petition-sign.html"&gt;o link para a petição está disponível no blog de Flavia&lt;/a&gt;, mas no momento em que respondo esta pergunta, tem lá pouco mais de 1500 assinaturas. Quando tive a idéia da petição, eu não pensei exatamente em alcançar um determinado número, mas pensei que, com muitas assinaturas, talvez algum político pudesse “comprar” a idéia e apresentar um projeto que venha a se transformar em lei. Até fui contatada por dois políticos, mas, pelo que sei, somente um apresentou o projeto de lei. Mas esse projeto foi redigido sem a opinião de especialistas em segurança de piscinas por mim indicados, e por isso não me parece que seja um projeto que possa se transformar numa lei eficaz. Por isso, eu e esses especialistas estamos nos empenhando para adicionarmos ao projeto apresentado à Câmara o que julgamos indispensável para que a lei seja realmente eficaz para a diminuição dos acidentes causados por ralos de piscinas, que tantas mortes têm causado no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para participar e assinar, &lt;a href="http://www.petitiononline.com/FSB2010/petition-sign.html"&gt;basta clicar no link da petição&lt;/a&gt; que há na lateral do blog de Flavia. Às vezes eu coloco esse link em primeiro plano na lateral do blog de Flavia. Às vezes, por haver algo mais urgente, &lt;a href="http://www.diariodeumjuiz.com/?p=2139"&gt;como no caso atual em que Amanda, uma criança de Manaus, precisa de ajuda&lt;/a&gt;, eu desloco o link da petição um pouco mais para baixo, mas o link está sempre lá no blog de Flavia. Clicando no link a pessoa é direcionada para a petição e aí, basta assinar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;10. O blog de Flavia é parceiro de outros blogs, que também buscam conscientização e justiça - como o de Daniella Perez, mantido por sua mãe, Glória - além de outros links que, freqüentemente, você disponibiliza em seu blog (como o caso de Amanda, citado por você na resposta acima). Tanto você quanto Glória, apesar das tragédias que se abateram sobre suas famílias, não apenas não se entregaram às suas dores individuais como lutaram para que dramas como os que aconteceram com vocês não voltassem a se repetir com os outros. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Depois do assassinato de sua filha, Glória colaborou para transformar o assassinato em crime hediondo através de uma emenda popular, e você, até hoje, batalha para conscientizar as pessoas dos perigos dos ralos de piscinas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Tanto no seu caso quanto no de Glória, suas filhas não puderam se beneficiar das conquistas por vocês empreendidas e, mesmo sabendo antecipadamente disso, vocês não deixaram de lutar para que outras pessoas não passassem pelo que vocês passaram. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Odele, você acha que tragédias como as que você e Glória viveram, ajudaram a despertar em vocês uma maior consciência cidadã, no sentido de que vocês, como tantas outras famílias, buscaram não apenas justiça isolada para seus casos, mas conscientização num sentido mais amplo? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de Glória Perez, pessoa por quem tenho grande admiração e carinho, acredito que essa consciência cidadã já existisse mesmo antes do assassinato de Daniella, pois Gloria, através de suas novelas, sempre procurou levar não só entretenimento como também conscientização de problemas sociais. Mas no meu caso a resposta é sim. &lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErgZETAd1I/AAAAAAAACdk/GqDQxvFKT4c/s1600/M%C3%A3osdeFlavia+-+pelo+irm%C3%A3o+Fernando.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErgZETAd1I/AAAAAAAACdk/GqDQxvFKT4c/s320/M%C3%A3osdeFlavia+-+pelo+irm%C3%A3o+Fernando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Detalhe da mão de Flavia, captada pelo seu irmão Fernando.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tragédia com minha filha despertou em mim essa maior consciência cidadã, até pela vontade de exercer por Flavia a oportunidade que lhe foi roubada de praticar a sua própria cidadania. E muito por causa disso, busco incansavelmente conscientizar as pessoas para o perigo dos ralos de piscina, que tantos acidentes graves e fatais têm causado no Brasil e no mundo. E me traz um certo conforto pensar que, se as pessoas se conscientizarem de que ralos de piscina podem ser muito perigosos, talvez a tragédia ocorrida com Flavia não tenha sido em vão. E pela visibilidade que o blog de Flavia alcançou, chamando a atenção inclusive de grandes mídias, acredito que alguma conscientização ocorreu. Mas ainda falta muito para que possamos dizer que essa conscientização tenha atingido um nível próximo ao ideal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;11. Você acredita que um distanciamento natural e a idéia equivocada de que tragédias só acontecem aos outros, colabora para que as pessoas não se preocupem como deveriam pela assinatura da petição pela segurança nos ralos de piscina, por exemplo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resposta é novamente sim. Existe nas pessoas essa idéia equivocada de que tragédias só acontecem com os outros, e por isso não há uma mobilização geral para assinar a petição.&amp;nbsp;O que é lamentável, pois só com muitas assinaturas poderia ficar demonstrado que muitos se importam com o perigo dos ralos de piscinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;12. Além da sua busca por justiça e do incrível trabalho de conscientização que faz através de seu blog, é emocionante sua história de amor e dedicação para com Flavia. Você já pensou em transformar tudo isso em um livro?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErerv5Gs0I/AAAAAAAACcs/zaiICJ_bnVw/s1600/flavia17.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TErerv5Gs0I/AAAAAAAACcs/zaiICJ_bnVw/s320/flavia17.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SIM. Na verdade, Jana, o livro com a história de Flavia já está QUASE PRONTO. É que, acredite, eu venho esperando um FINAL FELIZ para a história de minha filha. O final mais feliz, obviamente, seria minha filha sair de seu estado de coma. Mas aprendi, por tudo que leio a respeito, que quanto mais tempo uma pessoa passa em coma, mais difícil é o retorno. &lt;br /&gt;Depois eu pensei que poderia pelo menos ter o conforto de ter visto a justiça se fazer POR COMPLETO para Flavia, o que também não aconteceu, já que, mesmo eu tendo enfrentado uma batalha judicial de mais de 12 anos, a empresa Jacuzzi do Brasil, fabricante do equipamento que sugou os cabelos de Flavia, mesmo não tendo alertado em seus manuais para o TIPO de acidente que vitimou Flavia, não foi co-responsabilizada pelo acidente que deixou minha filha em coma vigil irreversível. &lt;br /&gt;O que ainda posso esperar para dar um final QUASE FELIZ para o livro que venho escrevendo sobre a história de minha filha? A LEI FEDERAL PARA SEGURANÇA NAS PISCINAS, mas que, em sua redação, contenha TUDO o que for necessário para coibir os acidentes causados por ralos de piscinas, de forma que, cada vez mais, menos crianças venham a ter o destino de Flavia: viver à margem da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEr1hFEx5xI/AAAAAAAACd0/T7Z9nLqpfp8/s1600/Fa10anos2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEr1hFEx5xI/AAAAAAAACd0/T7Z9nLqpfp8/s320/Fa10anos2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-8158256287229904371?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8158256287229904371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8158256287229904371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/07/o-poder-do-amor-entrevista-com-odele.html' title='O Poder do Amor - entrevista com Odele Souza, do blog FLAVIA, VIVENDO EM COMA'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TEreegL1ySI/AAAAAAAACck/WiLBf_mbmxE/s72-c/Familia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5015902448093921150</id><published>2010-07-11T22:16:00.000+02:00</published><updated>2010-07-11T22:16:24.211+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa-Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>“Vagabunda tem que morrer mesmo, mereceu”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estes dias, a badalada Copa do Mundo e a própria eliminação brasileira da competição precisaram dividir suas atenções com dois casos graves envolvendo violência contra a mulher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um destes episódios vocês já devem estar carecas de saber: o goleiro e capitão do Flamengo, Bruno Fernandes, não apenas matou Eliza Samudio, 25 anos, mãe de seu filho, como a matou com requintes de crueldades beirando o inacreditável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza foi seqüestrada, espancada, asfixiada, desmembrada e partes de seu corpo foram lançados para a alimentação de cachorros da raça rottweilers. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso em meio à música, churrasco e cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro caso, de menor repercussão, não é menos sádico. Uma adolescente de 13 anos foi estuprada e, por pouco, não foi assassinada por dois garotos, ambos de 14 anos, em Florianópolis (SC). Ao que consta no inquérito, a menina foi até o apartamento de um deles, bebeu vodka e não se lembra de mais nada. Investiga-se se havia alguma droga em sua bebida, quem sabe o famoso e poderoso sonífero conhecido popularmente como &lt;em&gt;Boa Noite, Cinderela&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, quando a menina acordou, o mal já estava feito, e só não foi pior porque a mãe de um dos meninos chegou ao apartamento na hora em que um deles tentava asfixiar a adolescente, que continuava desacordada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos estupradores é filho de um delegado de polícia e o outro, de um dos diretores da RBS TV&amp;nbsp;- Santa Catarina, afiliada da Rede Globo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naturalmente, o caso, que aconteceu em meados de maio, foi sumariamente ignorado pela RBS TV (que controla 46 emissoras de televisão e rádio e oito jornais diários no sul do país) e, não fosse a internet – santa internet! – e a concorrência – santa concorrência! – talvez morrêssemos sem ficar sabendo de uma vírgula sobre este crime.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, apesar da sordidez, estes dois casos não me surpreenderam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo parece muito impressionado e aterrorizado com o que Bruno e estes dois adolescentes foram capazes de fazer, e eu juro que não entendo o porquê de tanta surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez – e provavelmente – porque se tratem de um jogador de futebol famoso e de dois jovens da elite catarinense, mas horrores desta categoria acontecem todos os dias, o tempo inteiro, e mesmo assim todo mundo vira para o lado e dorme com os anjinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2008/06/denncia.html"&gt;Eu já escrevi aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2010/03/os-grandes-valentoes-da-madrugada-e-o.html"&gt;mais de uma vez&lt;/a&gt;, e agora vou repetir: a violência vai acabar com nossas mulheres, sejam elas ricas ou pobres, famosas ou anônimas, jovens ou velhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que aconteceu com Eliza e com esta adolescente de Santa Catarina, apesar de horrível, é corriqueiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa tá ficando feia, e faz tempo, e se a justiça e a lei e todos nós não começarmos a dar um jeito nessa bagunça, eu sinceramente não sei onde vamos parar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, mais chocante do que o crime em si, é a reação quase doentia das pessoas, inclusive de mulheres que, em pleno século 21, ainda tem a coragem de culpar a própria vítima pela violência sofrida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza, ao que se sabe, já fez filmes pornôs e parece que tinha uma, digamos assim, simpatia especial por jogadores de futebol, se é que vocês me entendem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso - e só por isso - muita gente não apenas explica como endossa o crime bárbaro: “&lt;em&gt;Bem feito pra ela&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;Vagabunda tem que morrer mesmo, mereceu&lt;/em&gt;” são alguns dos descalabros mais leves que tive a desventura de ler e ouvir durante esta semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já a adolescente, dizem, nem estuprada foi, transou porque quis e agora está aí, fazendo cena. Neste caso, teve até um delegado, chamado Nivaldo Rodrigues, diretor da Polícia Civil de Florianópolis, que foi para a TV dizer que, sim, o ato sexual aconteceu, agora ‘se foi estupro ele não pode dizer, porque não estava lá’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto me assusta mais do que a violência propriamente dita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque depois destes dois crimes, que deixou um bebê de quatro meses órfão e uma menina de 13 anos traumatizada para todo o sempre, ainda somos obrigados a constatar o quanto nossa sociedade está com seus valores completamente distorcidos, e o quanto somos machistas e maldosos, cruéis e equivocados, ultrapassados e patéticos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos tão condescendentes com a violência sofrida pela mulher, que crimes desta natureza já se tornaram estatística e não valem mais nem uma notinha de cinco linhas no rodapé do jornal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lei não condena o criminoso e a sociedade não perdoa a vítima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de tudo, é absolutamente necessário que se entenda que &lt;strong&gt;NENHUMA MULHER GOSTA DE APANHAR.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A MULHER QUE SOFRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NÃO É UMA VAGABUNDA SEM VERGONHA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;É UMA VÍTIMA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;UMA VÍTIMA!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenderam ou querem que eu desenhe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enquanto vítima, ela precisa de proteção e respeito, e não de pedradas e acusações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repetirei isso até meu último suspiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também repetirei, sem medo do que possam dizer ou pensar sobre mim, que eu também já fui vítima de violência doméstica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também apanhei, também fui ameaçada de morte, perseguida, aterrorizada, humilhada, o caralho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não registrei sequer um boletim de ocorrência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não o fiz não porque sou uma vagabunda sem vergonha que gosta de apanhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não o fiz porque estava morrendo de medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sorte – e só por sorte – as ameaças do criminoso que eu chamava, na época, de namorado, não saíram da teoria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas foi sorte minha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorte que Eliza, por exemplo, não teve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia, sim, ser eu no lugar dela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia, sim, ser sua filha, sua mãe, sua melhor amiga no lugar dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia, sim, ser você, prezada leitora, no lugar de Eliza Samudio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os dias, dez mulheres são assassinadas no Brasil - um país que, a propósito, é o que mais sofre com violência doméstica no mundo. Aqui, a cada sete segundos uma mulher é agredida em seu próprio lar. A violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos e mata mais do que câncer e acidentes de trânsito. Cinqüenta e um por cento da população brasileira declaram conhecer ao menos uma mulher que é ou foi agredida por seu companheiro. Trinta por cento das mulheres brasileiras com mais de 15 anos já sofreram violência extrema. Entre 25% e 50% das sobreviventes são infectadas por doenças sexualmente transmissíveis. Setenta por cento dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro. Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos. Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida. Mais de 41 mil mulheres foram assassinadas no Brasil entre 1997 e 2007. *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a leitura destes dados, o que dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que todas estas mulheres são vagabundas que gostam e merecem apanhar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, meu chapa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer que as mulheres são presas fáceis para homens violentos e covardes - homens estes que deveriam estar envelhecendo atrás das grades, e não espancando mulheres dentro de casa, com a anuência de uma sociedade enferma com valores enfermos e, desculpem a generalização, tremendamente estúpida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, de um modo geral e salvando-se as exceções que, graças a Deus, sempre existem, nossa sociedade é estúpida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mil vezes estúpida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E burra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imoral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irracional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retrógrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos no século 21 e até hoje as mulheres vítimas de violência sentem vergonha de falar sobre o assunto porque, se o fazem, correm um sério risco de serem apontadas não como a vítima que são, mas como a culpada, como a responsável por seu próprio martírio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos parar imediatamente de defender e proteger o criminoso, e dedicar nosso carinho, atenção e, principalmente, proteção para a vítima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza Samudio e a adolescente de Florianópolis representam, neste contexto, todas&amp;nbsp;nós, mulheres, inclusive aquelas que nunca sofreram nenhuma forma de violência – mas que continuam sendo mulheres, logo, vítimas em potencial desta sociedade alienada e machista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste exato momento, enquanto você lê este texto sossegadamente no conforto de seu lar doce lar, uma mulher está sendo espancada, quiçá assassinada, bem debaixo dos seus bigodes e sem que você possa sequer perceber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vítima é vítima, e por ser vítima não está em condições de se defender sozinha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela precisa de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei, eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa justiça é um lixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Lei Maria da Penha, nossa máxima conquista nos últimos mil anos, tem até boas intenções, mas na prática não serve para nada – e a prova é que, há oito meses, Eliza fez um Boletim de Ocorrência por causa das ameaças de Bruno, e todo mundo, mais uma vez, virou para o lado e dormiu com os anjinhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fazer, então?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto cidadão, denunciar, denunciar e denunciar, incansavelmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E rezar para todos os santos para que nossa magnânima Justiça tome vergonha na cara e faça jus ao nome que têm. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que prendam esses canalhas antes que eles concretizem suas ameaças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, na minha opinião, o sujeito que ameaça está a um passo de fazer o que diz que fará. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos mais pagar para ver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, garanto, com cem por cento de certeza: basta que se prenda e condene com maestria meia dúzia de machões covardes para que os crimes contra a mulher caiam pela metade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lei não serve para nada se não houver punição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a punição nunca será suficiente e justa enquanto nós não aprendermos a diferenciar a vítima de seu agressor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* Segundo dados da Sociedade Mundial de Vitimologia (www.ipas.org.br); Fundação Perseu Abramo; Site www.violenciamulher.org.br; IBOPE 2006; UNIFEM 2007; Organização Mundial da Saúde (OMS); Anistia Internacional e Instituto Zangari.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5015902448093921150?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5015902448093921150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/5015902448093921150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/07/vagabunda-tem-que-morrer-mesmo-mereceu.html' title='“Vagabunda tem que morrer mesmo, mereceu”'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-8432408316025009924</id><published>2010-07-07T04:14:00.000+02:00</published><updated>2010-07-07T04:14:39.652+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma Carta por Benjamin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><title type='text'>Uma Carta por Benjamin, resenha.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Pois bem, recebi um exemplar intitulado “Uma Carta por Benjamin" (Editora Multifoco, 138 páginas), livro de estréia da escritora gaúcha Jana Lauxen, e somente numa tarde terminei a leitura. De inicio pensei que a obra se tratava só de um ótimo entretenimento, mas a lê-la, percebi que além da habilidade da Jana de conduzir sua história, ela expõe questões sociais, psicológicas e até filosóficas de forma simples, porém sem deixar de ser relevante. A escritora conseguiu unir diversão e reflexão, de maneira interessante. Dessa forma, faz o leitor possuir uma sensação de que a leitura foi produtiva e divertida, que não foi uma leitura em vão. São esses tipos de escritores que precisamos para fazer jus a nossa geração literária.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TDPhWyRKl1I/AAAAAAAACcU/qTwtKFKns5Y/s1600/Uma+Carta+por+Benjamin+-+capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TDPhWyRKl1I/AAAAAAAACcU/qTwtKFKns5Y/s320/Uma+Carta+por+Benjamin+-+capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E olha que não sou eu nem minha mãe que estamos fazendo tal afirmação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sim o &lt;a href="http://marceloviniciusmiranda.blogspot.com/"&gt;Marcelo Vinicius&lt;/a&gt;, autor da obra &lt;em&gt;&lt;a href="http://marceloviniciusmiranda.blogspot.com/2010/05/livro.html"&gt;Desafios de uma Mente&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um rapaz que, além de muito gentil, é exagerado – ah, minha modéstia me impede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encheções de lingüiça à parte, o fato é que Marcelo comprou um exemplar do meu livro, &lt;em&gt;Uma Carta por Benjamin&lt;/em&gt;, para chamar de seu, leu e escreveu uma resenha bacaníssima, que neste momento está publicada no site do&lt;em&gt; Jornal Feira Hoje&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.jornalfeirahoje.com.br/materia.asp?id=19946"&gt;&lt;strong&gt;Clique aqui e leia tudo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomendo e agradeço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;:)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-8432408316025009924?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8432408316025009924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/8432408316025009924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/07/uma-carta-por-benjamin-resenha.html' title='Uma Carta por Benjamin, resenha.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TDPhWyRKl1I/AAAAAAAACcU/qTwtKFKns5Y/s72-c/Uma+Carta+por+Benjamin+-+capa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-9155452803727819991</id><published>2010-07-03T02:46:00.000+02:00</published><updated>2010-07-03T02:46:51.955+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LITERARTE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coletâneas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Coletâneas Literarte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil&amp;nbsp;saiu a copa, mas, acreditem caros&amp;nbsp;amigos da Rede Globo: a vida continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobreviveremos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por isso, desfaçam estes beiços emburrados que eu trago notícias gostosas e quentinhas para novos autores e amantes em geral da literatura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;a href="http://grupomultifoco.com.br/literarte"&gt;Selo Literarte&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; está com as inscrições abertas para três coletâneas com temas pra lá de bacanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma é só de HQs. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso atenção quadrinistas, roteiristas e Cia. Ltda.: agora vocês poderão ter suas histórias em quadrinhos publicadas em uma coletânea incrível, organizada por ninguém mais ninguém menos que o grande &lt;a href="http://twitter.com/SergioChaves_"&gt;Sergio Chaves&lt;/a&gt;, editor da premiada revista &lt;em&gt;&lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;Café Espacial&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; e indicado como &lt;em&gt;Roteirista Revelação&lt;/em&gt; pelo &lt;em&gt;&lt;a href="http://trofeu-hqmix.blogspot.com/"&gt;Troféu HQMix 2010&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (premiação considerada o Oscar brasileiro dos quadrinhos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coletânea &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quadrinhos em História&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é a primeira antologia de HQs da &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/"&gt;Editora Multifoco&lt;/a&gt;, e vai reunir em um livro 25 histórias em quadrinhos versando sobre os mais variados temas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://quadrinhos-em-historia.blogspot.com/"&gt;Aqui está o linque do blogue oficial da coletânea&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, e lá você vai encontrar todas as informações que precisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ademais, qualquer dúvida que restar é só escrever para &lt;a href="mailto:quadrinhosemhistoria@gmail.com"&gt;quadrinhosemhistoria@gmail.com&lt;/a&gt; (com Sergio) ou para &lt;a href="mailto:literarte@editoramultifoco.com.br"&gt;literarte@editoramultifoco.com.br&lt;/a&gt; (comigo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A outra coletânea, &lt;em&gt;Crônico!&lt;/em&gt;, será de crônicas ilustradas e está sendo organizada pelo escritor e editor &lt;a href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/"&gt;Beto Canales&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema é livre e todos os textos serão ilustrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://coletanea-cronico.blogspot.com/"&gt;Acesse o blogue&amp;nbsp;e saiba mais&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Restando dúvidas, escreva para &lt;a href="mailto:coletaneacronico@gmail.com"&gt;coletaneacronico@gmail.com&lt;/a&gt; (com Beto) ou para &lt;a href="mailto:literarte@editoramultifoco.com.br"&gt;literarte@editoramultifoco.com.br&lt;/a&gt; (comigo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como se não bastasse isso tudo de boas novas, eu e o escritor &lt;a href="http://jojomachado.zip.net/"&gt;Jovino Machado&lt;/a&gt; estamos organizando a coletânea &lt;em&gt;Literatura Futebol Clube&lt;/em&gt; que, como o nome já diz, reunirá crônicas, contos e poesias sobre futebol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, naturalmente, será ilustrada também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.literatura-futebol-clube.blogspot.com/"&gt;Este é o blogue&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e este é o e-mail para contato: &lt;a href="mailto:literaturafutebolclube@gmail.com"&gt;literaturafutebolclube@gmail.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem preciso dizer que, desde já, todos vocês estão super convidados para enviar seus textos e HQs, preciso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O esquema é o de sempre: &lt;span style="font-size: large;"&gt;nenhum autor selecionado paga nada para participar das coletâneas&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada um receberá em casa, &lt;strong&gt;por consignação&lt;/strong&gt;, 15 exemplares do livro, tendo, a partir da data de entrega, 30 dias para sua comercialização e ainda ficando, sob o preço de capa, com um lucro de 30%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não sabe, &lt;em&gt;consignação é um procedimento de venda no qual o risco é do fornecedor &lt;/em&gt;(no caso, a Editora Multifoco)&lt;em&gt;, que disponibiliza para o empresário-vendedor &lt;/em&gt;(no caso, os autores selecionados)&lt;em&gt; uma determinada quantidade de produtos&lt;/em&gt; (no caso, livros)&lt;em&gt;, com margem previamente definida, e cujo acerto é realizado em data acordada&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto significa, resumidamente, que: se por acaso você não conseguir comercializar seus exemplares no prazo estipulado, basta que reenvie os livros que não conseguiu vender para a editora ou renegocie um novo prazo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim mesmo, fácil, prático, sem multas e sem problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só não participa quem não quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer dúvida, sugestão, convite ou palpite furado, não deixe de entrar em contato: &lt;a href="mailto:literarte@editoramultifoco.com.br"&gt;literarte@editoramultifoco.com.br&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico no aguardo, e aquele abraço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-9155452803727819991?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/9155452803727819991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/9155452803727819991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/07/coletaneas-literarte.html' title='Coletâneas Literarte'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-7508468779279704062</id><published>2010-06-30T15:59:00.000+02:00</published><updated>2010-06-30T15:59:27.196+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Assassinos S/A'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tópicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coletâneas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Linques.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia, queridos leitores imaginários deste blogue honesto porém metidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que estou me enrolando para passar aqui e deixar alguns muitos linques de coisas que andaram acontecendo e etecetara, entretanto, quando via o dia acabava e eu não havia postado nada e a culpa é do tempo que passa depressa demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já comentei sobre minha teoria de que os dias estão mais curtos e que não temos mais 24 horas a cada 24 horas porcaria nenhuma? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha idéia era fazer um post bem bonitinho para cada linque, mas como o atraso foi geral, acho melhor postar tudo de uma vez só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bora lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ótimo então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A Mulher Infiel &amp;amp; O Bar do Escritor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano passado eu participei de uma &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=3891757"&gt;comunidade no Orkut chamada Bar do Escritor&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá a gente postava textos e os demais membros vinham comentar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era divertido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema aconteceu quando entraram numa discussão inútil sobre um poema que eu havia postado, uns dizendo que era prosa, outros dizendo que era poesia e outros dizendo que mimimi. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele papo me cansou e eu saí de fininho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas agora, recentemente, fiquei sabendo que meu singelo poeminha foi publicado no site do Bar, e o link está &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.bardoescritor.net/rodada_leitura.php?titulo=A mulher infiel&amp;amp;autor=Jana Lauxen"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito, este poema, que se chama &lt;em&gt;A Mulher Infiel&lt;/em&gt;, foi o primeiro texto que tive publicado numa coletânea, que foi a &lt;em&gt;Vide-Verso&lt;/em&gt; da &lt;a href="http://www.andross.com.br/"&gt;Editora Andross&lt;/a&gt;, no início de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, é evidente que ele representa muito para mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou muito chegada a escrever poesias, mas me arrisco de vez em quando, atrevidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que gostem, beijo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O Bocejo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o nome do meu conto que integra a coletânea &lt;strong&gt;&lt;a href="http://assassinos-sa.blogspot.com/"&gt;Assassinos S/A&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; Vol. II.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele está devidamente publicado no portal &lt;em&gt;Beco do Crime&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cliquem &lt;a href="http://www.esquinadoescritor.com.br/beco_do_crime/index.asp?area=item&amp;amp;id_item=1660"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para descobrir quem foi o responsável por matar de forma cruel e violenta a pobrezinha da Iara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse mundo anda mundo violento, vocês não acham? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O Coelho na Lua e a Galeria do Sobrenatural.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ocoelhonalua.blogspot.com/2010/05/crepusculo-sem-vampiros-brilhantes.html"&gt;&lt;strong&gt;E saiu uma resenha bem legal no blogue O Coelho na Lua&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, do Cirilo S. Lemos, sobre a coletânea &lt;em&gt;Galeria do Sobrenatural&lt;/em&gt;, da &lt;a href="http://terracotaeditora.com.br/"&gt;Terracota Editora&lt;/a&gt;, na qual participo com o conto &lt;em&gt;O Demônio Está Chamando&lt;/em&gt; – conto este que, aliás, vocês podem ler clicando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/2008/10/o-demnio-est-chamando.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Massagem no EGO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O querido Douglas Eralldo, do blogue &lt;em&gt;Listas Literárias&lt;/em&gt;, criou uma lista com as seis escritoras mais gatas, segundo sua opinião. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá estão Thalita Rebouças, Leticia Wierzchowski, Tati Bernardi, Chris Sevla, Fernanda Takai e... EU! Hohoho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu me achei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E minha mãe nem se surpreendeu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo dona Eliane, ela sempre soube da minha belezura. :)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valeu mãe, e valeu Eralldo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cliquem &lt;a href="http://listasliterarias.blogspot.com/2010/06/as-6-escritoras-mais-gatas-da.html"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e confiram a lista com seus próprios olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Feito de Carniça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também saiu uma entrevista jóinha com o &lt;a href="http://afoborio.blogspot.com/"&gt;Afobório&lt;/a&gt; no portal &lt;em&gt;Beco do Crime&lt;/em&gt;, feita pelo escritor &lt;a href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/"&gt;Beto Canales&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cliquem &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.esquinadoescritor.com.br/beco_do_crime/index.asp?area=entrevista&amp;amp;id_entrevista=25"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para conferir, pois vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que, por hora, era isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AQUELE ABRAÇO, e até nossa próxima aventura, amiguinhos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-7508468779279704062?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7508468779279704062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/7508468779279704062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/linques.html' title='Linques.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-4549162723582127751</id><published>2010-06-28T21:44:00.002+02:00</published><updated>2010-06-28T21:46:15.350+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>Compartilhando uma alegria.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Você já assistiu a nova propaganda do Projeto Criança Esperança, da Rede Globo, aonde o ator Rodrigo Lombardi (intérprete do Mauro, na novela Passione) vai com Diego de Lima, um dos 4 milhões de jovens e crianças beneficiados pelo programa ao longo de 25 anos de trabalho, agradecer a uma colaboradora do projeto por sua doação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vídeo pode ser assistido &lt;a href="http://redeglobo.globo.com/novidades/noticia/2010/06/rede-globo-promove-encontro-na-campanha-do-crianca-esperanca.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://autordelima.blogspot.com/"&gt;Diego&lt;/a&gt; é um dos autores da &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/"&gt;Editora Multifoco&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj5LpVIKWI/AAAAAAAACb4/-5xdnmuKGpg/s1600/capa+do+livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ru="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj5LpVIKWI/AAAAAAAACb4/-5xdnmuKGpg/s320/capa+do+livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Seu livro, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=269"&gt;O Julgamento de Lampião&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, assinado sob o pseudônimo Victor Órion, foi lançado dia 25 de maio na Escola Municipal Castelnuovo, no Rio, onde Diego estudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leia &lt;a href="http://redeglobo.globo.com/novidades/noticia/2010/06/crianca-esperanca-veja-bastidores-da-campanha-com-rodrigo-lombardi.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; o que foi publicado no site da Rede Globo sobre os bastidores do comercial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós, da Editora Multifoco, ficamos muito felizes por poder participar da vida de Diego, e, junto com o Criança Esperança, ajudá-lo a realizar seu sonho de publicar seu primeiro livro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj5HX_liBI/AAAAAAAACbw/-Ob3ZGPTrwQ/s1600/dsc07010a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ru="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj5HX_liBI/AAAAAAAACbw/-Ob3ZGPTrwQ/s320/dsc07010a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Lombardi mostra o livro escrito por Diego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj4_Irq0PI/AAAAAAAACbo/IDa8ST_p9mI/s1600/lomba.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ru="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj4_Irq0PI/AAAAAAAACbo/IDa8ST_p9mI/s320/lomba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Diego de Lima, o ator Rodrigo Lombardi e a doadora Márcia Dias (Foto: Luanna de Britto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Que este seja o primeiro, de muitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Parabéns Diego!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-4549162723582127751?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4549162723582127751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/4549162723582127751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/compartilhando-uma-alegria.html' title='Compartilhando uma alegria.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jimcVPHp7n0/TCj5LpVIKWI/AAAAAAAACb4/-5xdnmuKGpg/s72-c/capa+do+livro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-343190904639084170</id><published>2010-06-23T03:49:00.003+02:00</published><updated>2010-06-23T20:54:15.991+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa-Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasilidades'/><title type='text'>CALA A BOCA TADEU SCHMIDT!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não preciso nem entrar em maiores detalhes sobre qual é o assunto deste texto, né? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este título é auto-explicativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer criatura que não habite uma caverna numa ilha deserta no meio do oceano ouviu falar que, no Twitter, teve gente que resolveu usar seus 140 caracteres para mandar um pessoal aí calar a boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro foi o Galvão Bueno, logo na estréia da copa. O comentarista da Rede Globo, talvez o mais popular e certamente o mais odiado do país, foi alçado ao topo do &lt;em&gt;Trending Topic BR&lt;/em&gt; (lista brasileira que reúne os assuntos mais comentados do dia no Twitter) graças ao CALA A BOCA GALVÃO, assim, tudo em maiúsculo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A brincadeira foi tão longe que, quando chegou ao &lt;em&gt;Trending Topic Mundial&lt;/em&gt; (que reúne os assuntos mais comentados do dia em todo mundo) e os gringos começaram a se perguntar que diabos era CALA A BOCA GALVÃO, um brasileiro peraltinha resolveu dizer que se tratava de uma campanha pela preservação do pássaro Galvão, em extinção no país. Logo havia &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/link/files/2010/06/cala-boca-galvao-poster.jpg"&gt;cartaz&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bdTadK9p14A&amp;amp;feature=related"&gt;vídeo&lt;/a&gt; circulando na rede, e o assunto ultrapassou fronteiras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não dá para negar que é engraçado, apesar de ser só engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa começou a ficar séria na noite de domingo, dia 20 de junho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o programa Fantástico, da Rede Globo, exibido todo domingo de noite faz mil anos, Tadeu Schmidt entrou ao vivo, diretamente da África, e em tom cerimonial queixou-se, ‘em nome de toda a imprensa’, da maneira indelicada com que o treinador da seleção brasileira, Dunga, tratava os jornalistas. Tudo porque na tarde daquele dia, e depois de uma bonita atuação contra a Costa do Marfim, na qual a seleção saiu vitoriosa, Dunga tratou com ironia um repórter da Rede Globo, durante uma coletiva de imprensa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, todo mundo sabe que Dunga não é nenhuma Miss Simpatia. Todo mundo é conhecedor da birra do técnico&amp;nbsp;com a imprensa, que vem lá dos anos 90 e da fatídica ‘Era Dunga’. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a despeito do que cada um de nós pense sobre o Dunga, o fato é que, enquanto Tadeu ainda choramingava, ‘em nome de toda a imprensa’, a má criação de Dunga, no Twitter o &lt;em&gt;Cala Boca Tadeu&lt;/em&gt; já era o assunto mais comentado do país. Em algumas horas, o mais comentado do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que desta vez não era piada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pessoal, que em sua maioria até domingo de tarde tinha ojeriza ao Dunga por causa do que consideravam sua péssima escalação, passaram a defendê-lo ferrenhamente, mandando que o jornalista, porta-voz do desabafo global, calasse sumariamente sua boca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, Tadeu foi apenas um bode expiatório; o pessoal mandava era a Rede Globo calar sua boca. Uma emissora que, independente em que você acreditar, possui um histórico de especulações em torno de sua idoneidade, sendo acusada de manipuladora, de alienadora e outros adjetivos extremistas dos quais ninguém é capaz de duvidar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a primeira vez que, coletivamente, mandamos a Globo - um emblema inegável de força e poder -&amp;nbsp;calar sua boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagina se houvesse Twitter por aqui em nossos anos de chumbo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo poderia ter sido completamente diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acharam exagerada minha comparação? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês podem estar certos quando dizem que uma ferramenta como a Internet (e tudo que vem dentro dela) não seja capaz de derrubar um governo tirano e opressor, mas vocês hão de concordar que, no mínimo, atrapalharia. No mínimo, causaria uma bela dor de cabeça em qualquer ditador metido a besta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para quem pensa que num governo déspota ninguém poderia sequer acessar a internet, saiba que está redondamente enganado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuba, um país tradicionalmente conhecido por ser comandado a mão de ferro pelos irmãos Fidel, não apenas possui o acesso a internet limitado, como também o acesso a comida e a luz elétrica e a papel higiênico e a água encanada. Falta tudo; tecnologia então, nem se fala. E mesmo num cenário aparentemente inóspito, eis que surge o blogue &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/"&gt;Generación Y&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, da blogueira e filósofa cubana Yoani Sánchez – um blogue que fala basicamente de seu país, e da situação de penúria na qual se encontra o povo cubano. Yoani já foi ameaçada de morte, já foi presa, já foi proibida de sair do país e, recentemente, também foi seqüestrada e espancada por agentes da polícia política cubana, sem maiores explicações. Mesmo assim continua escrevendo e publicando, e não parece ter planos de parar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yoani só não foi ainda eliminada dessa história porque matá-la seria chamar escandalosamente a atenção para o grave problema que assola Cuba. Afinal o mundo inteiro conhece Yoani, e só a conhece por causa da internet. Se ela for assassinada, o governo cubano estará estupidamente assinando a autoria do crime,&amp;nbsp; e certamente será cobrado a dar satisfações - e&amp;nbsp;não apenas para Cuba, já acostumada aos seus descalabros cotidianos. Mas ao mundo todo, do Brasil ao Canadá, da Ásia a Groenlândia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegaria muito, muito mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez as pessoas ainda não saibam, mas parece que começam a descobrir o poder desta singela invenção chamada Internet, que traz o mundo inteiro para dentro de nosso computador e permite que naveguemos por ele, tal e qual os primeiros descobridores, porém no conforto de nossas casas e ao trabalho de um click.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Cala a Boca Tadeu&lt;/em&gt; pode até parecer uma imensa bobagem, pois, como lembraram muitos tuiteiros e retuiteiros, enquanto todo mundo se preocupa em mandar o Tadeu calar a boca, o senado aprovou 18% de aumento para os&amp;nbsp;seus já endinheirados senadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correto, é um absurdo 18% de aumento. Todo mundo concorda, do mesmo jeito que todo mundo está careca de saber que políticos surrupiam nossos níqueis todos os dias, descaradamente, seja através de aumentos despropositados, seja através de todo o resto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém não é todo dia que nos mobilizamos para mandar a maior emissora do país calar a boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E,&amp;nbsp;vejam bem: não tenho nada contra a Globo, particularmente falando. Também não sou daquelas ativistas neuróticas que culpam a emissora por todos os problemas da humanidade. Apenas a utilizo aqui como exemplo de um símbolo de poder, que poderia ser qualquer outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é por isso que acredito que mandar um &lt;em&gt;Cala a Boca Tadeu&lt;/em&gt; no Twitter é, também, uma forma de fazer política, quiçá mais significativa e interessante (além de bem humorada)&amp;nbsp;do que ficar retuitando notícias do Senado e armando discussões bobinhas em mesa de bar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Precisamos entender que estamos em 2010, e muita coisa mudou dos anos 70 pra cá. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manipulação, antes escancarada, hoje vem travestida, disfarçada, perigosamente sutil. Os abusos são tão homeopáticos que mal e mal os percebemos. Não podemos continuar na tolice de acreditar que é pintando a cara e indo pra rua enfrentar a polícia e quebrar vidraça de loja que estaremos fazendo revolução e mudando o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se isso adiantou no passado, não sei, mas agora não faz mais sentido nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ditadura terminou, pelo menos do modo como a conhecíamos. E mudou a maneira com a qual o povo (eu, você, todos nós) se manifesta, e também se relaciona com a política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço muita gente dizer que a juventude é alienada, despolitizada. Eu discordo. Acredito que o que mudou foi a maneira de se fazer política. Ser politizado não se resume, apenas, a candidatar-se a cargos políticos, empunhar bandeiras, tornar-se militante e ficar retuitando notícias sobre seu candidato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, quando escrevo minha opinião livre de qualquer forma de censura aqui, neste blogue, faço política. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O CQC e o Pânico, dois programas de humor muito populares da TV aberta, quando vão ao&amp;nbsp;Congresso constranger nossos representantes e fazer piadinhas, estão fazendo política. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo que assinou a petição on-line pedindo a aprovação do projeto FICHA LIMPA fez política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudou as formas, o sentido ainda é o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por isso que, quando alguém escreve &lt;em&gt;Cala a Boca Tadeu&lt;/em&gt; no Twitter também está fazendo política, no sentido de que a Rede Globo faz e sempre fez o que bem entendeu com a opinião popular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como se disséssemos: &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt;&amp;nbsp;estamos aqui, oi?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês podem achar isso medíocre, e podem dizer que os revolucionários de hoje em dia são preguiçosos, medrosos, estúpidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem argumentar que um &lt;em&gt;Cala a Boca Tadeu&lt;/em&gt; não significa nada, não muda nada, não representa nada – trata-se apenas de uma babaquice virtual e fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, caros amigos, grandes transformações sociais começam a partir de pequenas mudanças individuais, e a tal da revolução, que muitos ainda esperam chegar espalhafatosa, está vindo taciturna e discreta, porém mais rápida do que imaginávamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a internet, acreditem, é nossa grande e principal aliada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pessimistas que se dizem realistas discordarão, mas só não vê quem não quer que as coisas estão começando a mudar, e a mudar para melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidente, nada acontece da noite para o dia, de um minuto para o outro. Não é num piscar de olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, aos poucos e cada vez mais, vamos redescobrindo nossa força enquanto nação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso simplesmente faz&amp;nbsp;toda a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yoani que, em Cuba, aos trancos e barrancos continua escrevendo seu blogue, faz política e é líder de sua revolução individual. Quem poderia imaginar que um simples blogue iria fazer o que &lt;em&gt;Generación Y&lt;/em&gt; faz todos os dias, postagem após postagem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Óquei, os Fidéis não cairão porque causa de um blogue.&amp;nbsp;A liberdade de expressão e os direitos mais básicos não serão devolvidos ao povo cubano&amp;nbsp;por causa de algumas postagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Yoani faz barulho e incomoda, lá de Havana, sentada quietinha na frente de seu computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nós, aqui, demonstramos através do aparentemente pacóvio &lt;em&gt;Cala a Boca Tadeu&lt;/em&gt; que não somos tão cegos, surdos, mudos e burros&amp;nbsp;como poderíamos parecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos aprendendo a incomodar, e isso é o início de uma barulheira impossível de não se fazer ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avante, então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que assim continue sendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-343190904639084170?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/343190904639084170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/343190904639084170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/cala-boca-tadeu-schmidt.html' title='CALA A BOCA TADEU SCHMIDT!'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-1580505595529175247</id><published>2010-06-18T13:54:00.000+02:00</published><updated>2010-06-18T13:54:31.865+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa-Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utilidade Pública'/><title type='text'>A prepotência dos veteranos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando passamos no vestibular e entramos para a universidade, somos considerados bixos. E por sermos considerados bixos, precisamos agüentar todo tipo de piadinhas e brincadeirinhas, algumas beirando o mau gosto. Riscam nossa cara, escondem nossos tênis e chinelos, quebram ovos podres em nossas cabecinhas de calouros, nos intimidam a dançar em cima de mesas cambaleantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente, leva-se um ano até deixarmos de ser bixos e nos tornarmos, finalmente, veteranos também. E quando nos tornamos veteranos, é porque uma nova safra de bixos acabou de entrar para a universidade, e agora é a nossa vez de fazer piadinhas e brincadeirinhas, algumas beirando o mau gosto, e riscar a cara dos novatos, e esconder seus tênis e chinelos, e quebrar ovos podres em suas cabecinhas de calouros e os intimidar a dançar em cima de mesas cambaleantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria dos universitários agüenta calado, durante um ano inteiro, tudo o que precisa agüentar enquanto bixo, apenas para poder fazer o mesmo, quiçá pior, quando chegar a sua vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o ciclo, e não termina aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim porque, depois de formado, vem tudo de novo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você passa a ser um jovem profissional, um ‘recém-formado’, um novato sem muita experiência e, quase sempre, acaba tendo de engolir tudo outra vez. Só que agora não são ovos na cabeça nem rabiscos na cara, mas pode ser (e geralmente é) muito pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os veteranos da sua profissão, isto é, profissionais que atuam na área há muito mais tempo e comumente ocupam cargos de chefias, vão lhe tratar com desdém, vão duvidar da sua inteligência, vão lhe colocar para lavar as xícaras do cafezinho da empresa e a pagar suas contas pessoais, apenas por trote. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só para mostrar para você quem é que manda, quem é que sabe, quem é que dá as ordens e inventa as regras do jogo que você mal e mal começou a jogar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, é claro: é melhor ser bixo numa universidade do que novato numa profissão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso porque, na universidade, é garantido que depois de um ano você será um veterano. Já numa profissão, você pode ser &lt;em&gt;O Novato&lt;/em&gt; durante muito mais tempo do que sua vã filosofia pode imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais engraçado disso tudo é que as chances de você, que foi espezinhado quando ainda era um novato, se tornar uma grande besta quadrada e prepotente quando deixar de ser um novato (mesmo que isso leve anos), são altíssimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como se houvesse um desejo maior e perverso de realizar uma forma enviesada de vingança pelo que passou, fazendo com que um inocente recém-chegado viva exatamente as mesmas agruras que você viveu, num passado que procura esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho isso errado, além de estúpido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pior é que acontece em todas as profissões, desde as mais simples até as mais complexas. Desde o pintor até o médico, desde o fotógrafo até o engenheiro, desde o jardineiro até o eletricista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que não haja uma estrutura hierárquica na profissão que escolheu seguir, sempre haverá quem está na lida há mais tempo que você, e sempre haverá quem vai pensar que, por estar na lida há mais tempo que você, naturalmente é superior a você, e por isso tem o direito de fazer com que você se sinta um imundície desprezível, feio e inútil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso falar aqui das outras profissões, por falta de conhecimento de causa, mas posso falar da minha: o belo e ingrato ofício de escrever. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo desde sempre, mas passei a levar o negócio a sério apenas há uns três ou quatro anos atrás. E três ou quatro anos nem de longe é tempo suficiente para que escritores de renome, que escrevem há, sei lá, 10, 20, 38 anos, olhem para mim de igual para igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, nada contra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece é que, ao longo destes brevíssimos três ou quatro anos, entrei em contato com muitos deles, seja para convidá-los a escrever para o 3:AM Magazine Brasil ou para a Assassinos S/A, seja para trocar uma idéia ou pedir uma opinião ou dizer ‘oi, te admiro’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos, muito poucos, responderam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E destes muito poucos que responderam, nem metade foi educado e humilde, como o manual da boa convivência sugere que sejamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles simplesmente te ignoram e, quando não te ignoram, são monossilábicos ou até grosseiros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teve uma autora, na qual me reservo o direito de não citar o nome, que me cobrou 500 dólares (sim, dólares) para me autorizar a publicar um texto seu no 3:AM Magazine Brasil e não, não era a Stephenie Meyer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2009 entrei em contato com um escritor de razoável prestígio no Brasil, pedindo humildemente se ele poderia prefaciar meu próximo livro – cujo plano era lançá-lo metade deste ano. Ele aceitou. Eu quase morri de emoção. Enviei, ingênua e saltitante, os originais pelo Correio para ele, que confirmou o recebimento e desde então desapareceu do sistema solar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso me deixou mega chateada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro porque era um escritor que eu gostava muito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo porque ele poderia perfeitamente ter me dito que não podia escrever, pois estava sem tempo, sem computador, sem paciência, sem vontade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meia dúzia de caracteres e eu entenderia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele aceitou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, pressupondo que ele não tenha gostado do que leu – direito dele – e não quisesse prefaciar o livro, bastava dizer: não gostei e não me sinto apto a prefaciar o livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele aceitou e me deixou aqui plantada, esperando que nem uma bocó por um prefácio que nunca veio nem nunca virá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ainda tentei contato muitas vezes, argumentando que o livro tinha prazos e planejamentos para sair, e que eu precisava de um retorno. Pelo menos uma resposta, qualquer resposta, nem que fosse me mandando tomar naquele lugar onde o sol não bate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada, completamente nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso sem falar nos tantos outros escritores que, com indelicadeza, sumariamente te ignoram, tratando com desprezo e grosseria teu trabalho e, naturalmente, teu respeito por eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta é: E SE ao invés de ter sido a desconhecida e pouco reconhecida Jana Lauxen, houvesse sido o Luis Fernando Veríssimo que tivesse feito contato com estes autores, o descaso e o desrespeito teriam sido os mesmos? Provavelmente não. E longe, muito longe de mim comparar minha discreta literatura com a do mestre Veríssimo, mas uma coisa não podemos negar: ambos somos escritores, independente da qualidade de nossos trabalhos e, mais importante que isso, ambos somos pessoas - logo, ambos somos dignos de consideração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um mínimo de educação, pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho certeza que esses caras não respondem ao bom dia do porteiro também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acho o seguinte: ninguém tem o direito de tratar outras pessoas com pouco-caso, com leviandade, com descortesia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, apesar de saber que coisas deste gênero acontecem em todas as profissões, em todos os tempos e todos os dias, quando tratamos de arte o problema eclode.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque os artistas, de modo geral, são de uma soberba, de um egocentrismo, de uma arrogância incompreensível e irracional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase cômica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo isso tudo para fazer um apelo ao pessoal que passa por aqui, independente de suas profissões: menos, minha gente. BEM MENOS!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é porque você é um cirurgião dentista que pode maltratar a faxineira da sua casa. Não é porque você é um advogado que pode cuspir na cara da sua secretária. Não é porque a Cia. das Letras publica seus livros que você pode tratar mal quem publica de forma independente ou quem ainda está buscando sua primeira publicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece óbvio, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que não é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, como sei que escritores veteranos não lêem blogues de escritores novatos, e que nem o sujeito que me deu o bolo no prefácio nem a bonita que quis me cobrar 500 dólares (haha) para publicar seu texto passarão por aqui, este recado fica mesmo para você que, assim como eu, é um calouro no mundo da literatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todos nós, é certo que &lt;em&gt;pelo menos um&lt;/em&gt; vai chegar lá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Pelo menos um&lt;/em&gt; vai ser publicado por uma grande editora, vai ganhar prêmios literários importantes, vai participar da FLIP e vai ter seu livro resenhado por grandes veículos de comunicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito: &lt;em&gt;pelo menos um&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez demorem anos (não é fácil tirar a tinta da cara, o ovo do cabelo e descer da mesa cambaleante), mas tenho certeza que &lt;em&gt;pelo menos um de nós&lt;/em&gt; chegará lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se, por acaso, for você quem chegar lá, por favor amigão: não pense que é o último pedaço de pizza, o gás da coca-cola, o oásis no meio do deserto, o grande e insubstituível gênio da literatura moderna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, sem querer ofender, você não é nada disso, meu chapa, e nem nunca será, porque ninguém é, ninguém nunca será.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não repita este ciclo de prepotência e falta de elegância com quem, à época, estará começando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegar lá, não esqueça do que você passou (e eu sei, você passa!) quando estava começando, e não queira vomitar na cabeça dos novatos de então sua ira ressentida pelos veteranos de agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não importa se você será um grande escritor, um grande quadrinista, um grande ilustrador, um grande fotógrafo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não esqueça nunca de onde você veio, de como você começou, e trate de baixar esse nariz empinado e manter seu ego dentro de uma rígida dieta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independente do que conseguir, do que conquistar, dos amigos importantes que cativar, dos prêmios que receber, do dinheiro que acumular, do prestígio que desfrutar, de quantos seguidores tiver no twitter: você continuará sendo uma pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só uma pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o porteiro do prédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a tia do cafezinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a Stephenie Meyer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-1580505595529175247?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1580505595529175247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/1580505595529175247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janalauxen.blogspot.com/2010/06/prepotencia-dos-veteranos.html' title='A prepotência dos veteranos.'/><author><name>Jana Lauxen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17046526222858073584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-91NHpuEmhPg/TX5BFKDjljI/AAAAAAAACjw/WChFKdMisUE/s220/Pode.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7171948497851771207.post-5421781639677771991</id><published>2010-06-09T05:36:00.002+02:00</published><updated>2010-06-09T05:56:37.569+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Café Espacial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><title type='text'>Café Espacial &amp; HQMix 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adivinhem quem foi indicada pelo terceiro ano consecutivo ao &lt;a href="http://trofeu-hqmix.blogspot.com/"&gt;Troféu HQMix&lt;/a&gt; como &lt;em&gt;melhor publicação independente de grupo&lt;/em&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exatamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://cafeespacial.wordpress.com/"&gt;Café Espacial&lt;/a&gt;, tchururú.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora é aguardar o resultado e correr para o abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do Serginho Groisman, é claro. : D&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inclusive, vou deixando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/06/07/cafe-espacial-e-a-lira-dos-vinte-anos/?utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; o link para uma resenha bem bacana sobre a Café, publicada no blog do jornalista André Forastieri, do Portal R7.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no mais, boa sorte cafeinados e simpatizantes em geral!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tintin.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7171948497851771207-5421781639677771991?l=janalauxen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7171948497851771207/posts/default/54217816
